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Com quase 70 anos, Casa de Farinha Mestre José Gomes retoma tradicional farinhada no Crato

Após 12 anos desativada, casa de farinha reabre com estrutura e rotina artesanais                  Foto: Antônio Rodrigues A mandiocultura sempre foi grande aliada dos agricultores no Semiárido brasileiro. O plantio do tubérculo, por não demandar uma grande quantidade de água, encontrou no sertão um lugar para se desenvolver. Neste contexto, as casas de farinhas se espalharam na zona rural garantindo a produção de seus derivados, como farinha, goma, beiju, tapioca, massa puba, entre outros. A industrialização deste processo, aos poucos, foi minando este trabalho, que por muitos anos funcionou quase de forma artesanal.  No distrito do Baixio das Palmeiras, em Crato, até a década de 1980 existiam aproximadamente 20 casas de farinhas. Hoje, apenas uma se mantém de pé: a Casa de Farinha Mestre José Gomes. Mesmo assim, ficou muito próxima de se extinguir, já que passou cerca de 12 anos desativada, até ser doada para a Associação dos Agricultores Familiares Sagrada Família, Baixio do Muquém.  Erguida em 1953, nestas quase sete décadas, a casa de farinha ainda mantém sua estrutura artesanal com prensagem manual e fornalha de barro, por exemplo. Num trabalho de resgate, a associação conquistou recursos através da Lei Federal Aldir Blanc, e seu espaço foi reformado, garantindo sua manutenção pelos próximos anos.  A proposta da organização dos moradores é reavivar o plantio da mandioca, muito presente na memória de muitos moradores. Neste final de semana, alcançou o ponto máximo do trabalho: a tradicional farinhada. O processo, ao todo, envolveu diretamente cerca de 30 pessoas, entre cultivadores, arrancadores, carregadores, raspadeiras, cevadores, carregadores de água, lavadeiras, prenseiros e forneiros. TRADIÇÃO O presidente da Associação, o agricultor Assis Nicolau, ressalta que essa é uma das únicas casas de farinha do Crato que ainda mantém esta estrutura mais antiga, por isso, desde que o espaço foi doado pelo mestre José Gomes, sua entidade tem trabalhado para mantê-la como um museu vivo, onde todo o processo que envolve a mandiocultura é acompanhado de perto.  “Isso também é para não morrer nossa origem. Preservar essa memória. Aqui podemos contar nossa história para o jovem, para os estudantes. Hoje, tudo é automático, motorizado. Ainda mantemos a estrutura dos antepassados”, explica. Cada setor da casa de farinha, inclusive, foi pintado sinalizando cada equipamento, como os tanques de goma, o forno e a prensa.  Assis reforça que ainda há produtores de mandioca na comunidade, mas o cultivo só acontece em função da produção da massa puba, onde o processo é mais simples: coloca o tubérculo de molho por cerca de cinco dias, espera sua decomposição e lava. “Aqui tem todo o segmento, desde os arrancadores aos carregadores. Da raspadeira ao prenseiro. Ainda se mantém a tradição de sentar, raspar, como uma roda de conversa”, diz Assis, No exaustivo trabalho de forneiro, o agricultor José Cícero Braz, conhecido como Zé de Téta, ressalta que este trabalho é fruto de um plantio que começou há um ano e meio e envolveu muitas pessoas da comunidade. “Hoje, tudo se aproveita da mandioca. A casca vai para os animais. A farinha, se não quiser, coloca para secar e mistura com a ração”, detalha.  A queda da mandiocultura no distrito do Baixio das Palmeiras e no território do Crato como um todo, na avaliação do agricultor, se deu pela mecanização. “Hoje, grande parte da farinha é vinda do Paraná, industrializada, oferecendo um custo menor. Aqui, se ocupa muita gente e não tem uma grande perspectiva de lucro”, detalha Zé de Téta.  Para o agricultor, voltar a trabalhar na farinhada traz a memória de seus pais e seus avós, que tinham o sustento na mandioca. “Antes, era muito forte. Começava em maio e ia até dezembro. Ninguém ficava parado”, lembra o agricultor. A manutenção, para ele, também servirá de estudo para as próximas gerações. “Muitos só têm contato com as casas de farinha modernas”. O pensamento de Zé é semelhante ao da agricultora Edileuda Tavares, que participou do processo desde a raspagem à embalagem do beiju, realizada ontem e na manhã deste domingo (24). “Isso representa nossas raízes, voltar ao passado. Desde pequena, fazia farinhada com meu tio”, lembra.  Com apoio de toda a comunidade, foram produzidos cerca de 250 beijus, a maioria já encomendados há semanas. A renda será revertida para a associação de moradores. “Todos vieram de forma voluntária, com amor e dedicação”. Este é o segundo ano de retorno da farinhada. A primeira, em 2019, também foi de grande sucesso. “Fez foi faltar beiju de tanta procura”.  Cerca de 80 pessoas, nestes três dias de farinhada, circularam pelo a casa de farinha, entre pesquisadores, clientes e os próprios moradores, trabalhando de forma voluntária. “A gente colocou em mente que poderia voltar a funcionar e incentivar o plantio da mandioca, que é nossa essência. É uma cultura resistente à seca. A nossa intenção é fazer isso sempre, para que gere emprego, renda e ofereça outros atrativos para a comunidade”, acredita Assis.  Fonte: Reprodução Diário do Nordeste

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Mercado da miséria: frigoríficos vendem ossos de primeira e de segunda na periferia de Fortaleza

Ossadas, pés e pescoços de galinha, vísceras e ovos se tornaram opção de compra de famílias vulneráveis, desempregadas e com a atividade autônoma comprometida durante a pandemia, para o consumo de proteína                     Foto: Kid Júnior A crise econômica agravada pela pandemia da Covid-19 reforçou estratégias comerciais que até pouco tempo eram impensáveis. Frigoríficos da periferia de Fortaleza comercializam até mesmo opções de ossadas de primeira e de segunda. A diferença entre os produtos está na quantidade de carne presente no osso e no preço por quilo. Em um dos estabelecimentos visitados pela reportagem do Diário do Nordeste, o osso de primeira custa R$ 9 o quilo, enquanto o osso de segunda, R$ 5. Em muitos casos, os frigoríficos registraram aumento na demanda, o que acarretou alta no preço dos produtos. As ossadas sempre estiveram presentes nos açougues do Nordeste sendo usadas em caldos, sopas, feijão, entre outros pratos. No entanto, com a alta no preço dos alimentos, como a carne, que subiu 24,4% em 12 meses em Fortaleza, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), muitas famílias mais vulneráveis passaram a recorrer às ossadas como ítem principal no prato. “A última vez que comprei carne foi em fevereiro. Tem vez que dá aquela vontade, mas infelizmente não dá (para comprar). Até os ossos que eu gostava pra fazer sopa deu uma subida e não comprei mais” MARIA DA PENHA FERREIRA DE SOUSA Desempregada A situação econômica da família de Maria da Penha Ferreira de Sousa, de 36 anos, por exemplo, não permite o consumo de carne há cerca de oito meses. Desempregada e com a esposa autônoma sem poder trabalhar durante a pandemia da Covid-19, a família – que ainda é formada por dois filhos de 17 e 16 anos – passou a contar apenas com o auxílio emergencial de R$ 375.  Natural de Uruburetama, interior do Ceará, Penha – como gosta de ser chamada – mudou-se com os filhos para Fortaleza em 2019. A pandemia tirou dela o trabalho informal como cozinheira em uma marmitaria e a impediu de conseguir uma recolocação até o momento.  Ela lembra que antes comprava o quilo da ossada a R$ 3, valor que subiu para R$ 8, tirando o custo-benefício do produto.  Sem dinheiro suficiente para o básico, a família investiu no consumo de ovos e embutidos, como mortadela e salsicha. MERCADO DA MISÉRIA Com a disparada dos preços da carne e a redução do poder de compra, estabelecimentos comerciais, principalmente da periferia, têm apostado em produtos de menor qualidade por terem um valor mais acessível. Vilaneide Bruno, funcionária do Frigorífico Carne do Sol, localizado em Messejana, relata que os produtos que mais saem são quase exclusivamente carnes com ossos, como lombo, peito e mesmo a ossada, que custa R$ 5 o quilo. Outros itens mais acessíveis são o fígado e preparos para feijoada e panelada, assim como bisteca e costela de porco. “A ossada aumentou demais a procura, porque você bota dentro do feijão e não precisa mais da carne. A gente dos frigoríficos está se sustentando praticamente só com a carne dianteira, que é a carne de segunda”, afirma. O cenário é reforçado por Gabriel Santos, gerente do Ponto do Carneiro, estabelecimento também na Messejana. Uma das estratégias utilizadas para tentar fidelizar os clientes é colocar um produto em promoção todos os dias. “Sempre procuram o que está mais em conta, o que está na promoção, que é a carne pra cozido, o porco, o sarrabulho, a ossada. O frango era uma coisa bem acessível e hoje está bem elevado, subindo cada dia mais. Está difícil pro consumidor comprar proteína”, ressalta. Ele revela que os consumidores sempre questionam a variação dos preços semana a semana. Para evitar a redução das vendas, o gerente tenta segurar o aumento o quanto pode. “Mas às vezes não tem como, porque está subindo muito. O boi não pode subir e a gente manter o mesmo preço. Então, a gente tem que acompanhar essa subida”, argumenta. A procura por miúdos de frango também aumentou significativamente. No mesmo bairro, o Aviário Frango Saboroso, local especializado em cortes de frango, viu as vendas se concentrarem em pés, asas, carcaça e até pescoço de frango. A funcionária do local, Emanuela Farias, revela que a procura por pés é tão grande que os clientes chegam a encomendar no dia anterior à venda. “O que está saindo mais são miúdos, porque as pessoas de baixa renda procuram mais essas coisas que é um pouco mais barato. Aqui, custa R$ 4,90 o quilo do miúdo, é o produto mais em conta que a gente tem”, afirma. Ela detalha que, como o frango deu uma subida de preço, os cortes como peito, coxa e sobrecoxa ficaram mais caros, de forma que as pessoas estão preferindo as partes que antes seriam descartadas. “O frango inteiro também procuram, porque dá pra aproveitar mais. Como a gente trabalha com corte aí se for comprar separado sai um pouco mais caro. O frango inteiro ele já vai levando todos os pedaços por um preço menor”, acrescenta. Apesar da maior procura relatada pelos estabelecimentos, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Carnes Frescas de Fortaleza (Sindicarnes), Everton Silva, pontua que a participação de ossadas no total das vendas ainda é baixo. Segundo ele, isso acontece porque a maior parte da carne bovina consumida no Estado vem de outras partes do Brasil, especialmente do Maranhão e do Pará. “A gente já recebe os cortes. Então, é muito pouco a venda de ossadas. E a gente não tem percebido um aumento significativo na procura, não” EVERTON SILVA Presidente do Sindicarnes Silva ainda indica que, apesar do período de entressafra da carne bovina, o preço deve se manter estável ou apenas com leve oscilação até o fim do ano, período que tradicionalmente seria de alta nos valores. Isso deve acontecer porque o mercado já utilizou toda a margem para alta disponível. Novos aumentos significativos em cima do

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Mercado da miséria: frigoríficos vendem ossos de primeira e de segunda na periferia de Fortaleza

Ossadas, pés e pescoços de galinha, vísceras e ovos se tornaram opção de compra de famílias vulneráveis, desempregadas e com a atividade autônoma comprometida durante a pandemia, para o consumo de proteína                     Foto: Kid Júnior A crise econômica agravada pela pandemia da Covid-19 reforçou estratégias comerciais que até pouco tempo eram impensáveis. Frigoríficos da periferia de Fortaleza comercializam até mesmo opções de ossadas de primeira e de segunda. A diferença entre os produtos está na quantidade de carne presente no osso e no preço por quilo. Em um dos estabelecimentos visitados pela reportagem do Diário do Nordeste, o osso de primeira custa R$ 9 o quilo, enquanto o osso de segunda, R$ 5. Em muitos casos, os frigoríficos registraram aumento na demanda, o que acarretou alta no preço dos produtos. As ossadas sempre estiveram presentes nos açougues do Nordeste sendo usadas em caldos, sopas, feijão, entre outros pratos. No entanto, com a alta no preço dos alimentos, como a carne, que subiu 24,4% em 12 meses em Fortaleza, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), muitas famílias mais vulneráveis passaram a recorrer às ossadas como ítem principal no prato. “A última vez que comprei carne foi em fevereiro. Tem vez que dá aquela vontade, mas infelizmente não dá (para comprar). Até os ossos que eu gostava pra fazer sopa deu uma subida e não comprei mais” MARIA DA PENHA FERREIRA DE SOUSA Desempregada A situação econômica da família de Maria da Penha Ferreira de Sousa, de 36 anos, por exemplo, não permite o consumo de carne há cerca de oito meses. Desempregada e com a esposa autônoma sem poder trabalhar durante a pandemia da Covid-19, a família – que ainda é formada por dois filhos de 17 e 16 anos – passou a contar apenas com o auxílio emergencial de R$ 375.  Natural de Uruburetama, interior do Ceará, Penha – como gosta de ser chamada – mudou-se com os filhos para Fortaleza em 2019. A pandemia tirou dela o trabalho informal como cozinheira em uma marmitaria e a impediu de conseguir uma recolocação até o momento.  Ela lembra que antes comprava o quilo da ossada a R$ 3, valor que subiu para R$ 8, tirando o custo-benefício do produto.  Sem dinheiro suficiente para o básico, a família investiu no consumo de ovos e embutidos, como mortadela e salsicha. MERCADO DA MISÉRIA Com a disparada dos preços da carne e a redução do poder de compra, estabelecimentos comerciais, principalmente da periferia, têm apostado em produtos de menor qualidade por terem um valor mais acessível. Vilaneide Bruno, funcionária do Frigorífico Carne do Sol, localizado em Messejana, relata que os produtos que mais saem são quase exclusivamente carnes com ossos, como lombo, peito e mesmo a ossada, que custa R$ 5 o quilo. Outros itens mais acessíveis são o fígado e preparos para feijoada e panelada, assim como bisteca e costela de porco. “A ossada aumentou demais a procura, porque você bota dentro do feijão e não precisa mais da carne. A gente dos frigoríficos está se sustentando praticamente só com a carne dianteira, que é a carne de segunda”, afirma. O cenário é reforçado por Gabriel Santos, gerente do Ponto do Carneiro, estabelecimento também na Messejana. Uma das estratégias utilizadas para tentar fidelizar os clientes é colocar um produto em promoção todos os dias. “Sempre procuram o que está mais em conta, o que está na promoção, que é a carne pra cozido, o porco, o sarrabulho, a ossada. O frango era uma coisa bem acessível e hoje está bem elevado, subindo cada dia mais. Está difícil pro consumidor comprar proteína”, ressalta. Ele revela que os consumidores sempre questionam a variação dos preços semana a semana. Para evitar a redução das vendas, o gerente tenta segurar o aumento o quanto pode. “Mas às vezes não tem como, porque está subindo muito. O boi não pode subir e a gente manter o mesmo preço. Então, a gente tem que acompanhar essa subida”, argumenta. A procura por miúdos de frango também aumentou significativamente. No mesmo bairro, o Aviário Frango Saboroso, local especializado em cortes de frango, viu as vendas se concentrarem em pés, asas, carcaça e até pescoço de frango. A funcionária do local, Emanuela Farias, revela que a procura por pés é tão grande que os clientes chegam a encomendar no dia anterior à venda. “O que está saindo mais são miúdos, porque as pessoas de baixa renda procuram mais essas coisas que é um pouco mais barato. Aqui, custa R$ 4,90 o quilo do miúdo, é o produto mais em conta que a gente tem”, afirma. Ela detalha que, como o frango deu uma subida de preço, os cortes como peito, coxa e sobrecoxa ficaram mais caros, de forma que as pessoas estão preferindo as partes que antes seriam descartadas. “O frango inteiro também procuram, porque dá pra aproveitar mais. Como a gente trabalha com corte aí se for comprar separado sai um pouco mais caro. O frango inteiro ele já vai levando todos os pedaços por um preço menor”, acrescenta. Apesar da maior procura relatada pelos estabelecimentos, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Carnes Frescas de Fortaleza (Sindicarnes), Everton Silva, pontua que a participação de ossadas no total das vendas ainda é baixo. Segundo ele, isso acontece porque a maior parte da carne bovina consumida no Estado vem de outras partes do Brasil, especialmente do Maranhão e do Pará. “A gente já recebe os cortes. Então, é muito pouco a venda de ossadas. E a gente não tem percebido um aumento significativo na procura, não” EVERTON SILVA Presidente do Sindicarnes Silva ainda indica que, apesar do período de entressafra da carne bovina, o preço deve se manter estável ou apenas com leve oscilação até o fim do ano, período que tradicionalmente seria de alta nos valores. Isso deve acontecer porque o mercado já utilizou toda a margem para alta disponível. Novos aumentos significativos em cima do

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No sexto jogo seguido sem vitória, Tiago Nunes afirma: “sei que o torcedor não está feliz”

Em dez jogos comandando o clube, o treinador tem uma vitória                 Foto: Stephan Eilert/ Ceará O Ceará segue sem vencer como visitante no Campeonato Brasileiro. Além disso, chegou também ao sexto jogo seguido sem ganhar na competição, com o empate em 0 a 0 com o Juventude, neste sábado (23), em que não teve boa atuação. Após a partida, o técnico Tiago Nunes falou sobre o momento do Alvinegro na competição e afirmou saber que o torcedor não está feliz. “Sei que o torcedor do Ceará não está feliz, está insatisfeito, não só pela campanha, que tinha uma expectativa muito maior de competir em outro patamar dentro da competição, mas também pelo momento que nosso rival passa. Sei que isso atrapalha também a questão do nosso torcedor. Mas temos que ter os pés no chão, saber que temos um grupo competitivo, com condições de buscar os objetivos que foram traçados pela direção. Temos muito que evoluir, muito que melhorar em vários aspectos, principalmente nossa mentalidade”, afirmou. O comandante alvinegro analisou também a atuação contra o time gaúcho. “A gente não apresentou uma grande atuação realmente, mas disposição não faltou. Tenho preocupação com a recuperação dos jogadores. É impossível repetir os atletas com menos de 72 horas. Atravessamos o Brasil para jogar no extremo sul, com uma logística difícil. Juventude teve a semana toda se preparando para esse jogo. Poderíamos apresentar um melhor futebol, sim. Mas tivemos fatores que atrapalharam nosso desenvolvimento, nosso melhor futebol. O 1º tempo foi realmente difícil, penso que no 2º tempo foi um jogo mais parelho. Mas o resultado acabou ficando de bom tamanho por tudo que a gente apresentou dentro do contexto do jogo”, avaliou. ESCALAÇÃO Uma surpresa entre os torcedores foi a escalação com três volantes, utilizando Fabinho como substituto de Vina e atuando ao lado de Marlon e Fernando Sobral. O treinador explicou a opção. “A ideia era ter um pouco mais de consistência no meio campo, jogadores com mais poder de marcação, tentando explorar os contra-ataques, com um jogo mais de velocidade, nas transições. E o adversário nos superou no 1º tempo. No 2º tempo, com as mudanças, foi possível colocar jogadores mais frescos e tivemos mais aproximação. Levamos um ponto. Não é o que a gente veio buscar, a gente veio buscar três, mas há de ser valorizado (o empate) pelas circunstâncias”, finalizou. O Ceará agora volta a campo para enfrentar o Bahia, às 19 horas desta quarta-feira (27), em Salvador, em jogo válido pela 23ª rodada que foi adiado.

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No sexto jogo seguido sem vitória, Tiago Nunes afirma: “sei que o torcedor não está feliz”

Em dez jogos comandando o clube, o treinador tem uma vitória                 Foto: Stephan Eilert/ Ceará O Ceará segue sem vencer como visitante no Campeonato Brasileiro. Além disso, chegou também ao sexto jogo seguido sem ganhar na competição, com o empate em 0 a 0 com o Juventude, neste sábado (23), em que não teve boa atuação. Após a partida, o técnico Tiago Nunes falou sobre o momento do Alvinegro na competição e afirmou saber que o torcedor não está feliz. “Sei que o torcedor do Ceará não está feliz, está insatisfeito, não só pela campanha, que tinha uma expectativa muito maior de competir em outro patamar dentro da competição, mas também pelo momento que nosso rival passa. Sei que isso atrapalha também a questão do nosso torcedor. Mas temos que ter os pés no chão, saber que temos um grupo competitivo, com condições de buscar os objetivos que foram traçados pela direção. Temos muito que evoluir, muito que melhorar em vários aspectos, principalmente nossa mentalidade”, afirmou. O comandante alvinegro analisou também a atuação contra o time gaúcho. “A gente não apresentou uma grande atuação realmente, mas disposição não faltou. Tenho preocupação com a recuperação dos jogadores. É impossível repetir os atletas com menos de 72 horas. Atravessamos o Brasil para jogar no extremo sul, com uma logística difícil. Juventude teve a semana toda se preparando para esse jogo. Poderíamos apresentar um melhor futebol, sim. Mas tivemos fatores que atrapalharam nosso desenvolvimento, nosso melhor futebol. O 1º tempo foi realmente difícil, penso que no 2º tempo foi um jogo mais parelho. Mas o resultado acabou ficando de bom tamanho por tudo que a gente apresentou dentro do contexto do jogo”, avaliou. ESCALAÇÃO Uma surpresa entre os torcedores foi a escalação com três volantes, utilizando Fabinho como substituto de Vina e atuando ao lado de Marlon e Fernando Sobral. O treinador explicou a opção. “A ideia era ter um pouco mais de consistência no meio campo, jogadores com mais poder de marcação, tentando explorar os contra-ataques, com um jogo mais de velocidade, nas transições. E o adversário nos superou no 1º tempo. No 2º tempo, com as mudanças, foi possível colocar jogadores mais frescos e tivemos mais aproximação. Levamos um ponto. Não é o que a gente veio buscar, a gente veio buscar três, mas há de ser valorizado (o empate) pelas circunstâncias”, finalizou. O Ceará agora volta a campo para enfrentar o Bahia, às 19 horas desta quarta-feira (27), em Salvador, em jogo válido pela 23ª rodada que foi adiado.

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Lucas Lima quebra jejum de 226 dias sem marcar gol na temporada e se destaca na vitória do Fortaleza

O duelo diante do Athletico-PR marcou o retorno de Lucas Lima ao time titular de Juan Pablo Vojvoda                     Foto: Kid Júnior O meio-campista Lucas Lima voltou a marcar um gol após 226 dias de jejum. Na vitória do Fortaleza diante do Athletico-PR, neste sábado (23), por 3 a 0, o camisa 25 abriu o marcador para o Tricolor do Pici aos 50 segundos do 1° tempo e deu a assistência para Robson sacaramentar o resultado na etapa final, sendo o principal destaque da equipe de Juan Pablo Vojvoda na partida. A última vez que Lucas Lima havia balançado as redes foi no dia 11 de março, na vitória do Palmeiras contra o São Caetano, por 3 a 0, pelo Campeonato Paulista. Na ocasião, o meio-campista também marcou e deu assistência. Entretanto, após a partida contra o São Caetano, o meia perdeu espaço com Abel Ferreira, disputando apenas quatro partidas pelo Palmeiras, até ser negociado por empréstimo com o Fortaleza. DESTAQUE DO FORTALEZA O duelo diante do Athletico-PR marcou o retorno de Lucas Lima ao time titular de Juan Pablo Vojvoda. O meio-campista foi responsável por um gol e uma assistência, além de ter conduzido a ligação entre a defesa e o ataque, recebendo a maior nota do SofaScore, site especializado em estatísticas do futebol: 9.2. Em 90 minutos, além do gol e da assistência, o camisa 25 finalizou cinco vezes, acertou 50 de 57 passes (88%) e criou duas grandes chances. Confira abaixo os números completos do meio-campista: 1 gol 1 assistência 5 finalizações (2 no gol, 1 para fora e 1 bloqueada) 50 passes certos (88%) 4 passes decisivos 2 grandes chances criadas 3 duelos ganhos 1 corte 1 interceptação 1 desarme Fonte: Reprodução Diário do Nordeste

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Lucas Lima quebra jejum de 226 dias sem marcar gol na temporada e se destaca na vitória do Fortaleza

O duelo diante do Athletico-PR marcou o retorno de Lucas Lima ao time titular de Juan Pablo Vojvoda                     Foto: Kid Júnior O meio-campista Lucas Lima voltou a marcar um gol após 226 dias de jejum. Na vitória do Fortaleza diante do Athletico-PR, neste sábado (23), por 3 a 0, o camisa 25 abriu o marcador para o Tricolor do Pici aos 50 segundos do 1° tempo e deu a assistência para Robson sacaramentar o resultado na etapa final, sendo o principal destaque da equipe de Juan Pablo Vojvoda na partida. A última vez que Lucas Lima havia balançado as redes foi no dia 11 de março, na vitória do Palmeiras contra o São Caetano, por 3 a 0, pelo Campeonato Paulista. Na ocasião, o meio-campista também marcou e deu assistência. Entretanto, após a partida contra o São Caetano, o meia perdeu espaço com Abel Ferreira, disputando apenas quatro partidas pelo Palmeiras, até ser negociado por empréstimo com o Fortaleza. DESTAQUE DO FORTALEZA O duelo diante do Athletico-PR marcou o retorno de Lucas Lima ao time titular de Juan Pablo Vojvoda. O meio-campista foi responsável por um gol e uma assistência, além de ter conduzido a ligação entre a defesa e o ataque, recebendo a maior nota do SofaScore, site especializado em estatísticas do futebol: 9.2. Em 90 minutos, além do gol e da assistência, o camisa 25 finalizou cinco vezes, acertou 50 de 57 passes (88%) e criou duas grandes chances. Confira abaixo os números completos do meio-campista: 1 gol 1 assistência 5 finalizações (2 no gol, 1 para fora e 1 bloqueada) 50 passes certos (88%) 4 passes decisivos 2 grandes chances criadas 3 duelos ganhos 1 corte 1 interceptação 1 desarme Fonte: Reprodução Diário do Nordeste

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Ex-prefeito Raimundão faz nota à imprensa

 Leia na íntegra a nota do médico e ex-prefeito de Juazeiro do Norte, Dr Raimundo Macêdo:                         Foto: Null “Recebí com surpresa a atitude do Ministério Público do Ceará, que ajuizou uma Ação Civil Pública, por suposto ato de improbidade administração durante a nossa gestão como prefeito municipal de Juazeiro do Norte. O assunto versa sobre as doações de áreas do município (terrenos), efetuadas à época, com o intuito de promover o desenvolvimento comercial e industrial da cidade, para a geração de emprego e renda, através da atração de empresas. Quero deixar bem claro que a parceria destas empresas com o município, seguiu todos os trâmites legais, obedecendo fielmente a regulamentação vigente. Tanto é, que já há uma decisão interlocutória favorável a mim, do Exmo. Juiz de Direito, Dr. Renato Belo Vianna Velloso, que indeferiu sobre a indisponibilidade de bens, solicitada na ação. Tenho a consciência tranquila dos atos por mim realizados no decorrer de nossa gestão e, tão logo, sejamos notificados oficialmente sobre esta ação, tomaremos as medidas necessárias juntamente com nosso corpo jurídico. Acreditamos na Justiça e na resolução de todas as dúvidas ora levantadas, objetivando o esclarecimento à nossa sociedade e a justiça cearense.” RAIMUNDO MACÊDO

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Ex-prefeito Raimundão faz nota à imprensa

 Leia na íntegra a nota do médico e ex-prefeito de Juazeiro do Norte, Dr Raimundo Macêdo:                         Foto: Null “Recebí com surpresa a atitude do Ministério Público do Ceará, que ajuizou uma Ação Civil Pública, por suposto ato de improbidade administração durante a nossa gestão como prefeito municipal de Juazeiro do Norte. O assunto versa sobre as doações de áreas do município (terrenos), efetuadas à época, com o intuito de promover o desenvolvimento comercial e industrial da cidade, para a geração de emprego e renda, através da atração de empresas. Quero deixar bem claro que a parceria destas empresas com o município, seguiu todos os trâmites legais, obedecendo fielmente a regulamentação vigente. Tanto é, que já há uma decisão interlocutória favorável a mim, do Exmo. Juiz de Direito, Dr. Renato Belo Vianna Velloso, que indeferiu sobre a indisponibilidade de bens, solicitada na ação. Tenho a consciência tranquila dos atos por mim realizados no decorrer de nossa gestão e, tão logo, sejamos notificados oficialmente sobre esta ação, tomaremos as medidas necessárias juntamente com nosso corpo jurídico. Acreditamos na Justiça e na resolução de todas as dúvidas ora levantadas, objetivando o esclarecimento à nossa sociedade e a justiça cearense.” RAIMUNDO MACÊDO

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Fortaleza x Athletico-PR: veja horário, onde assistir, palpites e escalações

Partida é válida pela 28ª rodada do Brasileirão                Foto: Leonardo Moreira FEC Virar a página e focar no principal objetivo da temporada. É esse o desafio do Fortaleza quando pisar no gramado da Arena Castelão, às 19h15min deste sábado (23), para enfrentar o Athletico-PR, pela 28ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. O Tricolor tem a missão de deixar no passado a pesada goleada sofrida para o Atlético-MG, pela Copa do Brasil. E também de demonstrar ao torcedor maturidade para mostrar que o resultado da última quarta-feira (20) não vai interferir na Série A, onde a equipe segue firme na luta por uma vaga na Copa Libertadores via Brasileirão. Atualmente na 4ª colocação, com 45 pontos, o Leão do Pici tem quase 90% de chances de conquistar a vaga para a principal competição do continente. Vitória sobre o Furacão consolida ainda mais o Fortaleza no topo da tabela, encaminhando a classificação. ONDE VAI PASSAR O jogo entre Fortaleza X Athletico-PR não terá transmissão de televisão na cidade de Fortaleza. Fora do Estado, a TNT transmitirá a partida. No entanto, todos os detalhes você pode conferir no Diário do Nordeste, que traz a transmissão da Rádio Verdes Mares. RETORNOS IMPORTANTES O técnico Juan Pablo Vojvoda terá retornos importantes para esta partida. No meio de semana, ele não pôde contar com o atacante David (suspenso), o zagueiro Marcelo Benevenuto e o meia Lucas Lima (ambos já haviam atuado na competição por outras equipes). Os três voltam a ficar disponíveis, inclusive David e Benevenuto retomarão a titularidade. Por outro lado, a baixa fica por conta do lateral-direito/zagueiro Tinga. Ele ficou fora do duelo contra o Galo por conta de lesão no músculo adutor da coxa esquerda, segue em tratamento e deverá continuar em recuperação. Daniel Guedes deve ser mantido na equipe titular. FURACÃO RESERVA De olho na semifinal da Copa do Brasil, o Athletico-PR veio até a capital cearense sem seus principais jogadores. Ao todo, o técnico Alberto Valentim relacionou 20 atletas, mas os titulares foram poupados. Dentre as ausências do clube paranaense estão o goleiro Santos, os zagueiros Pedro Henrique e Thiago Heleno, além dos meio-campistas Nikão e Terans e o atacante Renato Kayzer. De acordo com o Athletico, não há atletas suspensos por cartão. Além dos jogadores preservados, o comandante rubro-negro não poderá contar com o volante Richard (afastado por ato de indisciplina), o lateral-esquerdo Nicolas (lesão na coxa), o zagueiro Lucas Halter (lesão no pé esquerdo) e o atacante Matheus Babi (lesão no joelho). Os dois últimos jogadores só retornam ao time em 2022. No Brasileirão, o Athletico ocupa atualmente o 10º lugar, com 34 pontos. Além da semifinal da Copa do Brasil, o time paranaense também está na final da Copa Sul-Americana. FICHA TÉCNICA | VEJA HORÁRIO, ONDE ASSISTIR E LOCAL Competição: Campeonato Brasileiro – 28ª rodada Data: 23 de outubro de 2021 Hora: 19h15min Local: Arena Castelão, em Fortaleza (CE) Transmissão: Rádio Verdes Mares e Tempo Real do Diário do Nordeste Árbitro: Denis da Silva Ribeiro Serafim (AL) Assistentes: Esdras Mariano de Lima Albuquerque (AL) e Brigida Cirilo Ferreira (AL) ESCALAÇÕES FORTALEZA Felipe Alves; Daniel Guedes, Marcelo Benevenuto e Titi; Yago Pikachu, Ederson, Felipe, Lucas Lima e Lucas Crispim; David e Wellington Paulista. Técnico: Juan Pablo Vojvoda ATHLETICO-PR Bento; Zé Ivaldo, Lucas Fasson e Nico Hernández; Khellven, Erick, Christian e Abner Vinícius; Carlos Eduardo, Bissoli e Pedro Rocha. Técnico: Alberto Valentim Fonte: Reprodução Diário do Nordeste

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