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Balanço Geral da Câmara de Juazeiro do Norte – Sessão é marcada por mais uma discussão entre vereadores

Após desentidmento entre parlamentares na última sessão, outros dois vereadores se estranharam nesta quinta-feira (9) Foto: Josimar Segundo/ASCOM Agência Caririensi Depois da discussão generalizada entre os vereadores Adauto Araújo (PTB), David Araújo (PTB) e Rafael Cearense (Podemos) na última sessão da Câmara Municipal de Juazeiro do Norte, nesta quinta-feira (9), foram os vereadores Ivanildo (DC) e Lunga (PSB) que protagonizaram cenas tensas na Casa. Tudo começou quando Lunga questionou o motivo de Ivanildo ter se ausentando durante a última sessão. O vereador não gostou do questionamento do colega e falou sobre o quanto trabalha na Câmara, aproveitando para detalhar a quantidade de faltas entre eles: Ivanildo possui 3 faltas registradas, enquanto Lunga já faltou mais de vinte vezes à Câmara apenas este ano. Lunga respondeu que tem o direito de faltar quantas vezes o regimento permite. O vereador ainda falou de um áudio que Ivanildo mandou no grupo dos vereadores falando de parlamentares com “passado sujo”. Mesmo sem ter citado seu nome em específico, Lunga desafiou o colega – ou qualquer pessoa – a provar que ele tem ficha suja. Ivanildo não respondeu a provocação do colega, que o chamou de fraco. Ainda na sessão, os vereadores receberam o pedido do Secretário de Finanças do município, Paulo André Pedroza Lima, que pede, com vinte e dois dias de antecipação, a devolução dos valores existentes nos cofres da Câmara Municipal. Os parlamentares estranharam o pedido tão cedo e o vereador Jesualdo Duarte (PSDB) pediu que o Secretário fosse à Câmara Imagens/Lucas Vieira/Agência Caririensi

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Forró ganha título de Patrimônio Cultural do Brasil: “O Nordeste pode comemorar”

Após 10 anos de processo junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), as Matrizes Tradicionais do Forró ganharam registro por parte da entidade Foto: Reprodução Uma das expressões mais populares do Brasil ganha um reconhecimento único. Um marco para ser festejado e reverenciar a memória de Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira, Marinês, Dominguinhos, Jackson do Pandeiro, Trio Nordestino e muitos outros mestres.   As Matrizes Tradicionais do Forró são agora Patrimônio Cultural do Brasil. O registro foi concedido na manhã dessa quinta-feira (9), após reunião do conselho consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Com o registro desse bem, músicos, produtores e toda a cadeia produtiva do forró sai fortalecida e representada. O dossiê apresentado ao Iphan reuniu extensa pesquisa textual, audiovisual e fotográfica.O intuito foi enumerar os aspectos sociais, históricos e culturais do gênero. Trata-se de toda uma série de fazeres e saberes que envolvem as matrizes tradicionais do forró, como o xote, baião, xaxado, coco e toada. O Iphan aponta que a Associação Cultural Balaio do Nordeste (PB), formalizou o pedido de registro no ano de 2011. A iniciativa também contou com participação do Fórum Forró de Raiz da Paraíba. Passado esse primeiro momento, o processo acompanhou uma série de encontros, fóruns e seminários com os artistas que dominam essa arte.   Participaram cantores, músicos, dançarinos, produtores, pesquisadores e associações do Nordeste e mais três estados brasileiros: Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. “É o resultado de um trabalho de 10 anos que vai nascendo”, conta a Presidente da Associação Balaio Nordeste e Coordenadora Nacional do Fórum do Forró de Raiz, Joana Alves.  “É gratificante saber quantos artistas podem ter condições de ser reconhecidos mundial e nacionalmente.  Vamos trabalhar na salvaguarda, em atrativos por leis de incentivo”. Próximo passo, avalia Joana Alves, é dar entrada para que o forró seja Patrimônio Mundial da Cultura no Brasil pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). “Temos o mundo cantando e dançando forró, só falta o registro”, conta Joana Alves.  AGRACIADOS  A cantora Marivalda Kariri é um dos grandes nomes do forró raiz no Brasil. Mestra da cultura cearense, ela compartilha estar emocionada com o título de Patrimônio Cultural. “Nunca imaginei, sinceramente, que o forró e nossas matrizes, a sanfona, a história da música nordestina, por que não dizer brasileira, afinal somos Brasil, fosse receber tamanho reconhecimento”, descreve.   Marivalda descreve que esta expressão é generosa, pois são inúmeras gerações que conseguiram trabalhar e sobreviver a partir desta musicalidade. A notícia é motivo de celebração, reitera a estrela do forró.   “Nós artistas, compositores forrozeiros, trabalhando sempre com cultura, fazendo as coisas acontecer, alegrando corações de todos os nordestinos em qualquer época de festa. Eu estou muito feliz. Viva o Brasil. Viva o Iphan e a cultura nordestina e brasileira”.  Para Ráu Rocha, sanfoneiro e cantor dos Muringa, é uma honra fazer parte dessa cultura. De poder tocar o fole e encantar as plateias. E nada mais justo, conta o músico, que o registro aconteça às vésperas do aniversário de Gonzagão, que é dia 13 de dezembro, o Dia Nacional do Forró.  “É um gênero artístico e cultural criado por nós, que abrange não somente a música, como os cordéis, as festas juninas, as vestimentas, o linguajar de um povo e o jeito único que só o nordestino tem”, defende Ráu Rocha.  DEDICAÇÃO  Além da expressão musical, Neopineo é reconhecido pela dedicação à defesa e pesquisa do forró. Um de seus últimos trabalhos, a canção “Forró Raiz” foi finalista no último final de semana da 4ª edição do Festival da Música de Fortaleza.  “Sou coco, xote, xaxado. Galope, forró, baião. Rastapé bem arroxado. Nas quadrilhas de São João. Na roça, de Mané Vito. Sou Xerém, sou Seu Luiz. Sou dança, lugar, sou ritmo. Eu sou o Forró Raiz”.  O músico que também é Diretor de Comunicação e Cultura da Associação Cearense do Forró (ACF), aponta que este acontecimento ilumina grandes mestres do passado que dignificaram o forró. “Vitória da manifestação cultural mais praticada no Planeta”, atesta.   Neopineo resgata que o primeiro registro da palavra “forró” foi encontrado na gravação fonográfica  “Forró na Roça”, canção composta pelos cearenses Dão Xerém e Manoel Queiroz, em 2 de julho de 1937.  Das muitas definições e processos de sua pesquisa, Neopineo defende que o gênero musical também é uma filosofia de vida para o povo cearense.    “Embasa e também é enraizada por manifestações culturais tais como grupos de pau de fita, reisado de congos, coco, manero pau, bandas cabaçais, xaxado, lampinha, penitentes, excelência e outras dezenas entranhadas nos 184 municípios do Ceará, onde o forró tem sua origem”.  REIVINDICAÇÃO  Neopineo explica que no último dia 2 de dezembro, a ACF entrou em contato com o Iphan via email. O envio aconteceu no prazo estabelecido pela entidade (até 5 de dezembro) para que a sociedade civil se manifestasse sobre o gênero nordestino. A iniciativa pede que a Associação cearense também seja creditada como coautora do pedido de registro do forró.  Na comunicação realizada, a entidade reúne uma série de documentos que comprovariam a solicitação realizada pela entidade junto ao Iphan em 2011.  “Nos sentimos isolados e não tivemos voz alguma nesse processo”, aponta trecho do email.  De acordo com a Associação, o pedido tem o objetivo de unir forças e ajudar o forró a ser reconhecido mundialmente.  “Cremos que perante a Unesco, o compartilhamento de proteção e salvaguarda do patrimônio cultural imaterial é muito mais bem visto que as iniciativas individuais ou de grupos isolado”, manifestou-se a Associação Cearense do Forró.  Fonte: Diário do Nordeste

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Forró ganha título de Patrimônio Cultural do Brasil: “O Nordeste pode comemorar”

Após 10 anos de processo junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), as Matrizes Tradicionais do Forró ganharam registro por parte da entidade Foto: Reprodução Uma das expressões mais populares do Brasil ganha um reconhecimento único. Um marco para ser festejado e reverenciar a memória de Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira, Marinês, Dominguinhos, Jackson do Pandeiro, Trio Nordestino e muitos outros mestres.   As Matrizes Tradicionais do Forró são agora Patrimônio Cultural do Brasil. O registro foi concedido na manhã dessa quinta-feira (9), após reunião do conselho consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Com o registro desse bem, músicos, produtores e toda a cadeia produtiva do forró sai fortalecida e representada. O dossiê apresentado ao Iphan reuniu extensa pesquisa textual, audiovisual e fotográfica.O intuito foi enumerar os aspectos sociais, históricos e culturais do gênero. Trata-se de toda uma série de fazeres e saberes que envolvem as matrizes tradicionais do forró, como o xote, baião, xaxado, coco e toada. O Iphan aponta que a Associação Cultural Balaio do Nordeste (PB), formalizou o pedido de registro no ano de 2011. A iniciativa também contou com participação do Fórum Forró de Raiz da Paraíba. Passado esse primeiro momento, o processo acompanhou uma série de encontros, fóruns e seminários com os artistas que dominam essa arte.   Participaram cantores, músicos, dançarinos, produtores, pesquisadores e associações do Nordeste e mais três estados brasileiros: Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. “É o resultado de um trabalho de 10 anos que vai nascendo”, conta a Presidente da Associação Balaio Nordeste e Coordenadora Nacional do Fórum do Forró de Raiz, Joana Alves.  “É gratificante saber quantos artistas podem ter condições de ser reconhecidos mundial e nacionalmente.  Vamos trabalhar na salvaguarda, em atrativos por leis de incentivo”. Próximo passo, avalia Joana Alves, é dar entrada para que o forró seja Patrimônio Mundial da Cultura no Brasil pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). “Temos o mundo cantando e dançando forró, só falta o registro”, conta Joana Alves.  AGRACIADOS  A cantora Marivalda Kariri é um dos grandes nomes do forró raiz no Brasil. Mestra da cultura cearense, ela compartilha estar emocionada com o título de Patrimônio Cultural. “Nunca imaginei, sinceramente, que o forró e nossas matrizes, a sanfona, a história da música nordestina, por que não dizer brasileira, afinal somos Brasil, fosse receber tamanho reconhecimento”, descreve.   Marivalda descreve que esta expressão é generosa, pois são inúmeras gerações que conseguiram trabalhar e sobreviver a partir desta musicalidade. A notícia é motivo de celebração, reitera a estrela do forró.   “Nós artistas, compositores forrozeiros, trabalhando sempre com cultura, fazendo as coisas acontecer, alegrando corações de todos os nordestinos em qualquer época de festa. Eu estou muito feliz. Viva o Brasil. Viva o Iphan e a cultura nordestina e brasileira”.  Para Ráu Rocha, sanfoneiro e cantor dos Muringa, é uma honra fazer parte dessa cultura. De poder tocar o fole e encantar as plateias. E nada mais justo, conta o músico, que o registro aconteça às vésperas do aniversário de Gonzagão, que é dia 13 de dezembro, o Dia Nacional do Forró.  “É um gênero artístico e cultural criado por nós, que abrange não somente a música, como os cordéis, as festas juninas, as vestimentas, o linguajar de um povo e o jeito único que só o nordestino tem”, defende Ráu Rocha.  DEDICAÇÃO  Além da expressão musical, Neopineo é reconhecido pela dedicação à defesa e pesquisa do forró. Um de seus últimos trabalhos, a canção “Forró Raiz” foi finalista no último final de semana da 4ª edição do Festival da Música de Fortaleza.  “Sou coco, xote, xaxado. Galope, forró, baião. Rastapé bem arroxado. Nas quadrilhas de São João. Na roça, de Mané Vito. Sou Xerém, sou Seu Luiz. Sou dança, lugar, sou ritmo. Eu sou o Forró Raiz”.  O músico que também é Diretor de Comunicação e Cultura da Associação Cearense do Forró (ACF), aponta que este acontecimento ilumina grandes mestres do passado que dignificaram o forró. “Vitória da manifestação cultural mais praticada no Planeta”, atesta.   Neopineo resgata que o primeiro registro da palavra “forró” foi encontrado na gravação fonográfica  “Forró na Roça”, canção composta pelos cearenses Dão Xerém e Manoel Queiroz, em 2 de julho de 1937.  Das muitas definições e processos de sua pesquisa, Neopineo defende que o gênero musical também é uma filosofia de vida para o povo cearense.    “Embasa e também é enraizada por manifestações culturais tais como grupos de pau de fita, reisado de congos, coco, manero pau, bandas cabaçais, xaxado, lampinha, penitentes, excelência e outras dezenas entranhadas nos 184 municípios do Ceará, onde o forró tem sua origem”.  REIVINDICAÇÃO  Neopineo explica que no último dia 2 de dezembro, a ACF entrou em contato com o Iphan via email. O envio aconteceu no prazo estabelecido pela entidade (até 5 de dezembro) para que a sociedade civil se manifestasse sobre o gênero nordestino. A iniciativa pede que a Associação cearense também seja creditada como coautora do pedido de registro do forró.  Na comunicação realizada, a entidade reúne uma série de documentos que comprovariam a solicitação realizada pela entidade junto ao Iphan em 2011.  “Nos sentimos isolados e não tivemos voz alguma nesse processo”, aponta trecho do email.  De acordo com a Associação, o pedido tem o objetivo de unir forças e ajudar o forró a ser reconhecido mundialmente.  “Cremos que perante a Unesco, o compartilhamento de proteção e salvaguarda do patrimônio cultural imaterial é muito mais bem visto que as iniciativas individuais ou de grupos isolado”, manifestou-se a Associação Cearense do Forró.  Fonte: Diário do Nordeste

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Majestade, Angelina Jolie e Irmã ruiva: quem são as mulheres que ocupam cargos de comando em facções do Ceará

Especialistas afirmam que papel da mulher mudou no crime organizado. Com maior participação em atividades ilícitas, mais mulheres foram mortas em 2021 do que em 2020, proporcionalmente Foto: Reprodução O crime organizado vive em constante mutação, para fugir da lei e se manter. Uma das movimentações observadas pelas autoridades nos últimos anos, no Ceará, foi o crescimento das mulheres dentro das facções criminosas. Elas passaram a assumir posições de comando e de confiança. Investigações policiais apontam que uma organização criminosa de origem carioca, que atua em todo o Brasil, tem uma mulher como uma das principais lideranças em território cearense. Almerinda Marla Barbosa de Sousa, a Irmã Ruiva’, de 40 anos, ocupa a função de conselheira na facção, com atuação no bairro Maraponga e arredores, em Fortaleza, segundo documento da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), da Polícia Civil do Ceará (PCCE). A extração de dados dos aparelhos celulares apreendidos com ‘Irmã Ruiva’, feita com autorização da Justiça Estadual, mostrou que ela negociava armas, participava de discussões sobre a briga por territórios e recebia comprovantes de depósitos bancários, em conversas com outros membros da facção. O dinheiro repassado a ela ia para a “caixinha” do grupo criminoso. ‘Irmã Ruiva’ foi acusada de ser uma das mandantes dos ataques criminosos que atingiram bens públicos e privados no Ceará em janeiro de 2019 e figurou na lista do Programa Estadual de Recompensa da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), com pagamento de recompensa de R$ 5 mil por informações sobre a localização dela. Almerinda de Sousa terminou sendo presa no Município de Jijoca de Jericoacoara, em novembro de 2020. Após a prisão de ‘Irmã Ruiva’, ‘Majestade’ ascendeu na facção. Valeska Pereira Monteiro assumiu em 2021 o papel de “tesoureira”, a principal responsável pela contabilidade financeira da facção carioca no Ceará, respondendo direto ao líder máximo do grupo criminoso no Estado, Max Miliano Machado da Silva – capturado em fevereiro deste ano no Estado do Pará. Outra investigação da Draco identificou que ‘Majestade’ passou a administrar o ‘Quadro da Biqueira’ da facção (termo utilizado para se referir à lista de pontos de venda de drogas) em junho deste ano, através do aplicativo WhatsApp. Em alguns dias, ela recebeu, em seu aparelho celular, mais de 1,7 mil cadastros, com informações sobre o responsável pelo ponto, vendedores, endereço e contato. A mulher acabou presa em Gramado, no Rio Grande do Sul, em agosto deste ano. Há ainda outros casos de mulheres que assumem papéis de confiança dentro da facção carioca. Como Maria Capelinne Martins Rodrigues, suspeita de ser a responsável pela logística e contabilidade do tráfico de drogas do grupo liderado por Francisco Cilas de Moura Araújo, o ‘Mago’, em Caucaia. E Angelina Custódio da Silva, a ‘Angelina Jolie’, chefe de uma quadrilha em Pacajus e suspeita de torturar e matar uma mulher naquele Município. Já em uma facção cearense, pelo menos cinco mulheres chegaram a posições de confiança da chefia. Reportagem do Diário do Nordeste publicada em janeiro deste ano mostrou que a esposa e irmãs de líderes da organização criminosa assumiram funções estratégicas para controlar o tráfico de drogas e as finanças da facção, com a prisão dos familiares. MULHER CRESCEU NOS CAMPOS LEGAIS E ILEGAIS Uma fonte da Inteligência da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) afirma que “a mulher, hoje, no crime, não faz mais o papel que ela fazia antes, até meados dos anos de 2012, 2013, quando o trabalho dela era prioritariamente doméstico, visitar o companheiro na cadeia e cuidar do filho aqui fora. Ela não se envolvia”. A mulher é mais discreta e passa mais confiança para os chefes das facções criminosas, principalmente se eles tiverem um relacionamento amoroso, segundo a fonte da Inteligência. “Devido as traições dos próprios companheiros de organização criminosa, que gera a dilapidação do patrimônio dos chefes de facção presos, para manter esse mesmo poder que ele tem aqui fora – ainda mais com as restrições que têm sido impostas pela gestão dos presídios – eles (presos) precisam que as mulheres fiquem no comando das facções, tanto na parte da cobrança, como na parte da logística, na distribuição e na lavagem do dinheiro (do tráfico)”, conta. Tem ocorrido muito isso aqui (mulheres no comando). Porque, quanto mais restrito lá (nos presídios), visitas, comunicação, celular, fica mais difícil para ele (chefe) manter o poder que tinha aqui fora. Então, quem faz esse papel hoje é a pessoa que pode visitar, que são as esposas, principalmente, ou outras mulheres da família”.                                                  FONTE DA INTELIGÊNCIA DA SSPDS Não quis ser identificado “Em compensação, com o aumento delas no comando, aumenta o número de assassinato de mulheres pelas facções rivais. Isso tem crescido bastante em todas as áreas da Região Metropolitana e da Capital”, revela a fonte. Em 2021, 298 mulheres já foram mortas no Ceará (entre janeiro e outubro), o que representa 10,3% de todos os Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs), conforme dados da SSPDS. O percentual do ano corrente é maior que de todo o ano de 2020, quando 8,3% das vítimas de homicídios eram mulheres, ou seja, 336 pessoas. Um advogado criminalista, que atende clientes ligados a facções criminosas e pediu para não ser identificado, corrobora que a o crime acompanha a sociedade e que a mulher “cresceu em todos os campos legais e também ilegais, ou seja, ela está ocupando posições e espaço”. O segundo ponto é a questão da mulher, a esposa, é a herdeira do criminoso, às vezes pela morte. Vamos lembrar que está tendo uma guerra, muito faccionado morrendo e, quando ele morre, ele deixa um legado e vai ser acompanhado por alguém. Geralmente é pela esposa. Eu conheço casos que são pela filha, pela mãe.”                                        

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Especialistas afirmam que papel da mulher mudou no crime organizado. Com maior participação em atividades ilícitas, mais mulheres foram mortas em 2021 do que em 2020, proporcionalmente Foto: Reprodução O crime organizado vive em constante mutação, para fugir da lei e se manter. Uma das movimentações observadas pelas autoridades nos últimos anos, no Ceará, foi o crescimento das mulheres dentro das facções criminosas. Elas passaram a assumir posições de comando e de confiança. Investigações policiais apontam que uma organização criminosa de origem carioca, que atua em todo o Brasil, tem uma mulher como uma das principais lideranças em território cearense. Almerinda Marla Barbosa de Sousa, a Irmã Ruiva’, de 40 anos, ocupa a função de conselheira na facção, com atuação no bairro Maraponga e arredores, em Fortaleza, segundo documento da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), da Polícia Civil do Ceará (PCCE). A extração de dados dos aparelhos celulares apreendidos com ‘Irmã Ruiva’, feita com autorização da Justiça Estadual, mostrou que ela negociava armas, participava de discussões sobre a briga por territórios e recebia comprovantes de depósitos bancários, em conversas com outros membros da facção. O dinheiro repassado a ela ia para a “caixinha” do grupo criminoso. ‘Irmã Ruiva’ foi acusada de ser uma das mandantes dos ataques criminosos que atingiram bens públicos e privados no Ceará em janeiro de 2019 e figurou na lista do Programa Estadual de Recompensa da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), com pagamento de recompensa de R$ 5 mil por informações sobre a localização dela. Almerinda de Sousa terminou sendo presa no Município de Jijoca de Jericoacoara, em novembro de 2020. Após a prisão de ‘Irmã Ruiva’, ‘Majestade’ ascendeu na facção. Valeska Pereira Monteiro assumiu em 2021 o papel de “tesoureira”, a principal responsável pela contabilidade financeira da facção carioca no Ceará, respondendo direto ao líder máximo do grupo criminoso no Estado, Max Miliano Machado da Silva – capturado em fevereiro deste ano no Estado do Pará. Outra investigação da Draco identificou que ‘Majestade’ passou a administrar o ‘Quadro da Biqueira’ da facção (termo utilizado para se referir à lista de pontos de venda de drogas) em junho deste ano, através do aplicativo WhatsApp. Em alguns dias, ela recebeu, em seu aparelho celular, mais de 1,7 mil cadastros, com informações sobre o responsável pelo ponto, vendedores, endereço e contato. A mulher acabou presa em Gramado, no Rio Grande do Sul, em agosto deste ano. Há ainda outros casos de mulheres que assumem papéis de confiança dentro da facção carioca. Como Maria Capelinne Martins Rodrigues, suspeita de ser a responsável pela logística e contabilidade do tráfico de drogas do grupo liderado por Francisco Cilas de Moura Araújo, o ‘Mago’, em Caucaia. E Angelina Custódio da Silva, a ‘Angelina Jolie’, chefe de uma quadrilha em Pacajus e suspeita de torturar e matar uma mulher naquele Município. Já em uma facção cearense, pelo menos cinco mulheres chegaram a posições de confiança da chefia. Reportagem do Diário do Nordeste publicada em janeiro deste ano mostrou que a esposa e irmãs de líderes da organização criminosa assumiram funções estratégicas para controlar o tráfico de drogas e as finanças da facção, com a prisão dos familiares. MULHER CRESCEU NOS CAMPOS LEGAIS E ILEGAIS Uma fonte da Inteligência da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) afirma que “a mulher, hoje, no crime, não faz mais o papel que ela fazia antes, até meados dos anos de 2012, 2013, quando o trabalho dela era prioritariamente doméstico, visitar o companheiro na cadeia e cuidar do filho aqui fora. Ela não se envolvia”. A mulher é mais discreta e passa mais confiança para os chefes das facções criminosas, principalmente se eles tiverem um relacionamento amoroso, segundo a fonte da Inteligência. “Devido as traições dos próprios companheiros de organização criminosa, que gera a dilapidação do patrimônio dos chefes de facção presos, para manter esse mesmo poder que ele tem aqui fora – ainda mais com as restrições que têm sido impostas pela gestão dos presídios – eles (presos) precisam que as mulheres fiquem no comando das facções, tanto na parte da cobrança, como na parte da logística, na distribuição e na lavagem do dinheiro (do tráfico)”, conta. Tem ocorrido muito isso aqui (mulheres no comando). Porque, quanto mais restrito lá (nos presídios), visitas, comunicação, celular, fica mais difícil para ele (chefe) manter o poder que tinha aqui fora. Então, quem faz esse papel hoje é a pessoa que pode visitar, que são as esposas, principalmente, ou outras mulheres da família”.                                                  FONTE DA INTELIGÊNCIA DA SSPDS Não quis ser identificado “Em compensação, com o aumento delas no comando, aumenta o número de assassinato de mulheres pelas facções rivais. Isso tem crescido bastante em todas as áreas da Região Metropolitana e da Capital”, revela a fonte. Em 2021, 298 mulheres já foram mortas no Ceará (entre janeiro e outubro), o que representa 10,3% de todos os Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs), conforme dados da SSPDS. O percentual do ano corrente é maior que de todo o ano de 2020, quando 8,3% das vítimas de homicídios eram mulheres, ou seja, 336 pessoas. Um advogado criminalista, que atende clientes ligados a facções criminosas e pediu para não ser identificado, corrobora que a o crime acompanha a sociedade e que a mulher “cresceu em todos os campos legais e também ilegais, ou seja, ela está ocupando posições e espaço”. O segundo ponto é a questão da mulher, a esposa, é a herdeira do criminoso, às vezes pela morte. Vamos lembrar que está tendo uma guerra, muito faccionado morrendo e, quando ele morre, ele deixa um legado e vai ser acompanhado por alguém. Geralmente é pela esposa. Eu conheço casos que são pela filha, pela mãe.”                                        

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Em 2022, o Colégio Paraíso unidade Conceito terá Período Integral

  Foto: Reprodução O Colégio Paraíso anunciou, recentemente, que, buscando atender às demandas de um novo contexto de mundo e de sociedade, estará oferecendo Período Integral, na Unidade Paraíso Conceito, para alunos do Infantil II ao 5° ano do Ensino Fundamental, das 7h às 17h.   No Período Integral, o aluno conta com diversas vantagens, desde a intensificação do ensino bilíngue e acompanhamento pedagógico na orientação de estudos e tarefas até o suporte de segurança e saúde oferecidos pela enfermaria e equipe própria do Colégio. O horário dos alunos é organizado entre: aulas regulares; banho, alimentação e descanso; e atividades complementares.  As atividades complementares no Período Integral do Colégio Paraíso, como esportes e atividades artísticas, são organizadas por Estações. As Estações são acompanhadas por profissionais especializados nas diversas áreas do conhecimento que vão trabalhar habilidades e competências necessárias para desenvolver integralmente essas crianças, preparando nossos alunos para a jornada de se tornar um cidadão do século XXI. As estações oferecidas serão: – Estação Pedagógica; – Estação Artes; – Estação STEM Labs; – Estação Recreação; – Estação Esporte e Dança. Dentro das atividades propostas nas estações de Recreação e Artes, os alunos serão estimulados a vivenciar o bilíngue.

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  Foto: Reprodução O Colégio Paraíso anunciou, recentemente, que, buscando atender às demandas de um novo contexto de mundo e de sociedade, estará oferecendo Período Integral, na Unidade Paraíso Conceito, para alunos do Infantil II ao 5° ano do Ensino Fundamental, das 7h às 17h.   No Período Integral, o aluno conta com diversas vantagens, desde a intensificação do ensino bilíngue e acompanhamento pedagógico na orientação de estudos e tarefas até o suporte de segurança e saúde oferecidos pela enfermaria e equipe própria do Colégio. O horário dos alunos é organizado entre: aulas regulares; banho, alimentação e descanso; e atividades complementares.  As atividades complementares no Período Integral do Colégio Paraíso, como esportes e atividades artísticas, são organizadas por Estações. As Estações são acompanhadas por profissionais especializados nas diversas áreas do conhecimento que vão trabalhar habilidades e competências necessárias para desenvolver integralmente essas crianças, preparando nossos alunos para a jornada de se tornar um cidadão do século XXI. As estações oferecidas serão: – Estação Pedagógica; – Estação Artes; – Estação STEM Labs; – Estação Recreação; – Estação Esporte e Dança. Dentro das atividades propostas nas estações de Recreação e Artes, os alunos serão estimulados a vivenciar o bilíngue.

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Câmara de Juazeiro concede título de cidadão ao advogado Juarez Saraiva

Juarez é pré-candidato a deputado estadual Foto: Reprodução Agência Caririensi O advogado e empresário Juarez Saraiva é o mais novo cidadão de Juazeiro do Norte, após pedido projeto de resolução do vereador Jesualdo Duarte (PSDB) ser aprovado por unanimidade pelos parlamentares. Juarez nasceu em Aurora, mas mora em Juazeiro há anos e mantém um escritório no município, prestando serviços à população. O advogado também é pré-candidato a deputado estadual pelo MDB e conta com o apoio do presidente do partido no Ceará, o ex-senador Eunício Oliveira.

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Juarez é pré-candidato a deputado estadual Foto: Reprodução Agência Caririensi O advogado e empresário Juarez Saraiva é o mais novo cidadão de Juazeiro do Norte, após pedido projeto de resolução do vereador Jesualdo Duarte (PSDB) ser aprovado por unanimidade pelos parlamentares. Juarez nasceu em Aurora, mas mora em Juazeiro há anos e mantém um escritório no município, prestando serviços à população. O advogado também é pré-candidato a deputado estadual pelo MDB e conta com o apoio do presidente do partido no Ceará, o ex-senador Eunício Oliveira.

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Ceará tem esboço de projeto de lei para criar Política Estadual de Cannabis para fins medicinais

A proposta tenta garantir, via Estado, aquilo que ainda carece de regulamentação nacional Foto: Arquivo pessoal de paciente que cultiva Cannabis medicinal Ainda não foi apresentado formalmente na Assembleia Legislativa, tampouco o texto é definitivo. Mas já há, no Ceará, o esboço de um projeto de lei que estabelece a “Política Estadual de Cannabis para fins terapêuticos”, incluindo o incentivo à pesquisa científica. A proposta, assim como outras leis estaduais – no Rio de Janeiro e na Paraíba – que passaram a vigorar recentemente no País, tenta garantir, via Estado, aquilo que ainda carece de regulamentação nacional.  No Brasil, desde 2015, tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 399/15, que regulamenta o plantio da Cannabis sativa para fins medicinais e também a comercialização de medicamentos que contenham extratos, substratos ou partes da planta no país. Em junho deste ano, a comissão especial da Câmara que analisou o PL aprovou um parecer favorável à legalização do cultivo no Brasil.  Nesse caso, a decisão diz respeito à utilização exclusivamente para fins medicinais, veterinários, científicos e industriais. Contudo, embora aprove o cultivo da cannabis, a lei  impõe restrições e o plantio só poderá ser feito por pessoas jurídicas (empresas, associações de pacientes ou organizações não governamentais), sem permissão ao cultivo individual – que, no Ceará, tem hoje 23 pessoas autorizadas.  O texto poderia seguir diretamente para o Senado, mas houve recurso pedindo que a norma seja analisada pelo plenário da Câmara. As posições contrárias à aprovação dizem que a medida pode levar ao aumento do número de usuários e dependentes da substância, de doenças e distúrbios psiquiátricos, e de custos médico-hospitalares para tratá-los via Sistema Único de Saúde (SUS). Enquanto a tramitação segue em meio a disputas na Câmara, nos estados, algumas assembleias legislativas têm aprovado projetos de lei referentes ao assunto. Confira os principais casos: Rio de Janeiro: a AL aprovou em 2020 um projeto de lei que autoriza o cultivo de Cannabis por associações de pacientes e institutos de pesquisa. O governador, à época, vetou, mas os deputados derrubaram o veto.  Distrito Federal: em abril de 2021, aprovou uma lei distrital de incentivo à pesquisa e estudo sobre o uso medicinal da Cannabis.  Paraíba: em junho de 2021, o Governo sancionou uma lei aprovada na Assembleia Legislativa referente, dentre outros pontos, ao incentivo de pesquisas sobre as possibilidades terapêuticas da  Cannabis e à produção de seus derivados, por meio de parcerias técnico-científicas.  O advogado, vice-presidente do Conselho Estadual de Políticas de Drogas no Ceará e diretor da Rede Reforma, Ítalo Coelho, explica que, diante da lacuna da regulamentação, alguns advogados no Ceará formularam um esboço de uma lei estadual e estão discutindo com as associações. Um dos focos é estimular a pesquisa com Cannabis no Ceará.  “Vários habeas corpus têm autorização para mandarem (Cannabis) para as universidades, para que elas possam pesquisar e testar, por exemplo, a quantidade de canabidiol”, ressalta ele.  O QUE DIZ O ESBOÇO DO PROJETO NO CEARÁ? Permite atividades de pesquisa, ensino e extensão com plantas de Cannabis e seus derivados, com amostras fornecidas por pacientes e/ou Associações, que tenham decisão judicial para cultivo de Cannabis com fins terapêuticos; Indica que as instituições de pesquisa poderão auxiliar atividades relacionadas ao cultivo, colheita, manipulação de sementes, mudas, insumos e derivados de Cannabis de pessoas físicas e jurídicas, desde que devidamente autorizadas; Estabelece que as associações de pacientes serão incentivadas a realizar convênios e parcerias com entidades públicas ou privadas para a realização de testes de qualidade de amostras dos extratos e dos vegetais in natura de Cannabis por elas produzidos;  Determina que o poder público deve incentivar a capacitação dos profissionais da Rede Estadual de Saúde sobre a terapêutica canabinoide;  Compete ao poder público também firmar convênios e parcerias com as Associações de pacientes e Instituições de pesquisa para promover campanhas informativas sobre boas práticas de procedimentos operacionais, das potencialidades e riscos do uso da Cannabis. 

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