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Guarani e Pague Menos decidem hoje o título da série C

Equipes já estão garantidas na série B do Cearense de 2022                           Foto: Ascom Guarani Guarani e Grêmio Pague Menos decidem nesta tarde (2) o título do Campeonato Cearense de futebol masculino série C de 2021. A partida acontecerá a partir das 15h, no estádio Moraisão, em Maranguape. As duas equipes fizeram as melhores campanhas da competição. Na primeira fase, foram 3 vitórias e um empate, e duas vitórias na semifinal. A única diferença foi no saldo de gols, que o Pague Menos teve um gol a mais de saldo. A promessa é de um grande jogo e as duas equipes estão credenciadas para o título. O árbitro da partida será Francisco Naydson Albuquerque de Souza, com assistências de Tiago Castro e Silva e Antônio Cláudio Cunha Braga. A taça do campeonato homenageará o jornalista fotografo José Rosa, considerado um dos maiores fotojornalistas do estado. Neste ano, estaria completando 100 anos de vida. Fonte: site Badalo

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O que o risco de perder o PL representa para a estratégia do grupo de Camilo Santana em 2022

Não há mudança no comando do PL no Ceará, mas não se pode dizer o mesmo da “cara” que o partido terá no ano que vem                      Foto: Luana Barros Após a filiação do presidente Jair Bolsonaro ao PL, ainda estão em aberto os rumos da legenda para 2022 no Ceará. Se, a preço de hoje, não há mudança no comando, com a permanência do prefeito de Eusébio, Acilon Gonçalves, na presidência estadual da sigla, o mesmo não se pode dizer da “cara” do partido a partir de possíveis entradas e saídas, o que deixa incertezas sobre a continuidade do PL na base aliada do governador Camilo Santana (PT).  Ainda na última quarta-feira (1º), um dia após comparecer à cerimônia de filiação do presidente, em Brasília, Acilon garantiu, em entrevista coletiva, que mantém a liderança da sigla no Estado, mesmo que o cargo seja publicamente cobiçado pela ala bolsonarista do partido – hoje representada pelos deputados Dr. Jaziel (federal) e Dra. Silvana (estadual). Ala que deve crescer com a adesão de outros nomes fiéis a Bolsonaro, caso do deputado estadual André Fernandes e dos vereadores de Fortaleza Carmelo Neto e Inspetor Alberto.  O dirigente deixou claro que tem maioria no diretório estadual. Por isso mesmo, tratou de valorizar o peso que espera ser dado ao PL nas negociações partidárias locais para o pleito do ano que vem. Acilon não garantiu aliança com Camilo, condicionou eventual apoio ao deputado federal Capitão Wagner (Pros) à ida dele para o PL e colocou até o próprio nome como possível candidato ao Governo do Estado.   É improvável uma candidatura própria – e, na mesma ocasião, o filho de Acilon, o prefeito de Aquiraz, Bruno Gonçalves, frisou que o PL segue na base governista em Fortaleza e também em âmbito estadual -, mas o presidente estadual do partido disse que o martelo só será batido em junho de 2022. Até lá, muito pode acontecer.  MUDANÇAS? Algumas mudanças internas já foram sinalizadas. As vereadoras que atualmente compõem a bancada do PL na Câmara Municipal de Fortaleza, Ana do Aracapé e Tia Francisca, aliadas do prefeito José Sarto (PDT), chegaram a indicar que sairiam do partido com a filiação de Bolsonaro. As últimas declarações do prefeito de Eusébio podem reverter o desembarque?  Outra questão é a influência que a tropa de choque bolsonarista terá, de fato, no PL. Ainda que não haja “carta branca” ao presidente, certamente haverá pressões para que a sigla se transforme no “partido de Bolsonaro”.   Para o grupo político do governador, um dos principais riscos de uma debandada é perder a força que Acilon e seus aliados têm, sobretudo, na Região Metropolitana de Fortaleza, onde, aliás, o Governo amargou derrotas nas eleições municipais de 2020. A oposição venceu em Caucaia e São Gonçalo do Amarante, enquanto a cúpula do PL foi decisiva para manter a prevalência governista não apenas em Eusébio e Aquiraz. É preciso dizer, porém, que Camilo tem trazido prefeitos eleitos na oposição, inclusive Vitor Valim (Pros), de Caucaia, e Glêdson Bezerra (Podemos), de Juazeiro do Norte, para mais perto dele.  ALÉM DO PL No que diz respeito a lideranças locais em outros municípios do interior, de vereadores a prefeitos, o fato é que as relações com o grupo governista não dependem diretamente do PL em si. Como ocorre com outras legendas do Centrão, o que mantém a maioria de seus quadros não é, necessariamente, identificação partidária, mas conveniência eleitoral.  O futuro candidato apoiado por Camilo, portanto, pode até perder o tempo de propaganda em rádio e televisão ou uma fatia dos recursos do fundo eleitoral reservados ao PL caso haja um rompimento político, mas a tendência é que muitas lideranças sigam ao lado do Governo nas eleições. O “quem”, neste caso, importa tanto quanto – ou até mais do que – o “onde”.   Não há risco desconhecido entre os governistas. Com uma base aliada tão ampla, que vai da direita à esquerda, a postura do PL no Estado certamente não causa surpresa no Palácio da Abolição, que deve reagir aos movimentos desencadeados pela ida do presidente para o partido aliado. Fonte: Diário do Nordeste

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O que o risco de perder o PL representa para a estratégia do grupo de Camilo Santana em 2022

Não há mudança no comando do PL no Ceará, mas não se pode dizer o mesmo da “cara” que o partido terá no ano que vem                      Foto: Luana Barros Após a filiação do presidente Jair Bolsonaro ao PL, ainda estão em aberto os rumos da legenda para 2022 no Ceará. Se, a preço de hoje, não há mudança no comando, com a permanência do prefeito de Eusébio, Acilon Gonçalves, na presidência estadual da sigla, o mesmo não se pode dizer da “cara” do partido a partir de possíveis entradas e saídas, o que deixa incertezas sobre a continuidade do PL na base aliada do governador Camilo Santana (PT).  Ainda na última quarta-feira (1º), um dia após comparecer à cerimônia de filiação do presidente, em Brasília, Acilon garantiu, em entrevista coletiva, que mantém a liderança da sigla no Estado, mesmo que o cargo seja publicamente cobiçado pela ala bolsonarista do partido – hoje representada pelos deputados Dr. Jaziel (federal) e Dra. Silvana (estadual). Ala que deve crescer com a adesão de outros nomes fiéis a Bolsonaro, caso do deputado estadual André Fernandes e dos vereadores de Fortaleza Carmelo Neto e Inspetor Alberto.  O dirigente deixou claro que tem maioria no diretório estadual. Por isso mesmo, tratou de valorizar o peso que espera ser dado ao PL nas negociações partidárias locais para o pleito do ano que vem. Acilon não garantiu aliança com Camilo, condicionou eventual apoio ao deputado federal Capitão Wagner (Pros) à ida dele para o PL e colocou até o próprio nome como possível candidato ao Governo do Estado.   É improvável uma candidatura própria – e, na mesma ocasião, o filho de Acilon, o prefeito de Aquiraz, Bruno Gonçalves, frisou que o PL segue na base governista em Fortaleza e também em âmbito estadual -, mas o presidente estadual do partido disse que o martelo só será batido em junho de 2022. Até lá, muito pode acontecer.  MUDANÇAS? Algumas mudanças internas já foram sinalizadas. As vereadoras que atualmente compõem a bancada do PL na Câmara Municipal de Fortaleza, Ana do Aracapé e Tia Francisca, aliadas do prefeito José Sarto (PDT), chegaram a indicar que sairiam do partido com a filiação de Bolsonaro. As últimas declarações do prefeito de Eusébio podem reverter o desembarque?  Outra questão é a influência que a tropa de choque bolsonarista terá, de fato, no PL. Ainda que não haja “carta branca” ao presidente, certamente haverá pressões para que a sigla se transforme no “partido de Bolsonaro”.   Para o grupo político do governador, um dos principais riscos de uma debandada é perder a força que Acilon e seus aliados têm, sobretudo, na Região Metropolitana de Fortaleza, onde, aliás, o Governo amargou derrotas nas eleições municipais de 2020. A oposição venceu em Caucaia e São Gonçalo do Amarante, enquanto a cúpula do PL foi decisiva para manter a prevalência governista não apenas em Eusébio e Aquiraz. É preciso dizer, porém, que Camilo tem trazido prefeitos eleitos na oposição, inclusive Vitor Valim (Pros), de Caucaia, e Glêdson Bezerra (Podemos), de Juazeiro do Norte, para mais perto dele.  ALÉM DO PL No que diz respeito a lideranças locais em outros municípios do interior, de vereadores a prefeitos, o fato é que as relações com o grupo governista não dependem diretamente do PL em si. Como ocorre com outras legendas do Centrão, o que mantém a maioria de seus quadros não é, necessariamente, identificação partidária, mas conveniência eleitoral.  O futuro candidato apoiado por Camilo, portanto, pode até perder o tempo de propaganda em rádio e televisão ou uma fatia dos recursos do fundo eleitoral reservados ao PL caso haja um rompimento político, mas a tendência é que muitas lideranças sigam ao lado do Governo nas eleições. O “quem”, neste caso, importa tanto quanto – ou até mais do que – o “onde”.   Não há risco desconhecido entre os governistas. Com uma base aliada tão ampla, que vai da direita à esquerda, a postura do PL no Estado certamente não causa surpresa no Palácio da Abolição, que deve reagir aos movimentos desencadeados pela ida do presidente para o partido aliado. Fonte: Diário do Nordeste

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Conheça Ingridd Alves, a “cearense de coração” atual campeã mundial de jiu-jitsu

Nascida em Teresina, no Piauí, a atleta de 26 anos iniciou a trajetória no jiu-jitsu em Fortaleza, há sete anos. Em 2021, conquistou o principal título da modalidade ao vencer o World Pro em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes                   foto: Reprodução/ Ingrid Alve “Cearense de coração”, é assim que se denomina a piauiense Ingridd Alves, que chegou a Fortaleza com 19 anos e viu, no jiu-jitsu, a oportunidade de perder peso e ter um estilo de vida mais saudável. O que no início era um hobby, logo passou a ser uma profissão e em sete anos a atleta alcançou o topo ao conquistar, neste ano, o título do World Pro, o Campeonato Mundial da modalidade. “No início eu era bastante desengonçada e todas as técnicas davam um nó na minha cabeça”, contou Ingridd, que encontrou na dificuldade a motivação para continuar no esporte. “Nessa época eu batia mais de três dígitos na balança. Meu professor Edilson Albuquerque sempre acreditou em mim, trabalhamos bastante em prol da minha evolução. Em poucos meses, perdi trinta quilos, ganhei um novo estilo de vida e uma profissão que já me rendeu muitos títulos”, disse a competidora de 26 anos em entrevista ao Esportes O POVO. O início da trajetória profissional, no entanto, não foi fácil. Na luta de estreia em competições oficiais, Ingrid sofreu um estrangulamento da adversária, perdeu a consciência e foi “apagada”, termo utilizado entre os praticantes quando o atleta prefere desmaiar por falta de oxigênio ao invés de bater no tatame, gesto que significa desistência. “Após esse resultado, voltei para a academia com mais vontade de vencer e, desde então, venho treinando exaustivamente para me superar a cada dia.” Persistente, Ingridd evoluiu como competidora e passou a conquistar títulos no cenário nacional. Longe do Brasil, seguiu se destacando e acumulou diversos troféus internacionais. Na atual temporada, chegou a disputar 35 lutas no âmbito da federação do Emirados Árabes, vencendo 31 duelos. O bom desempenho resultou em uma colocação alta no ranking, garantindo a piauiense na chave principal do World Pro 2021, realizado em Abu Dhabi. No mundial, competição que reúne os melhores lutadores de jiu-jitsu do planeta, Ingridd não decepcionou. “Todas as oponentes caíram uma a uma. Senti que aquele era o meu momento. Cheguei embalada na final contra uma polonesa muito dura e, para a glória de Deus, sagrei-me campeã mundial logo na primeira vez em que disputei esse campeonato tão grandioso. Tenho certeza de que a medalha de prata do passado me conduziu ao cinturão dourado que hoje está conosco em solo cearense”, relembrou. Com o título do World Pro, Ingridd conquistou o cinturão mais cobiçado entre os praticantes de jiu-jitsu, além de uma medalha e premiação em dólar. “É o título mais expressivo da UAEJJF, a federação que mais valoriza nossa arte marcial, a ponto de denominar os detentores do título como “heróis”. Acredito ser mesmo uma heroína, não por ter poderes especiais, mas por superar a exaustão, dores, medos e meus próprios limites, ainda que para isso derrame sangue, suor e lágrimas.” No pódio, Ingridd recebeu a medalha de ouro das mãos de Steven Seagal, ator, diretor e mestre de artes marciais, protagonista de diversos filmes hollywoodianos. “Foi uma surpresa geral ter o Steven Seagal como convidado de honra, prestigiando o evento. Não chegamos a conversar para não quebrar o protocolo, mas um aperto de mão valeu mais que mil palavras. Senti estalar cada ossinho, pense num homem invocado”, comentou aos risos. Fonte: Jornal O Povo

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Conheça Ingridd Alves, a “cearense de coração” atual campeã mundial de jiu-jitsu

Nascida em Teresina, no Piauí, a atleta de 26 anos iniciou a trajetória no jiu-jitsu em Fortaleza, há sete anos. Em 2021, conquistou o principal título da modalidade ao vencer o World Pro em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes                   foto: Reprodução/ Ingrid Alve “Cearense de coração”, é assim que se denomina a piauiense Ingridd Alves, que chegou a Fortaleza com 19 anos e viu, no jiu-jitsu, a oportunidade de perder peso e ter um estilo de vida mais saudável. O que no início era um hobby, logo passou a ser uma profissão e em sete anos a atleta alcançou o topo ao conquistar, neste ano, o título do World Pro, o Campeonato Mundial da modalidade. “No início eu era bastante desengonçada e todas as técnicas davam um nó na minha cabeça”, contou Ingridd, que encontrou na dificuldade a motivação para continuar no esporte. “Nessa época eu batia mais de três dígitos na balança. Meu professor Edilson Albuquerque sempre acreditou em mim, trabalhamos bastante em prol da minha evolução. Em poucos meses, perdi trinta quilos, ganhei um novo estilo de vida e uma profissão que já me rendeu muitos títulos”, disse a competidora de 26 anos em entrevista ao Esportes O POVO. O início da trajetória profissional, no entanto, não foi fácil. Na luta de estreia em competições oficiais, Ingrid sofreu um estrangulamento da adversária, perdeu a consciência e foi “apagada”, termo utilizado entre os praticantes quando o atleta prefere desmaiar por falta de oxigênio ao invés de bater no tatame, gesto que significa desistência. “Após esse resultado, voltei para a academia com mais vontade de vencer e, desde então, venho treinando exaustivamente para me superar a cada dia.” Persistente, Ingridd evoluiu como competidora e passou a conquistar títulos no cenário nacional. Longe do Brasil, seguiu se destacando e acumulou diversos troféus internacionais. Na atual temporada, chegou a disputar 35 lutas no âmbito da federação do Emirados Árabes, vencendo 31 duelos. O bom desempenho resultou em uma colocação alta no ranking, garantindo a piauiense na chave principal do World Pro 2021, realizado em Abu Dhabi. No mundial, competição que reúne os melhores lutadores de jiu-jitsu do planeta, Ingridd não decepcionou. “Todas as oponentes caíram uma a uma. Senti que aquele era o meu momento. Cheguei embalada na final contra uma polonesa muito dura e, para a glória de Deus, sagrei-me campeã mundial logo na primeira vez em que disputei esse campeonato tão grandioso. Tenho certeza de que a medalha de prata do passado me conduziu ao cinturão dourado que hoje está conosco em solo cearense”, relembrou. Com o título do World Pro, Ingridd conquistou o cinturão mais cobiçado entre os praticantes de jiu-jitsu, além de uma medalha e premiação em dólar. “É o título mais expressivo da UAEJJF, a federação que mais valoriza nossa arte marcial, a ponto de denominar os detentores do título como “heróis”. Acredito ser mesmo uma heroína, não por ter poderes especiais, mas por superar a exaustão, dores, medos e meus próprios limites, ainda que para isso derrame sangue, suor e lágrimas.” No pódio, Ingridd recebeu a medalha de ouro das mãos de Steven Seagal, ator, diretor e mestre de artes marciais, protagonista de diversos filmes hollywoodianos. “Foi uma surpresa geral ter o Steven Seagal como convidado de honra, prestigiando o evento. Não chegamos a conversar para não quebrar o protocolo, mas um aperto de mão valeu mais que mil palavras. Senti estalar cada ossinho, pense num homem invocado”, comentou aos risos. Fonte: Jornal O Povo

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Alvo de polêmica, orçamento secreto recebeu amplo apoio da bancada cearense no Congresso

Parte dos deputados tentou obstruir a votação, mas a medida não foi suficiente e a matéria acabou aprovada Legenda: Votação ocorreu na última segunda-feira (29)            Foto: Marina Ramos/Agência Brasil Apesar de dividir a bancada cearense, a regulamentação das emendas do relator, o chamado orçamento secreto, recebeu apoio da ampla maioria dos parlamentares cearenses que votaram no Projeto de Resolução do Congresso Nacional (PRN) 4/21, na última segunda-feira (29). O único voto contrário foi do deputado Danilo Forte (PSDB). Em uma tentativa de obstruir a sessão, quase metade da bancada acabou não votando na proposta. A medida, no entanto, não foi suficiente e a matéria acabou aprovada.  O projeto recebeu 268 votos favoráveis e 31 contrários na Câmara, além de 34 a favor e 32 contrários no Senado. A proposta prevê novas regras para a indicação das emendas, incluindo a adoção de um limite de valor. Mesmo com a aprovação, um dos principais problemas apontados pelos parlamentares e especialistas na adoção desse tipo de mecanismo não está claramente solucionado. O PRN 4/21 não especifica se o nome do deputado que indicou a emenda será tornado público.  Outra crítica de parte dos parlamentares ao projeto é que as novas regras valem somente a partir do próximo ano. Assim, toda a destinação de emendas do relator feitas nos últimos anos segue sob sigilo.  Para o deputado federal Heitor Freire (PSL), o projeto representa um avanço na transparência pública e na autonomia do Legislativo federal. “A votação do PRN 4 veio para garantir a autonomia do Congresso Nacional no desempenho de suas funções. Eu acredito que a aprovação da matéria vai trazer cada vez mais transparência com o uso dos recursos, inclusive para que todo cidadão tenha acesso e possa conferir o que foi feito com as verbas, claro, sempre dentro do que designa a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)”, diz. Já Danilo Forte tem opinião diferente. “Não há dúvidas que as emendas de relator são uma afronta aos princípios da administração pública e aos deveres básicos do parlamento, a partir do momento que se dá mais autonomia de execução orçamentária ao poder legislativo do que ao próprio poder executivo. O mais preocupante é o fato de o Congresso permitir que as destinações dos recursos públicos aconteçam sem ao menos haver o mínimo de transparência”, avalia. Para o cientista político da Unilab, Cláudio André, o projeto, de fato, avança rumo à maior transparência pública. “No entanto, deixa brechas quanto à definição da titularidade de quem solicitou as emendas”, pondera.  “O desfecho da funcionalidade das emendas do relator do orçamento é fundamental para entendermos o padrão de governabilidade a ser construído no Brasil, inclusive, a relação Executivo-Legislativo em torno do presidencialismo de coalizão, quando o presidente eleito convida partidos com bancadas importantes no Congresso a compor ministérios”, conclui o professor.  VEJA COMO VOTOU A BANCADA CEARENSE: CÂMARA SIM AJ Albuquerque (PP) Capitão Wagner (Pros) Domingos Neto (PSD) Dr. Jaziel (PL) Eduardo Bismarck (PDT) Genecias Noronha (Solidariedade) Heitor Freire (PSL) Robério Monteiro (PDT) Vaidon Oliveira (Pros) NÃO Danilo Forte (PSDB) OBSTRUÇÃO André Figueiredo (PDT) Célio Studart (PV) Denis Bezerra (PSB) Idilvan Alencar (PDT) José Guimarães (PT) Leônidas Cristino (PDT) Luizianne Lins (PT) Mauro Benevides Filho (PDT) AUSENTES José Airton Cirilo (PT) Júnior Mano (PL) Moses Rodrigues (MDB) Pedro Augusto Bezerra (PTB) SENADO NÃO Cid Gomes (PDT) Eduardo Girão (Podemos) SIM Chiquinho Feitosa (DEM) EMENDAS DO RELATOR As emendas do relator começaram a ser adotadas em 2019. À época, era um montante usado para fazer ajustes pontuais no Orçamento. No ano seguinte, o instrumento passou a representar uma fatia maior do orçamento, sendo usado para beneficiar parlamentares aliados ao Governo Federal.  No Orçamento deste ano, as emendas de relator, classificadas como RP9, somam R$ 18,5 bilhões. No projeto original aprovado pelo Congresso, o volume chegava a R$ 29 bilhões, mas R$ 10,5 bilhões foram vetados pelo Poder Executivo na sanção. Somente neste ano foram empenhados R$ 9,3 bilhões em emendas de relator, menos da metade do volume de emendas empenhadas no ano passado – R$ 21,5 bilhões. A destinação desses recursos, porém, é obscura. Não há informações sobre valores ou projetos que serão implementados nas cidades. No Governo Bolsonaro, essa ferramenta passou a ser usada para delegar montantes cada vez maiores de recursos, deixando a cargo do Legislativo indicar a destinação do montante. Mais que isso, o mecanismo passou a ser usado em benefício das bases eleitorais daqueles parlamentares que mantêm apoio ao Governo. Em votações importantes para o Executivo, essas emendas passaram a ser usadas como “moeda de troca”.  O “toma lá, dá cá” foi revelado em uma série de reportagens publicadas no jornal O Estado de S. Paulo. A matéria aponta que, no final do ano de 2020, foram destinados R$ 3 bilhões em emendas do relator-geral (RP9) para aquisição, dentre outros, de “tratores e equipamentos agrícolas por preços até 259% acima dos valores de referência fixados pelo governo”. Desses, R$ 81 milhões foram destinados à Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).  À época, o próprio ministro do Desenvolvimento Regional,  Rogério Marinho, pediu uma análise da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre as denúncias.  O relatório do órgão, ao analisar uma amostra de 188 convênios, todos celebrados com verbas de emenda do relator, constatou que em 61% (115) desses contratos havia risco de sobrepreço “alto ou extremo”. Uma dessas licitações, homologada em dezembro do ano passado, faria o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) enviar a municípios cearenses maquinários pesados com sobrepreço de R$ 12,6 milhões. Ao todo, seriam 162 equipamentos adquiridos pelo Governo Federal, entre pás carregadeiras e motoniveladoras, divididos em dois lotes, ambos com valores inflados.  Em novembro deste ano, durante votação da PEC dos Precatórios, uma nova “remessa” de emendas foi negociada pelo Governo Federal em troca de votos a favor da matéria. Segundo o Estadão, o presidente da República Jair Bolsonaro, liberou R$ 1,2 bilhão do ‘orçamento secreto’ a deputados às vésperas da votação, que ocorreu na madrugada do dia 5

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Parte dos deputados tentou obstruir a votação, mas a medida não foi suficiente e a matéria acabou aprovada Legenda: Votação ocorreu na última segunda-feira (29)            Foto: Marina Ramos/Agência Brasil Apesar de dividir a bancada cearense, a regulamentação das emendas do relator, o chamado orçamento secreto, recebeu apoio da ampla maioria dos parlamentares cearenses que votaram no Projeto de Resolução do Congresso Nacional (PRN) 4/21, na última segunda-feira (29). O único voto contrário foi do deputado Danilo Forte (PSDB). Em uma tentativa de obstruir a sessão, quase metade da bancada acabou não votando na proposta. A medida, no entanto, não foi suficiente e a matéria acabou aprovada.  O projeto recebeu 268 votos favoráveis e 31 contrários na Câmara, além de 34 a favor e 32 contrários no Senado. A proposta prevê novas regras para a indicação das emendas, incluindo a adoção de um limite de valor. Mesmo com a aprovação, um dos principais problemas apontados pelos parlamentares e especialistas na adoção desse tipo de mecanismo não está claramente solucionado. O PRN 4/21 não especifica se o nome do deputado que indicou a emenda será tornado público.  Outra crítica de parte dos parlamentares ao projeto é que as novas regras valem somente a partir do próximo ano. Assim, toda a destinação de emendas do relator feitas nos últimos anos segue sob sigilo.  Para o deputado federal Heitor Freire (PSL), o projeto representa um avanço na transparência pública e na autonomia do Legislativo federal. “A votação do PRN 4 veio para garantir a autonomia do Congresso Nacional no desempenho de suas funções. Eu acredito que a aprovação da matéria vai trazer cada vez mais transparência com o uso dos recursos, inclusive para que todo cidadão tenha acesso e possa conferir o que foi feito com as verbas, claro, sempre dentro do que designa a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)”, diz. Já Danilo Forte tem opinião diferente. “Não há dúvidas que as emendas de relator são uma afronta aos princípios da administração pública e aos deveres básicos do parlamento, a partir do momento que se dá mais autonomia de execução orçamentária ao poder legislativo do que ao próprio poder executivo. O mais preocupante é o fato de o Congresso permitir que as destinações dos recursos públicos aconteçam sem ao menos haver o mínimo de transparência”, avalia. Para o cientista político da Unilab, Cláudio André, o projeto, de fato, avança rumo à maior transparência pública. “No entanto, deixa brechas quanto à definição da titularidade de quem solicitou as emendas”, pondera.  “O desfecho da funcionalidade das emendas do relator do orçamento é fundamental para entendermos o padrão de governabilidade a ser construído no Brasil, inclusive, a relação Executivo-Legislativo em torno do presidencialismo de coalizão, quando o presidente eleito convida partidos com bancadas importantes no Congresso a compor ministérios”, conclui o professor.  VEJA COMO VOTOU A BANCADA CEARENSE: CÂMARA SIM AJ Albuquerque (PP) Capitão Wagner (Pros) Domingos Neto (PSD) Dr. Jaziel (PL) Eduardo Bismarck (PDT) Genecias Noronha (Solidariedade) Heitor Freire (PSL) Robério Monteiro (PDT) Vaidon Oliveira (Pros) NÃO Danilo Forte (PSDB) OBSTRUÇÃO André Figueiredo (PDT) Célio Studart (PV) Denis Bezerra (PSB) Idilvan Alencar (PDT) José Guimarães (PT) Leônidas Cristino (PDT) Luizianne Lins (PT) Mauro Benevides Filho (PDT) AUSENTES José Airton Cirilo (PT) Júnior Mano (PL) Moses Rodrigues (MDB) Pedro Augusto Bezerra (PTB) SENADO NÃO Cid Gomes (PDT) Eduardo Girão (Podemos) SIM Chiquinho Feitosa (DEM) EMENDAS DO RELATOR As emendas do relator começaram a ser adotadas em 2019. À época, era um montante usado para fazer ajustes pontuais no Orçamento. No ano seguinte, o instrumento passou a representar uma fatia maior do orçamento, sendo usado para beneficiar parlamentares aliados ao Governo Federal.  No Orçamento deste ano, as emendas de relator, classificadas como RP9, somam R$ 18,5 bilhões. No projeto original aprovado pelo Congresso, o volume chegava a R$ 29 bilhões, mas R$ 10,5 bilhões foram vetados pelo Poder Executivo na sanção. Somente neste ano foram empenhados R$ 9,3 bilhões em emendas de relator, menos da metade do volume de emendas empenhadas no ano passado – R$ 21,5 bilhões. A destinação desses recursos, porém, é obscura. Não há informações sobre valores ou projetos que serão implementados nas cidades. No Governo Bolsonaro, essa ferramenta passou a ser usada para delegar montantes cada vez maiores de recursos, deixando a cargo do Legislativo indicar a destinação do montante. Mais que isso, o mecanismo passou a ser usado em benefício das bases eleitorais daqueles parlamentares que mantêm apoio ao Governo. Em votações importantes para o Executivo, essas emendas passaram a ser usadas como “moeda de troca”.  O “toma lá, dá cá” foi revelado em uma série de reportagens publicadas no jornal O Estado de S. Paulo. A matéria aponta que, no final do ano de 2020, foram destinados R$ 3 bilhões em emendas do relator-geral (RP9) para aquisição, dentre outros, de “tratores e equipamentos agrícolas por preços até 259% acima dos valores de referência fixados pelo governo”. Desses, R$ 81 milhões foram destinados à Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).  À época, o próprio ministro do Desenvolvimento Regional,  Rogério Marinho, pediu uma análise da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre as denúncias.  O relatório do órgão, ao analisar uma amostra de 188 convênios, todos celebrados com verbas de emenda do relator, constatou que em 61% (115) desses contratos havia risco de sobrepreço “alto ou extremo”. Uma dessas licitações, homologada em dezembro do ano passado, faria o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) enviar a municípios cearenses maquinários pesados com sobrepreço de R$ 12,6 milhões. Ao todo, seriam 162 equipamentos adquiridos pelo Governo Federal, entre pás carregadeiras e motoniveladoras, divididos em dois lotes, ambos com valores inflados.  Em novembro deste ano, durante votação da PEC dos Precatórios, uma nova “remessa” de emendas foi negociada pelo Governo Federal em troca de votos a favor da matéria. Segundo o Estadão, o presidente da República Jair Bolsonaro, liberou R$ 1,2 bilhão do ‘orçamento secreto’ a deputados às vésperas da votação, que ocorreu na madrugada do dia 5

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Bolsonaro deve adiar plano de derrubar máscaras

                             Foto: Redes Sociais O Ministério da Saúde deve adiar o lançamento de recomendações sobre a retirada de máscaras ao ar livre. A previsão era apresentar um estudo antes do Natal, mas a variante ômicron do Sars-CoV-2, vírus que causa a Covid, fez a pasta mudar os planos. A decisão sobre desobrigar o uso da proteção só deve ser tomada em 2022, pois ainda é preciso ter mais dados sobre os impactos da nova cepa, dizem integrantes do governo. A publicação do estudo sobre as máscaras era uma vontade do presidente Jair Bolsonaro (PL), mas foi suspensa para evitar críticas. O documento teria força simbólica e seria um aceno à base bolsonarista. Os municípios não seriam obrigados a seguir a recomendação do governo federal. Em 10 de novembro, o ministro Marcelo Queiroga (Saúde) disse que iria “trabalhar firmemente para ter um Natal sem máscara”. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), também reavalia a liberação do equipamento de proteção. Ele pediu ao comitê científico do governo paulista nova avaliação sobre a necessidade do uso da proteção em ambientes abertos. Na semana passada, o tucano anunciou que elas não seriam mais obrigatórias a partir do dia 11 de dezembro, caso os índices de casos, internações e mortes por Covid-19 seguissem baixando em São Paulo. Iniciativas Mesmo antes da descoberta da ômicron, especialistas questionavam iniciativas de desestimular a cobrança das máscaras. A chegada da variante colocou o governo Bolsonaro em alerta, mas ainda há forte resistência para adotar restrições mais duras, como o chamado passaporte da vacina para quem entra no Brasil. A Secretaria da Saúde paulista confirmou nesta quarta-feira (1º) o terceiro caso da variante ômicron no Brasil. Há ainda casos suspeitos, sob investigação, no Distrito Federal, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. O governo Bolsonaro vetou o desembarque de viajantes de seis países africanos que registraram casos da variante. O Planalto ainda avalia ampliar a lista, a pedido da Anvisa, para dez nações sob restrições. Na sexta-feira (26), o Ministério da Saúde fez um alerta às secretarias de saúde sobre a nova forma do vírus, potencialmente mais transmissível. No documento, a pasta comandada por Queiroga também reforça medidas de precaução. Medidas Entre elas, o uso de máscaras, além do distanciamento social, a higienização das mãos, a limpeza e a desinfecção de ambientes e o isolamento de casos suspeitos e confirmados conforme orientações médicas. “Estas medidas devem ser utilizadas de forma integrada, a fim de controlar a transmissão da Covid-19 e suas variantes, permitindo também a retomada gradual das atividades desenvolvidas pelos vários setores e o retorno seguro do convívio social”, diz a mensagem. Como revelou a Folha, o governo ignora desde 12 de novembro o pedido da Anvisa de cobrar o certificado de vacinação de quem entra no Brasil. Uma das barreiras para cobrar o passaporte da vacina é o discurso negacionista de Bolsonaro. Desde o começo da pandemia ele distorce dados e lança dúvidas sobre a eficácia de distanciamento social, vacinas e máscaras. Fonte: Jornal O Estado

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Bolsonaro deve adiar plano de derrubar máscaras

                             Foto: Redes Sociais O Ministério da Saúde deve adiar o lançamento de recomendações sobre a retirada de máscaras ao ar livre. A previsão era apresentar um estudo antes do Natal, mas a variante ômicron do Sars-CoV-2, vírus que causa a Covid, fez a pasta mudar os planos. A decisão sobre desobrigar o uso da proteção só deve ser tomada em 2022, pois ainda é preciso ter mais dados sobre os impactos da nova cepa, dizem integrantes do governo. A publicação do estudo sobre as máscaras era uma vontade do presidente Jair Bolsonaro (PL), mas foi suspensa para evitar críticas. O documento teria força simbólica e seria um aceno à base bolsonarista. Os municípios não seriam obrigados a seguir a recomendação do governo federal. Em 10 de novembro, o ministro Marcelo Queiroga (Saúde) disse que iria “trabalhar firmemente para ter um Natal sem máscara”. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), também reavalia a liberação do equipamento de proteção. Ele pediu ao comitê científico do governo paulista nova avaliação sobre a necessidade do uso da proteção em ambientes abertos. Na semana passada, o tucano anunciou que elas não seriam mais obrigatórias a partir do dia 11 de dezembro, caso os índices de casos, internações e mortes por Covid-19 seguissem baixando em São Paulo. Iniciativas Mesmo antes da descoberta da ômicron, especialistas questionavam iniciativas de desestimular a cobrança das máscaras. A chegada da variante colocou o governo Bolsonaro em alerta, mas ainda há forte resistência para adotar restrições mais duras, como o chamado passaporte da vacina para quem entra no Brasil. A Secretaria da Saúde paulista confirmou nesta quarta-feira (1º) o terceiro caso da variante ômicron no Brasil. Há ainda casos suspeitos, sob investigação, no Distrito Federal, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. O governo Bolsonaro vetou o desembarque de viajantes de seis países africanos que registraram casos da variante. O Planalto ainda avalia ampliar a lista, a pedido da Anvisa, para dez nações sob restrições. Na sexta-feira (26), o Ministério da Saúde fez um alerta às secretarias de saúde sobre a nova forma do vírus, potencialmente mais transmissível. No documento, a pasta comandada por Queiroga também reforça medidas de precaução. Medidas Entre elas, o uso de máscaras, além do distanciamento social, a higienização das mãos, a limpeza e a desinfecção de ambientes e o isolamento de casos suspeitos e confirmados conforme orientações médicas. “Estas medidas devem ser utilizadas de forma integrada, a fim de controlar a transmissão da Covid-19 e suas variantes, permitindo também a retomada gradual das atividades desenvolvidas pelos vários setores e o retorno seguro do convívio social”, diz a mensagem. Como revelou a Folha, o governo ignora desde 12 de novembro o pedido da Anvisa de cobrar o certificado de vacinação de quem entra no Brasil. Uma das barreiras para cobrar o passaporte da vacina é o discurso negacionista de Bolsonaro. Desde o começo da pandemia ele distorce dados e lança dúvidas sobre a eficácia de distanciamento social, vacinas e máscaras. Fonte: Jornal O Estado

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Sombras à noite, eclipse e foguetes: conheça as melhores cidades do Ceará para se observar o céu

No Dia da Astronomia, cearenses compartilham experiências no estudo de fenômenos ao longo do ano e expedições no Interior; Estado tem potencial turístico para apreciação da movimentação celeste                              Legenda: Grupos se organizam e visitam cidades em busca de acompanhar eventos astronômicos Foto: Bruno Marinho/Arquivo pessoal Longe dos postes de luz e prédios dos centros urbanos, o céu cearense ganha em brilho natural nos municípios afastados da poluição luminosa, do vento e da formação de nuvens. A visão privilegiada dos fenômenos astronômicos, comum no Estado, desponta em cidades como Santa Quitéria e Quixadá e evidencia o potencial para o turismo de observação. No Dia da Astronomia, celebrado nesta quinta-feira (2) no Brasil, estudiosos e amantes da astronomia compartilham experiências em busca de acompanhar eclipse, cometas, conjunções de planetas, entre outros fenômenos, no Ceará. A lista de locais citados passa por Crateús, Tauá, Parambu e Pindoretama. Do solo cearense, dá para ver os eventos astronômicos dos hemisférios norte e sul, sendo possível identificar foguetes lançados da Guiana Francesa e China, por exemplo. Objetos nas redondezas do centro galáctico, como as Nebulosas Trífida e da Lagoa, também são avistadas. “Quando avança no Interior, começa a melhorar o cenário. Eu já observei, fiz fotografias e usei telescópio em algumas cidades e o que eu percebo é que, saindo da Região Metropolitana, a gente tem boas cidades para observação como Paramoti, Canindé, Quixadá”, analisa Lauriston Trindade, astrônomo amador. Ficar “a meio caminho de lugar nenhum”, como descreve, possibilita enxergar a beleza escondida pelo cenário urbano e a riqueza para estudos científicos. “Andar no meio do sertão só com a luz das estrelas é uma experiência que as pessoas deveriam viver”, destaca. A região rural de Santa Quitéria é absolutamente excelente, um dos melhores céus que eu já vi, porque é muito escuro e você consegue ficar afastado da sede do município LAURISTON TRINDADE Astrônomo amador Em um ambiente muito escuro, a luminosidade do céu pode, inclusive, formar sombra das pessoas e objetos. “Nessas épocas, é possível ver que Vênus faz sombra – se você colocar uma folha de papel branco”, ressalta o também membro da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon). Fugir do vento também é importante para as observações, como ressalta Ednardo Rodrigues, professor de astronomia e colaborador da Seara da Ciência, na Universidade Federal do Ceará (UFC). “De preferência, se deve evitar regiões litorâneas, pois venta muito. Isso além de fazer o telescópio vibrar, leva muita areia para dentro do equipamento” Além disso, “regiões serranas também devem ser evitadas porque são muito úmidas gerando orvalho nos espelhos dos telescópios”, completa. Os clubes de astronomia percorrem o interior do Estado, mas ainda não contam com nenhuma estrutura para observações. “É um potencial gigantesco, em países como Chile, os grandes telescópios do mundo estão instalados lá, porque tem o céu limpo, não tem grandes cidades por perto”, frisa. COMO AUMENTAR O ALCANCE O potencial citado por Lauriston pode ser melhor aproveitado com a construção de um observatório astronômico no Interior, como propõe o professor Ednardo Rodrigues. “Temos muitos observatórios na Capital, mas onde justamente é melhor de observarmos, é onde somos mais escassos de observatórios”, analisa. O professor nota o aumento de interessados no assunto com maior procura pelo Hospital do Telescópio, para conserto de equipamentos, na Seara da Ciência. Aqui no Ceará existem regiões com poluição luminosa quase tão baixa quanto no Deserto do Atacama, no Chile, onde fica o melhor observatório do mundo. O que pode ser empecilho é a acessibilidade EDNARDO RODRIGUES Professor de astronomia Ednardo observa a criação de grupos que saem de Fortaleza em busca de registrar eventos como o Cometa Neowise em 2020. “Em Quixadá, existem pousadas no Santuário da Rainha do Sertão e na Pedra dos Ventos, que podem servir de apoio aos amantes da astronomia. As proximidades da tranquila cidade de Paramoti também são ótimos para a observação”, aponta. Ampliar o interesse e o acesso aos eventos astronômicos entre os cearenses depende do investimento na formação de professores. “É preciso realizar Encontros Regionais de Astronomia (Erea) onde professores, principalmente da rede pública, recebem formação sobre o tópico de Astronomia”. EM BUSCA DE ENXERGAR O CÉU Ainda assim, estudantes ainda no ensino médio se destacam em olimpíadas de astronomia, como é o caso da Bianca Lima, de 17 anos, já com seis medalhas conquistadas. “Em Fortaleza, eu gosto de observar as estrelas na praia, o mais afastado possível que eu conseguir dos prédios e postes. Perto do mar mesmo dá para olhar para o céu e ver muita coisa bonita”, compartilha. Bianca aproveita viagens em família para fazer observações astronômicas. “Eu já realizei algumas viagens para o Paracuru, onde o céu à noite é um espetáculo. Mas depende do lugar onde você está porque lá ainda é uma cidade com muita poluição luminosa, mas bem menos que Fortaleza”, pondera a estudante. A busca por lugares afastados dos prédios e das luzes urbanas também acontece fora da Capital. “O Ceará tem muitos pontos nos quais você pode ter uma ótima experiência, como o interior da cidade de Pindoretama, a cidade de Paracuru, a Serra do Mel e muitos outros”, indica. Fonte: Diário do Nordeste

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