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Preço da gasolina no Cariri chega a R$ 7,10

                        Foto: Marcelo Camargo O preço médio da gasolina tem se mantido relativamente estável em todo o Ceará, sendo que nos últimos dias, o Cariri tem registrado os menores valores do Estado. Crato foi o município que contabilizou tanto o valor mais barato e o mais caro dentre os postos pesquisados. O preço médio do produto no estado é R$ 6,94, conforme pesquisa divulgada neste sábado (4) pela Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP). A gasolina registrou sua terceira semana seguida de estabilidade, a R$ 6,742 o litro, em média, nos postos de gasolina de todo o país. A variação anual foi de 51%. Ao todo, foram 20 postos pesquisados, sendo 10 em Crato e 10 em Juazeiro do Norte. Confira as variações Cidade                         Número de postos pesquisados Preço médio Preço mín  Preço máx          Juazeiro do Norte                                     10                                6,826 6,490 6,949 Crato                                                           10                                6,715 6,450 7,100 Variação de preços no país O preço médio do etanol registrou queda de 1,6% nesta semana, a R$ 5,308 o litro em média, de acordo com levantamento divulgado pela ANP. Na semana passada, o valor foi de R$ 5,395. Na comparação anual, no entanto, o etanol registrou alta de 68%. O valor máximo do combustível (R$ 7,799) foi encontrado em Torres, no Rio Grande do Sul. Como o etanol, o diesel registrou uma pequena queda de 0,2% nesta semana — passando de R$ 5,366 o litro, em média, para R$ 5,355. O valor máximo do combustível, de R$ 6,700, foi novamente encotrado em Cruzeiro do Sul, no Acre. Em comparação com 2020, houve alta de 49,4%. Com informações de G1 CE

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Preço da gasolina no Cariri chega a R$ 7,10

                        Foto: Marcelo Camargo O preço médio da gasolina tem se mantido relativamente estável em todo o Ceará, sendo que nos últimos dias, o Cariri tem registrado os menores valores do Estado. Crato foi o município que contabilizou tanto o valor mais barato e o mais caro dentre os postos pesquisados. O preço médio do produto no estado é R$ 6,94, conforme pesquisa divulgada neste sábado (4) pela Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP). A gasolina registrou sua terceira semana seguida de estabilidade, a R$ 6,742 o litro, em média, nos postos de gasolina de todo o país. A variação anual foi de 51%. Ao todo, foram 20 postos pesquisados, sendo 10 em Crato e 10 em Juazeiro do Norte. Confira as variações Cidade                         Número de postos pesquisados Preço médio Preço mín  Preço máx          Juazeiro do Norte                                     10                                6,826 6,490 6,949 Crato                                                           10                                6,715 6,450 7,100 Variação de preços no país O preço médio do etanol registrou queda de 1,6% nesta semana, a R$ 5,308 o litro em média, de acordo com levantamento divulgado pela ANP. Na semana passada, o valor foi de R$ 5,395. Na comparação anual, no entanto, o etanol registrou alta de 68%. O valor máximo do combustível (R$ 7,799) foi encontrado em Torres, no Rio Grande do Sul. Como o etanol, o diesel registrou uma pequena queda de 0,2% nesta semana — passando de R$ 5,366 o litro, em média, para R$ 5,355. O valor máximo do combustível, de R$ 6,700, foi novamente encotrado em Cruzeiro do Sul, no Acre. Em comparação com 2020, houve alta de 49,4%. Com informações de G1 CE

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Vereadores fiscalizam UPA de Juazeiro do Norte

Comissão de Saúde esteve em Unidade de Pronto Atendimento na última sexta-feira (3)                            Foto: Reprodução Agência Caririensi Na última sexta-feira (3), o Comissão de Saúde formada pelos vereadores Rafael Cearense (Podemos), Jesualdo Duarte (PSDB) e Janú (Republicanos) estiveram na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Bairro Limoeiro, em Juazeiro do Norte, para realizar fiscalização com base em denúncias na Câmara. A UPA Limoeiro e o Hospital e Maternidade São Lucas são administrados pela empresa IDAB (Instituto Diva Alves Brasil), que há tempos é alvo de reclamações entre a população e de denúncias dos vereadores. São constantes as críticas sobre falta de materiais e má gestão. Na última sessão, o vereador Janú acusou a empresa de estar super faturando o pagamento de notas fiscais. Durante a fiscalização, Rafael Cearense, líder do governo na Câmara, salientou que toda denúncia deve ser investigada e, caso for verdadeira, todos os responsáveis devem ser punidos. O suplente Jesualdo Duarte foi nomeado para a Comissão de Saúde pelo presidente interino Bilinha (PMN) enquanto o cargo estava vago devido o afastamento do vereador Beto Primo (PSDB).

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Comissão de Saúde esteve em Unidade de Pronto Atendimento na última sexta-feira (3)                            Foto: Reprodução Agência Caririensi Na última sexta-feira (3), o Comissão de Saúde formada pelos vereadores Rafael Cearense (Podemos), Jesualdo Duarte (PSDB) e Janú (Republicanos) estiveram na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Bairro Limoeiro, em Juazeiro do Norte, para realizar fiscalização com base em denúncias na Câmara. A UPA Limoeiro e o Hospital e Maternidade São Lucas são administrados pela empresa IDAB (Instituto Diva Alves Brasil), que há tempos é alvo de reclamações entre a população e de denúncias dos vereadores. São constantes as críticas sobre falta de materiais e má gestão. Na última sessão, o vereador Janú acusou a empresa de estar super faturando o pagamento de notas fiscais. Durante a fiscalização, Rafael Cearense, líder do governo na Câmara, salientou que toda denúncia deve ser investigada e, caso for verdadeira, todos os responsáveis devem ser punidos. O suplente Jesualdo Duarte foi nomeado para a Comissão de Saúde pelo presidente interino Bilinha (PMN) enquanto o cargo estava vago devido o afastamento do vereador Beto Primo (PSDB).

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Reforço vacinal até quando? O que se sabe sobre a imunização contra a Covid-19 em 2022 no Ceará

Especialistas apontam relevância de novas doses de reforço para manter imunidade contra a doença, mas ainda não há definição das autoridades de saúde  v                      Foto: Thiago Gadelha O alívio de quem recebe o reforço na imunização contra a Covid-19 acompanha a incerteza sobre qual será o próximo passo na busca por proteção. Novas doses e reformulação das vacinas são caminhos apontados por especialistas, ainda sem definição oficial, para superar a doença em 2022 – quando completa um ano das primeiras aplicações no Ceará. Em meio ao surgimento da variante Ômicron, Fortaleza deve aplicar o reforço em mais 300 mil pessoas, além do previsto inicialmente, com a redução do intervalo entre as doses, como anunciado na sexta-feira (3). “Enquanto a gente não contiver a pandemia por completo, provavelmente, a gente vai precisar de reforços vacinais”, explica Melissa Medeiros, infectologista do Hospital São José. Isso acontece porque a imunidade alcançada com as vacinas não dura o período esperado pelos cientistas anteriormente, de cerca de um ano e meio, e começa a reduzir depois de seis meses – algo acentuado nos grupos de risco. Mas, na prática, como fica a situação de quem tomou a dose de reforço no início da aplicação em setembro deste ano? A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) informou em nota que espera deliberações do Ministério da Saúde sobre a vacinação contra a Covid-19 em 2022. O Ministério da Saúde foi procurado na quinta-feira (2) sobre a possibilidade de aplicar uma nova dose de reforço no ano que vem, além do quantitativo de pessoas a serem beneficiadas no Ceará, mas não foi enviada resposta à reportagem. O Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Ceará (Cosems) também aguarda respostas de órgãos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sus (Conitec). “Ainda não (tem definição), o que dizem é que se tomou as duas doses e a dose de reforço está protegido até que a gente tenha alguma nota oficial”, explica Sayonara Cidade, presidente do Cosems. O IMPACTO DA MUDANÇA DO VÍRUS Ainda que não haja uma definição dos órgãos oficiais, o processo de imunização deve continuar no próximo ano, como analisam os especialistas. “Tivemos esse reforço depois de seis meses e não sabemos se a 3ª dose vai ser suficiente. Possivelmente, a gente vai precisar de uma próxima dose no ano que vem até que a gente tenha uma contenção adequada”, frisa Melissa Medeiros. A infectologista também explica que o surgimento de novas variantes está relacionado com a distribuição desigual de vacinas entre os países. “Temos Israel, União Europeia, Estados Unidos, com vacinação muito grande comparando com países da África, que tem 27% de cobertura vacinal. O que permite que a gente tenha um número maior de variantes surgindo”, destaca. Caso as alterações no coronavírus sejam mais drásticas pode ser necessário mudar a composição dos imunizantes. “Talvez a gente precise pensar em reforços vacinais com vacinas modificadas, mais direcionadas para essas modificações que vem surgindo, infelizmente”, ressalta. Na corrida pela imunização, “a Covid está na nossa frente”, como analisa Yuri Barreto, farmacêutico com atuação em microbiologia, o que ressalta a necessidade das doses de reforço. “Com certeza será necessária uma nova dose em 2022 até porque tudo é muito novo e toda semana descobrimos coisas novas sobre os vírus”. Eu diria que pelo menos a tecnologia das vacinas (devem ser modificadas), porque as variantes são como mutações. O vírus que tem novos mecanismos de resistência e capacidade de causar sintomas nas pessoas YURI BARRETO Farmacêutico O especialista ressalta a importância da dose de reforço como medida eficiente para manter a proteção contra a doença. “As pessoas estão reduzindo a quantidade de sintomas, os casos de óbitos, é o reforço que a gente tem hoje em dia”, conclui. QUAIS VACINAS DEVEM SER USADAS “Vacinas de vírus mortos, inativados, como é o caso da Coronavac, são mais fáceis de serem produzidas, é uma vacina muito boa visto que nos protegeu nesse período, mas ela é muito restrita. Não desencadeia tanta resposta imunológica como outras vacinas, como as de RNA e as conjugadas, Pfizer, Janssen e Astrazeneca”, explica Melissa Medeiros sobre as opções dos imunizantes em uso. As vacinas são compostas por parte do vírus para a produção de anticorpos e o organismo precisa da imunidade ativa, como explica Yuri Barreto. “A terceira dose aumenta as chances de se proteger, minimiza a transmissão, atenua os casos da doença, mas como as vacinas que tomamos na infância, não há 100% de imunidade”, destaca. Além da dose de reforço, Melissa lembra das orientações amplamente divulgadas, mas com necessidade de permanente divulgação: máscaras, distanciamento e higienização. “É hora da gente continuar mantendo as medidas de lavar as mãos, de utilização das máscaras, distanciamento e tentar ser bem racional nas nossas festividades”. Ricristhi Gonçalves, secretária executiva de Vigilância e Regulação em Saúde da Sesa, destaca a preocupação com quem deixa de receber a terceira etapa de imunização. “Existe aquela falsa sensação de que se eu estou com as duas doses eu consigo enfrentar o que vier”. A gente precisa lembrar que a vacina confere proteção sim, mas vai decaindo ao longo dos meses, hoje os cientistas estão tentando fazer modificações nas vacinas que já existiam para tentar conferir uma proteção ainda maior e em diferentes tipos de variantes. Mas é preciso a gente vacinar RICRISTHI GONÇALVES Secretária executiva de Vigilância e Regulação em Saúde Entre as estratégias para aumentar a procura pelo imunizante, a obrigatoriedade de comprovação da vacina surte efeito. “O passaporte da vacina foi importante porque deu uma movimentada, teve efeito indutor importante para que as pessoas procurassem novamente a vacina, mas a gente não pode deixar a porta aberta”, ressalta. Fonte: Diário do Nordeste

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Reforço vacinal até quando? O que se sabe sobre a imunização contra a Covid-19 em 2022 no Ceará

Especialistas apontam relevância de novas doses de reforço para manter imunidade contra a doença, mas ainda não há definição das autoridades de saúde  v                      Foto: Thiago Gadelha O alívio de quem recebe o reforço na imunização contra a Covid-19 acompanha a incerteza sobre qual será o próximo passo na busca por proteção. Novas doses e reformulação das vacinas são caminhos apontados por especialistas, ainda sem definição oficial, para superar a doença em 2022 – quando completa um ano das primeiras aplicações no Ceará. Em meio ao surgimento da variante Ômicron, Fortaleza deve aplicar o reforço em mais 300 mil pessoas, além do previsto inicialmente, com a redução do intervalo entre as doses, como anunciado na sexta-feira (3). “Enquanto a gente não contiver a pandemia por completo, provavelmente, a gente vai precisar de reforços vacinais”, explica Melissa Medeiros, infectologista do Hospital São José. Isso acontece porque a imunidade alcançada com as vacinas não dura o período esperado pelos cientistas anteriormente, de cerca de um ano e meio, e começa a reduzir depois de seis meses – algo acentuado nos grupos de risco. Mas, na prática, como fica a situação de quem tomou a dose de reforço no início da aplicação em setembro deste ano? A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) informou em nota que espera deliberações do Ministério da Saúde sobre a vacinação contra a Covid-19 em 2022. O Ministério da Saúde foi procurado na quinta-feira (2) sobre a possibilidade de aplicar uma nova dose de reforço no ano que vem, além do quantitativo de pessoas a serem beneficiadas no Ceará, mas não foi enviada resposta à reportagem. O Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Ceará (Cosems) também aguarda respostas de órgãos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sus (Conitec). “Ainda não (tem definição), o que dizem é que se tomou as duas doses e a dose de reforço está protegido até que a gente tenha alguma nota oficial”, explica Sayonara Cidade, presidente do Cosems. O IMPACTO DA MUDANÇA DO VÍRUS Ainda que não haja uma definição dos órgãos oficiais, o processo de imunização deve continuar no próximo ano, como analisam os especialistas. “Tivemos esse reforço depois de seis meses e não sabemos se a 3ª dose vai ser suficiente. Possivelmente, a gente vai precisar de uma próxima dose no ano que vem até que a gente tenha uma contenção adequada”, frisa Melissa Medeiros. A infectologista também explica que o surgimento de novas variantes está relacionado com a distribuição desigual de vacinas entre os países. “Temos Israel, União Europeia, Estados Unidos, com vacinação muito grande comparando com países da África, que tem 27% de cobertura vacinal. O que permite que a gente tenha um número maior de variantes surgindo”, destaca. Caso as alterações no coronavírus sejam mais drásticas pode ser necessário mudar a composição dos imunizantes. “Talvez a gente precise pensar em reforços vacinais com vacinas modificadas, mais direcionadas para essas modificações que vem surgindo, infelizmente”, ressalta. Na corrida pela imunização, “a Covid está na nossa frente”, como analisa Yuri Barreto, farmacêutico com atuação em microbiologia, o que ressalta a necessidade das doses de reforço. “Com certeza será necessária uma nova dose em 2022 até porque tudo é muito novo e toda semana descobrimos coisas novas sobre os vírus”. Eu diria que pelo menos a tecnologia das vacinas (devem ser modificadas), porque as variantes são como mutações. O vírus que tem novos mecanismos de resistência e capacidade de causar sintomas nas pessoas YURI BARRETO Farmacêutico O especialista ressalta a importância da dose de reforço como medida eficiente para manter a proteção contra a doença. “As pessoas estão reduzindo a quantidade de sintomas, os casos de óbitos, é o reforço que a gente tem hoje em dia”, conclui. QUAIS VACINAS DEVEM SER USADAS “Vacinas de vírus mortos, inativados, como é o caso da Coronavac, são mais fáceis de serem produzidas, é uma vacina muito boa visto que nos protegeu nesse período, mas ela é muito restrita. Não desencadeia tanta resposta imunológica como outras vacinas, como as de RNA e as conjugadas, Pfizer, Janssen e Astrazeneca”, explica Melissa Medeiros sobre as opções dos imunizantes em uso. As vacinas são compostas por parte do vírus para a produção de anticorpos e o organismo precisa da imunidade ativa, como explica Yuri Barreto. “A terceira dose aumenta as chances de se proteger, minimiza a transmissão, atenua os casos da doença, mas como as vacinas que tomamos na infância, não há 100% de imunidade”, destaca. Além da dose de reforço, Melissa lembra das orientações amplamente divulgadas, mas com necessidade de permanente divulgação: máscaras, distanciamento e higienização. “É hora da gente continuar mantendo as medidas de lavar as mãos, de utilização das máscaras, distanciamento e tentar ser bem racional nas nossas festividades”. Ricristhi Gonçalves, secretária executiva de Vigilância e Regulação em Saúde da Sesa, destaca a preocupação com quem deixa de receber a terceira etapa de imunização. “Existe aquela falsa sensação de que se eu estou com as duas doses eu consigo enfrentar o que vier”. A gente precisa lembrar que a vacina confere proteção sim, mas vai decaindo ao longo dos meses, hoje os cientistas estão tentando fazer modificações nas vacinas que já existiam para tentar conferir uma proteção ainda maior e em diferentes tipos de variantes. Mas é preciso a gente vacinar RICRISTHI GONÇALVES Secretária executiva de Vigilância e Regulação em Saúde Entre as estratégias para aumentar a procura pelo imunizante, a obrigatoriedade de comprovação da vacina surte efeito. “O passaporte da vacina foi importante porque deu uma movimentada, teve efeito indutor importante para que as pessoas procurassem novamente a vacina, mas a gente não pode deixar a porta aberta”, ressalta. Fonte: Diário do Nordeste

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Médico é investigado por violação sexual contra pacientes durante atendimentos no interior do Ceará

Segundo as vítimas, o acupunturista teria passado a língua no seio de uma das denunciantes e dado um tapa na nádega de outra durante as sessões. O advogado do profissional de saúde nega as acusações                  Foto: Reprodução/Youyube Um médico identificado como Cícero Valdizébio Pereira Agra foi denunciado por praticar violação sexual contra pacientes durante atendimentos realizados no Crato e em Juazeiro do Norte, na Região do Cariri, interior do Ceará, onde atua como acupunturista. A Polícia Civil informou ter concluído as investigações e remetido o inquérito para a Justiça. O advogado de Cícero Agra afirma que as denúncias são falsas.  Ao Diário do Nordeste, o advogado Aécio Mota, que representa a defesa de duas denunciantes, afirmou que os crimes aconteceram em janeiro e maio deste ano. Nas ocasiões, o acupunturista teria passado a língua no seio de uma delas e dado um tapa na nádega de outra. Em janeiro, uma estudante de 22 anos foi à clínica particular do profissional de saúde – único conveniado pela Unimed na Região do Cariri –, em Juazeiro do Norte, fazer uma sessão de acupuntura. Ela era paciente dele desde criança. De acordo com o advogado da jovem, que tem eplepsia e paralesia cerebral, o médico passou a língua no seio dela, que o empurrou. Depois, ele saiu do consultório e voltou “como se nada tivesse acontecido e continuou o procedimento”. Ela ficou em choque e não falou nada para ninguém. A mãe dela estava na sala, mas não viu porque há uma divisória entre uma maca e outra” AÉCIO MOTA Advogado das denunciantes Na saída da clínica particular, a estudante contou a situação para a funcionária do local. A mulher, segundo o advogado Aécio Mota, falou que outras pacientes também relataram ter passado por situações semelhantes em sessões realizadas pelo médico. DENÚNCIAS Em setembro, acrescenta o advogado, a jovem registrou um Boletim de Ocorrência (B.O) sobre o caso e fez uma denúncia no Conselho Regional de Medicina do Estado do Ceará (Cremec). “Ela teve vergonha, constrangimento [de denúnciar]”. A funcionária, complementa o advogado, foi chamada para prestar depoimento e apresentou conversas no aplicativo de mensagens WhatsApp com outras pacientes relatando o mesmo caso. “Quatro ou cinco vitimas disponibilizaram as provas. Por causa disso, a funcionária foi demitida, e a Polícia Civil passou a ouvir vítima por vítima”, relata Mota. OUTRO CASO Uma professora de 40 anos também contou ter sido vítima do mesmo caso, em maio deste ano, na clínica particular onde o médico atendia, no Crato. O B.O foi registrado em junho. Segundo o representante jurídico das vítimas, o procedimento realizado foi igual ao da jovem de 22 anos: o médico teria perguntado se a mulher tinha namorado e como estava a vida sexual dela. “Isso já constrange a vítima, conforme elas. São perguntas da vida pessoal”, afirma. “Ele começou a massageá-la forma diferente, baixava a calça dela muito mais que o necessário, fazia mais próximo do seio do que nas outras vezes. Ela notou algo diferente e ficou constrangida. Ao fim do procedimento, ele deu um tapa nas nádegas dela. Ela relatou à funcionária, ficou em choque”. VANTAGEM SEXUAL Conforme o advogado, a Polícia Civil considerou que o caso da estudante foi “mais audacioso”, pois o médico a atendia desde quando ela era criança. “Ele foi indiciado. A delegada entendeu que ele praticou violação sexual mediante fraude. Ele se utiliza da proximidade para tirar vantagem sexual”.  “Estamos acompanhando o caso, que está no Ministério Público. Acreditamos que o órgão vai denunciar, devido ao número de provas e testemunhas. O prazo do MP já decorreu e foi renovado. O juiz mandou a instituição se manifestar. Estamos aguardando a resposta do MP”. “São vítimas que não se conhecem, que relatam um procedimento exatamente igual do mesmo médico, que é o mais conhecido da Região do Cariri. A nossa intenção é que pessoas que passaram pelo mesmo problema também denunciem”, destacou o advogado Aécio Mota. “Há uma série de fatores que podem justificar o fato dessas mulheres demorarem a denunciar. É a palavra delas contra a dele. Elas sentem vergonha, constrangimento, e têm receio de denunciar”, acrescenta.  O advogado das denunciantes também aponta que o Cremec relatou que o médico Cícero Agra já tinha sido denunciado outras vezes, mas os processos foram arquivados por falta de provas. A reportagem entrou em contato com a instituição, que não respondeu até a publicação desta matéria. DEFESA DO INVESTIGADO O advogado André Jorge Rocha de Almeida, que representa a defesa do investigado, falou que não teve acesso aos documentos vindos da Delegacia ou da Justiça, e que por isso não teria como emitir um pronunciamento oficial neste momento. Enquanto não tiver parâmetro efetivo do que está sendo acusado, a nossa opção é de esperar e verificar o que o Judiciário vai nos trazer e depois a gente vai se pronunciar de forma oficial” ANDRÉ JORGE ROCHA DE ALMEIDA Advogado do médico investigado “Ele [Cícero Agra] me passou que isso não aconteceu em hipótese nenhuma, e vamos comprovar nos autos do processo. Isso é uma falácia. Preciso saber o que tenho. Não tenho documentação efetiva. Não tenho como esclarecer” “Vamos ver se o Ministério Público vai oferecer a denúncia. Se sim, aí o processo inicia, e temos os meios cabíveis para nos defender. Muita coisa estão afirmando para dar volume para dizer que existe, mas na verdade não existe.” INQUÉRITO POLICIAL FINALIZADO Em nota, a Polícia Civil informou que o inquérito policial que investiga denúncias de posse sexual mediante fraude, conduzido pela Delegacia de Defesa da Mulher do Crato (DDM-Crato), foi finalizado em setembro e remetido ao Poder Judiciário. O Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE) comunicou que no sistema público de busca processual não consta registro relacionado a crime sexual no nome do médico. Isso, de acordo com o órgão, é justificado pelo fato de processos, inquéritos ou procedimentos que envolvem assuntos sexuais tramitarem em segredo de Justiça. “Por esta razão, não é possível a localização

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Médico é investigado por violação sexual contra pacientes durante atendimentos no interior do Ceará

Segundo as vítimas, o acupunturista teria passado a língua no seio de uma das denunciantes e dado um tapa na nádega de outra durante as sessões. O advogado do profissional de saúde nega as acusações                  Foto: Reprodução/Youyube Um médico identificado como Cícero Valdizébio Pereira Agra foi denunciado por praticar violação sexual contra pacientes durante atendimentos realizados no Crato e em Juazeiro do Norte, na Região do Cariri, interior do Ceará, onde atua como acupunturista. A Polícia Civil informou ter concluído as investigações e remetido o inquérito para a Justiça. O advogado de Cícero Agra afirma que as denúncias são falsas.  Ao Diário do Nordeste, o advogado Aécio Mota, que representa a defesa de duas denunciantes, afirmou que os crimes aconteceram em janeiro e maio deste ano. Nas ocasiões, o acupunturista teria passado a língua no seio de uma delas e dado um tapa na nádega de outra. Em janeiro, uma estudante de 22 anos foi à clínica particular do profissional de saúde – único conveniado pela Unimed na Região do Cariri –, em Juazeiro do Norte, fazer uma sessão de acupuntura. Ela era paciente dele desde criança. De acordo com o advogado da jovem, que tem eplepsia e paralesia cerebral, o médico passou a língua no seio dela, que o empurrou. Depois, ele saiu do consultório e voltou “como se nada tivesse acontecido e continuou o procedimento”. Ela ficou em choque e não falou nada para ninguém. A mãe dela estava na sala, mas não viu porque há uma divisória entre uma maca e outra” AÉCIO MOTA Advogado das denunciantes Na saída da clínica particular, a estudante contou a situação para a funcionária do local. A mulher, segundo o advogado Aécio Mota, falou que outras pacientes também relataram ter passado por situações semelhantes em sessões realizadas pelo médico. DENÚNCIAS Em setembro, acrescenta o advogado, a jovem registrou um Boletim de Ocorrência (B.O) sobre o caso e fez uma denúncia no Conselho Regional de Medicina do Estado do Ceará (Cremec). “Ela teve vergonha, constrangimento [de denúnciar]”. A funcionária, complementa o advogado, foi chamada para prestar depoimento e apresentou conversas no aplicativo de mensagens WhatsApp com outras pacientes relatando o mesmo caso. “Quatro ou cinco vitimas disponibilizaram as provas. Por causa disso, a funcionária foi demitida, e a Polícia Civil passou a ouvir vítima por vítima”, relata Mota. OUTRO CASO Uma professora de 40 anos também contou ter sido vítima do mesmo caso, em maio deste ano, na clínica particular onde o médico atendia, no Crato. O B.O foi registrado em junho. Segundo o representante jurídico das vítimas, o procedimento realizado foi igual ao da jovem de 22 anos: o médico teria perguntado se a mulher tinha namorado e como estava a vida sexual dela. “Isso já constrange a vítima, conforme elas. São perguntas da vida pessoal”, afirma. “Ele começou a massageá-la forma diferente, baixava a calça dela muito mais que o necessário, fazia mais próximo do seio do que nas outras vezes. Ela notou algo diferente e ficou constrangida. Ao fim do procedimento, ele deu um tapa nas nádegas dela. Ela relatou à funcionária, ficou em choque”. VANTAGEM SEXUAL Conforme o advogado, a Polícia Civil considerou que o caso da estudante foi “mais audacioso”, pois o médico a atendia desde quando ela era criança. “Ele foi indiciado. A delegada entendeu que ele praticou violação sexual mediante fraude. Ele se utiliza da proximidade para tirar vantagem sexual”.  “Estamos acompanhando o caso, que está no Ministério Público. Acreditamos que o órgão vai denunciar, devido ao número de provas e testemunhas. O prazo do MP já decorreu e foi renovado. O juiz mandou a instituição se manifestar. Estamos aguardando a resposta do MP”. “São vítimas que não se conhecem, que relatam um procedimento exatamente igual do mesmo médico, que é o mais conhecido da Região do Cariri. A nossa intenção é que pessoas que passaram pelo mesmo problema também denunciem”, destacou o advogado Aécio Mota. “Há uma série de fatores que podem justificar o fato dessas mulheres demorarem a denunciar. É a palavra delas contra a dele. Elas sentem vergonha, constrangimento, e têm receio de denunciar”, acrescenta.  O advogado das denunciantes também aponta que o Cremec relatou que o médico Cícero Agra já tinha sido denunciado outras vezes, mas os processos foram arquivados por falta de provas. A reportagem entrou em contato com a instituição, que não respondeu até a publicação desta matéria. DEFESA DO INVESTIGADO O advogado André Jorge Rocha de Almeida, que representa a defesa do investigado, falou que não teve acesso aos documentos vindos da Delegacia ou da Justiça, e que por isso não teria como emitir um pronunciamento oficial neste momento. Enquanto não tiver parâmetro efetivo do que está sendo acusado, a nossa opção é de esperar e verificar o que o Judiciário vai nos trazer e depois a gente vai se pronunciar de forma oficial” ANDRÉ JORGE ROCHA DE ALMEIDA Advogado do médico investigado “Ele [Cícero Agra] me passou que isso não aconteceu em hipótese nenhuma, e vamos comprovar nos autos do processo. Isso é uma falácia. Preciso saber o que tenho. Não tenho documentação efetiva. Não tenho como esclarecer” “Vamos ver se o Ministério Público vai oferecer a denúncia. Se sim, aí o processo inicia, e temos os meios cabíveis para nos defender. Muita coisa estão afirmando para dar volume para dizer que existe, mas na verdade não existe.” INQUÉRITO POLICIAL FINALIZADO Em nota, a Polícia Civil informou que o inquérito policial que investiga denúncias de posse sexual mediante fraude, conduzido pela Delegacia de Defesa da Mulher do Crato (DDM-Crato), foi finalizado em setembro e remetido ao Poder Judiciário. O Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE) comunicou que no sistema público de busca processual não consta registro relacionado a crime sexual no nome do médico. Isso, de acordo com o órgão, é justificado pelo fato de processos, inquéritos ou procedimentos que envolvem assuntos sexuais tramitarem em segredo de Justiça. “Por esta razão, não é possível a localização

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Com classificação do Fortaleza, futebol cearense tem primeiro time garantido na Libertadores

Com 55 pontos, figurando na 5ª colocação, time de Vojvoda não pode mais ser ultrapassado por 9º lugar                        Foto: Kid Júnior / SVM O Fortaleza Esporte Clube escreveu a história diante dos seus torcedores nesta sexta-feira (3). A vitória diante do Juventude por 1 a 0, com gol de Depietri, garantiu o Tricolor do Pici na Libertadores em 2022: será a primeira participação de um clube cearense na principal competição de clubes da Conmebol. Com 55 pontos, figurando na 5ª colocação, a equipe de Juan Pablo Vojvoda não pode mais ser ultrapassada pela equipe que está na 9ª posição (que não se classifica para à Libertadores), no momento o Ceará. Pela frente, o Tricolor do Pici enfrentará o Cuiabá, na segunda-feira (6), e o Bahia, na quinta-feira (9). Uma vitória garante a equipe na fase de grupos da competição – com a pontuação de momento, o Fortaleza está garantido ao menos na Pré-Libertadores. CAMPANHA DO FORTALEZA NA SÉRIE A 36 partidas  16 vitórias 7 empates 13 derrotas 42 gols marcados 43 gols sofridos 50,9% de aproveitamento (55 pontos conquistados)

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Com classificação do Fortaleza, futebol cearense tem primeiro time garantido na Libertadores

Com 55 pontos, figurando na 5ª colocação, time de Vojvoda não pode mais ser ultrapassado por 9º lugar                        Foto: Kid Júnior / SVM O Fortaleza Esporte Clube escreveu a história diante dos seus torcedores nesta sexta-feira (3). A vitória diante do Juventude por 1 a 0, com gol de Depietri, garantiu o Tricolor do Pici na Libertadores em 2022: será a primeira participação de um clube cearense na principal competição de clubes da Conmebol. Com 55 pontos, figurando na 5ª colocação, a equipe de Juan Pablo Vojvoda não pode mais ser ultrapassada pela equipe que está na 9ª posição (que não se classifica para à Libertadores), no momento o Ceará. Pela frente, o Tricolor do Pici enfrentará o Cuiabá, na segunda-feira (6), e o Bahia, na quinta-feira (9). Uma vitória garante a equipe na fase de grupos da competição – com a pontuação de momento, o Fortaleza está garantido ao menos na Pré-Libertadores. CAMPANHA DO FORTALEZA NA SÉRIE A 36 partidas  16 vitórias 7 empates 13 derrotas 42 gols marcados 43 gols sofridos 50,9% de aproveitamento (55 pontos conquistados)

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