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Crise entre os vereadores do PSD em Juazeiro do Norte (OPINIÃO)

Imagens: Agência Caririensi  Política de A a Z – Por Karol Matos O Partido Social Democrático (PSD) tem dois vereadores em Juazeiro do Norte – Cicinho Cabeleireiro e Padre Paulo César, eleitos na última eleição municipal de 2020. Como grande liderança, o partido tem à frente o habilidoso articulador político “Moura”. Com o início dos trabalhos legislativos, em 2023, na terra do Padre Cícero, a guerra de braços entre os vereadores Cicinho Cabelereiro e Padre Paulo parece não ter fim; isto porquê ambos têm interesses afins – nada menos que o mesmo cargo e, principalmente, liderar o partido na Câmara Municipal. Cargos, estes, que têm o poder de decidir os rumos do partido no legislativo e indicar os representantes das tão famosas “comissões da CMJN”.  Em contrapartida, o estreante na Casa Legislativa, vereador Padre Paulo, tem sido habilidoso e rápido, em garantir sua permanência na liderança do PSD, garantindo destaque nas decisões da câmara, e tem o aval do Presidente Estadual do PSD, o ex-governador Domingos Filho; este, aguarda o pedido de desfiliação do vice-prefeito de Juazeiro do Norte, Giovanni Sampaio, que na última eleição estadual, em 2022, não apoiou nenhum candidato do PSD. Nos bastidores da política juazeirense, Padre Paulo garante o placar de 1 a 0 contra Cicinho Cabeleireiro, que nos corredores da casa diz não ser mais nem candidato à reeleição para vereador. As cenas dos próximos capítulos, da dança política de Juazeiro do Norte, ainda pode surpreender, e muito, o “andar da carruagem”.

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Câmara Municipal de Juazeiro do Norte retoma sessões com ato solene e participação de autoridades

A Câmara Municipal de Juazeiro do Norte realizou nesta terça-feira (7) a Abertura do Ano Legislativo de 2023. A retomada dos trabalhos legislativos foi marcada por ato solene de hasteamento das bandeiras e pela Mensagem Governamental do prefeito Glêdson Bezerra, além da votação de projetos e da participação dos vereadores na Tribuna da Casa.   Imagem: Agência Caririensi/ Lucas Vieira  Na condução dos trabalhos, a presidenta Dra. Yanny Brena (PL) reforçou a importância do diálogo entre os poderes Executivo e Legislativo em prol do desenvolvimento de Juazeiro do Norte. “Vamos trabalhar com diálogo, respeito e nos aproximando da população. Estaremos à disposição das instituições, em particular do Poder Executivo. Nesta Casa não existe tempo para brigas, estamos aqui para servir aos juazeirenses”, afirmou. Imagens: Agência Caririensi/ Lucas Vieira  O prefeito Glêdson Bezerra, por sua vez, parabenizou a presidenta pela condução dos trabalhos, manifestou a intenção de estreitar relações com a Câmara e apontou as metas a serem alcançadas em 2023. Como gesto de aproximação com o Legislativo, ele esteve acompanhado de quase todo o secretariado municipal, com exceção dos titulares de duas pastas. “Eu compreendo que a relação institucional, de diálogo entre os poderes, somente trará bons resultados para a população de Juazeiro do Norte. Viemos aqui manifestar o nosso total interesse em manter as portas do Executivo abertas para o bom diálogo. Estamos aqui com muita humildade para receber críticas, sugestões e para contar com a fiscalização do Poder Legislativo”, afirmou o gestor. Na sessão ordinária, a presidenta Dra. Yanny colocou em votação nove projetos. Entre as matérias aprovadas está o Projeto de Indicação do vereador William Bazilio – Bilinha (PMN), que dispõe sobre o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração dos educadores de trânsito do Departamento Municipal de Trânsito (Demutran) de Juazeiro do Norte. Presentes Além do prefeito e da presidenta, estiveram presentes o promotor de Justiça, André Barroso; a titular da Delegacia da Mulher, delegada Dra. Suerda Bezerra; o gestor do Previjuno, Jesus Olanda; os vereadores Capitão Vieira (PTB), Márcio Joias (União), Claudionor Mota (PMN), Fábio do Gás (Rede), Cicinho Cabeleireiro (PSD), Dr. Víctor Lacerda (PSB), Jacqueline Gouveia (MDB), Adauto Araújo (PTB), Ivanildo Rosendo (DC), Lunga (PSB), Nivaldo Cabral (PTB), Lucas do Horto (MDB), Padre Paulo (PSD), Janu (Republicanos), Raimundo Júnior (MDB), Rosane Macedo (Cidadania), Darlan Lobo (PTB) e William Bazilio (PMN); o procurador geral do Município, Walberton Carneiro; e os secretários municipais Pergentina Jardim (Educação), Francimones Albuquerque (Saúde), Sílvia Paula (Segurança), Renato William (Turismo e Romaria), Cremilda Bringel (Relações Institucionais) e Bendimar Júnior (Esporte).

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A Câmara Municipal de Juazeiro do Norte realizou nesta terça-feira (7) a Abertura do Ano Legislativo de 2023. A retomada dos trabalhos legislativos foi marcada por ato solene de hasteamento das bandeiras e pela Mensagem Governamental do prefeito Glêdson Bezerra, além da votação de projetos e da participação dos vereadores na Tribuna da Casa.   Imagem: Agência Caririensi/ Lucas Vieira  Na condução dos trabalhos, a presidenta Dra. Yanny Brena (PL) reforçou a importância do diálogo entre os poderes Executivo e Legislativo em prol do desenvolvimento de Juazeiro do Norte. “Vamos trabalhar com diálogo, respeito e nos aproximando da população. Estaremos à disposição das instituições, em particular do Poder Executivo. Nesta Casa não existe tempo para brigas, estamos aqui para servir aos juazeirenses”, afirmou. Imagens: Agência Caririensi/ Lucas Vieira  O prefeito Glêdson Bezerra, por sua vez, parabenizou a presidenta pela condução dos trabalhos, manifestou a intenção de estreitar relações com a Câmara e apontou as metas a serem alcançadas em 2023. Como gesto de aproximação com o Legislativo, ele esteve acompanhado de quase todo o secretariado municipal, com exceção dos titulares de duas pastas. “Eu compreendo que a relação institucional, de diálogo entre os poderes, somente trará bons resultados para a população de Juazeiro do Norte. Viemos aqui manifestar o nosso total interesse em manter as portas do Executivo abertas para o bom diálogo. Estamos aqui com muita humildade para receber críticas, sugestões e para contar com a fiscalização do Poder Legislativo”, afirmou o gestor. Na sessão ordinária, a presidenta Dra. Yanny colocou em votação nove projetos. Entre as matérias aprovadas está o Projeto de Indicação do vereador William Bazilio – Bilinha (PMN), que dispõe sobre o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração dos educadores de trânsito do Departamento Municipal de Trânsito (Demutran) de Juazeiro do Norte. Presentes Além do prefeito e da presidenta, estiveram presentes o promotor de Justiça, André Barroso; a titular da Delegacia da Mulher, delegada Dra. Suerda Bezerra; o gestor do Previjuno, Jesus Olanda; os vereadores Capitão Vieira (PTB), Márcio Joias (União), Claudionor Mota (PMN), Fábio do Gás (Rede), Cicinho Cabeleireiro (PSD), Dr. Víctor Lacerda (PSB), Jacqueline Gouveia (MDB), Adauto Araújo (PTB), Ivanildo Rosendo (DC), Lunga (PSB), Nivaldo Cabral (PTB), Lucas do Horto (MDB), Padre Paulo (PSD), Janu (Republicanos), Raimundo Júnior (MDB), Rosane Macedo (Cidadania), Darlan Lobo (PTB) e William Bazilio (PMN); o procurador geral do Município, Walberton Carneiro; e os secretários municipais Pergentina Jardim (Educação), Francimones Albuquerque (Saúde), Sílvia Paula (Segurança), Renato William (Turismo e Romaria), Cremilda Bringel (Relações Institucionais) e Bendimar Júnior (Esporte).

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Alunos são flagrados empurrando ônibus da rede pública de ensino de Lavras da Mangabeira

Veículo em péssimas condições é o único disponível para transportar alunos e estes temem risco à vida  Imagens: Reprodução/ Redes Sociais  Agência Caririensi  Estudantes da rede pública de ensino de Lavras da Mangabeira foram flagrados, na segunda-feira (06), empurrando o ônibus escolar. Cena inusitada foi registrada pelos moradores.  Relatos de estudantes expõem que a frota de ônibus escolar necessita, com urgência, de manutenção por parte da gestão municipal e fiscalização do Detran. Estudantes ainda acrescentaram que, mesmo procurando a secretaria de educação e o próprio prefeito, Ronaldo Pedrosa Lima, o sucateamento dos veículos continua.

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Veículo em péssimas condições é o único disponível para transportar alunos e estes temem risco à vida  Imagens: Reprodução/ Redes Sociais  Agência Caririensi  Estudantes da rede pública de ensino de Lavras da Mangabeira foram flagrados, na segunda-feira (06), empurrando o ônibus escolar. Cena inusitada foi registrada pelos moradores.  Relatos de estudantes expõem que a frota de ônibus escolar necessita, com urgência, de manutenção por parte da gestão municipal e fiscalização do Detran. Estudantes ainda acrescentaram que, mesmo procurando a secretaria de educação e o próprio prefeito, Ronaldo Pedrosa Lima, o sucateamento dos veículos continua.

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Veículo em péssimas condições é o único disponível para transportar alunos e estes temem risco à vida  Imagens: Reprodução/ Redes Sociais  Agência Caririensi  Estudantes da rede pública de ensino de Lavras da Mangabeira foram flagrados, na segunda-feira (06), empurrando o ônibus escolar. Cena inusitada foi registrada pelos moradores.  Relatos de estudantes expõem que a frota de ônibus escolar necessita, com urgência, de manutenção por parte da gestão municipal e fiscalização do Detran. Estudantes ainda acrescentaram que, mesmo procurando a secretaria de educação e o próprio prefeito, Ronaldo Pedrosa Lima, o sucateamento dos veículos continua.

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Menina de 2 anos morre em Campo Grande após agressões, e mãe e padrasto são presos

Criança tinha sinais de espancamento e violência sexual; pai vinha denunciando maus-tratos havia dez meses Imagem: Reprodução/ Redes Sociais  A morte de Sophia de Jesus Ocampo, 2, que aconteceu na última semana em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, resultou na prisão preventiva da mãe e do padrasto da menina por homicídio qualificado por motivo fútil e estupro de vulnerável. Sophia deu entrada já sem vida na unidade de pronto-atendimento Coronel Antonino, no centro da capital, em 26 de janeiro. Estava acompanhada da mãe, a estudante Stephanie de Jesus da Silva, 24, que na época morava com o companheiro Christian Campoçano Leitheim, 25, padrasto da criança. Ao constatarem hematomas e escoriações no corpo da criança, os profissionais de saúde acionaram a polícia. A principal suspeita é que lesões causadas por agressões da mãe e do padrasto resultaram na morte da menina. Responsável pela defesa de Stephanie e de Chistian, a Defensoria Pública foi procurada neste sábado (4), por meio de sua assessoria de comunicação, mas não houve resposta aos questionamentos da reportagem. O laudo da causa morte da criança, divulgado pela Polícia Civil, aponta que ela sofreu um traumatismo na coluna e foi vítima de violência sexual não recente. Sophia se dividia entre as casas do pai e da mãe. Eles estão separados desde 2021 e a mãe tinha a guarda da criança. O pai, Jean Carlos Ocampo, que vive um casamento homoafetivo com um novo companheiro, Igor de Andrade, teve as primeiras suspeitas de maus-tratos à criança na virada entre os anos de 2021 e 2022, quando encontrou lesões no corpo da filha. Depois de passar dias na casa da mãe e do padrasto, Sophia foi para a casa do pai para passar a virada de ano. Mas estava com hematomas na perna, escoriações no braço e um ferimento na orelha. Na época, ele fotografou as marcas no corpo da menina e foi ao Conselho Tutelar, onde foi aconselhado a procurar a polícia. Depois, seguiu para a Delegacia Especializada de Proteção à Criança, onde registrou um boletim de ocorrência. Na época, não foi realizado o exame de corpo delito na criança porque o IML (Instituto Médico-Legal) estava fechado. O caso chegou a ser investigado, mas a primeira denúncia foi arquivada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul. Meses depois, em setembro, Sophia estava na casa da mãe quando deu entrada em uma UPA com um quadro de infecção intestinal e precisou ficar internada. Durante a internação, constatou-se uma fratura na perna dela. Na ocasião, a mãe afirmou que a fratura resultara de uma queda da menina no banheiro. O pai, contudo, mais uma vez suspeitou de possíveis maus-tratos e acionou novamente o Conselho Tutelar e a Polícia Civil. Registros de atendimentos da UPA apontam que a criança passou por consultas e procedimentos ao menos 12 vezes desde outubro, incluindo atendimentos da equipe ortopédica, até dar entrada pela última vez. O prontuário médico apontou que a criança deu entrada no hospital em 26 de janeiro já sem os sinais vitais. Apresentava lesões nos braços, nas costas, joelho e olho, além de inchaço no ombro esquerdo e na barriga. Também foi anotado que a vagina e o ânus da criança estavam excessivamente dilatados, destoando do padrão de normalidade, o que despertou a suspeita de que teria sido estuprada. A equipe médica ainda constatou que a criança estava morta havia ao menos quatro horas, pois apresentava rigidez cadavérica. Questionada pela equipe médica, a mãe negou que tivesse agredido a filha, mas disse que Sophia estava sob cuidado do padrasto. E admitiu que Christian “batia em Sophia com tapas e socos para corrigi-la”. No dia seguinte, o juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida decretou a prisão da mãe e do padrasto de Sophia por suspeita de homicídio qualificado por motivo fútil e estupro de vulnerável. Na avaliação da advogada Janice Andrade, que atua em favor do pai da criança, houve omissão sistêmica dos órgãos que deveriam servir como uma rede de proteção à criança: “A omissão de Estado incentivou a mãe e o padrasto a aumentarem cada vez mais o grau de violência”. A advogada disse esperar que a mãe e o padrasto sejam punidos com “todas as qualificadoras” pelos crimes de estupro, tortura e assassinato. Em depoimento à Polícia Civil, Stephanie afirmou que Sophia estava vomitando desde o dia anterior, tinha a barriga inchada e que ainda estava viva quando decidiu levá-la ao médico, em 26 de janeiro. Ela acrescentou que Chistian agrediu a filha algumas vezes, sendo a última vez dois dias antes. Mas disse que ficou com medo de denunciá-lo porque ele havia ameaçado tirar a guarda da sua outra filha, fruto do relacionamento entre os dois. Reprodução: Folha de SP

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Criança tinha sinais de espancamento e violência sexual; pai vinha denunciando maus-tratos havia dez meses Imagem: Reprodução/ Redes Sociais  A morte de Sophia de Jesus Ocampo, 2, que aconteceu na última semana em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, resultou na prisão preventiva da mãe e do padrasto da menina por homicídio qualificado por motivo fútil e estupro de vulnerável. Sophia deu entrada já sem vida na unidade de pronto-atendimento Coronel Antonino, no centro da capital, em 26 de janeiro. Estava acompanhada da mãe, a estudante Stephanie de Jesus da Silva, 24, que na época morava com o companheiro Christian Campoçano Leitheim, 25, padrasto da criança. Ao constatarem hematomas e escoriações no corpo da criança, os profissionais de saúde acionaram a polícia. A principal suspeita é que lesões causadas por agressões da mãe e do padrasto resultaram na morte da menina. Responsável pela defesa de Stephanie e de Chistian, a Defensoria Pública foi procurada neste sábado (4), por meio de sua assessoria de comunicação, mas não houve resposta aos questionamentos da reportagem. O laudo da causa morte da criança, divulgado pela Polícia Civil, aponta que ela sofreu um traumatismo na coluna e foi vítima de violência sexual não recente. Sophia se dividia entre as casas do pai e da mãe. Eles estão separados desde 2021 e a mãe tinha a guarda da criança. O pai, Jean Carlos Ocampo, que vive um casamento homoafetivo com um novo companheiro, Igor de Andrade, teve as primeiras suspeitas de maus-tratos à criança na virada entre os anos de 2021 e 2022, quando encontrou lesões no corpo da filha. Depois de passar dias na casa da mãe e do padrasto, Sophia foi para a casa do pai para passar a virada de ano. Mas estava com hematomas na perna, escoriações no braço e um ferimento na orelha. Na época, ele fotografou as marcas no corpo da menina e foi ao Conselho Tutelar, onde foi aconselhado a procurar a polícia. Depois, seguiu para a Delegacia Especializada de Proteção à Criança, onde registrou um boletim de ocorrência. Na época, não foi realizado o exame de corpo delito na criança porque o IML (Instituto Médico-Legal) estava fechado. O caso chegou a ser investigado, mas a primeira denúncia foi arquivada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul. Meses depois, em setembro, Sophia estava na casa da mãe quando deu entrada em uma UPA com um quadro de infecção intestinal e precisou ficar internada. Durante a internação, constatou-se uma fratura na perna dela. Na ocasião, a mãe afirmou que a fratura resultara de uma queda da menina no banheiro. O pai, contudo, mais uma vez suspeitou de possíveis maus-tratos e acionou novamente o Conselho Tutelar e a Polícia Civil. Registros de atendimentos da UPA apontam que a criança passou por consultas e procedimentos ao menos 12 vezes desde outubro, incluindo atendimentos da equipe ortopédica, até dar entrada pela última vez. O prontuário médico apontou que a criança deu entrada no hospital em 26 de janeiro já sem os sinais vitais. Apresentava lesões nos braços, nas costas, joelho e olho, além de inchaço no ombro esquerdo e na barriga. Também foi anotado que a vagina e o ânus da criança estavam excessivamente dilatados, destoando do padrão de normalidade, o que despertou a suspeita de que teria sido estuprada. A equipe médica ainda constatou que a criança estava morta havia ao menos quatro horas, pois apresentava rigidez cadavérica. Questionada pela equipe médica, a mãe negou que tivesse agredido a filha, mas disse que Sophia estava sob cuidado do padrasto. E admitiu que Christian “batia em Sophia com tapas e socos para corrigi-la”. No dia seguinte, o juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida decretou a prisão da mãe e do padrasto de Sophia por suspeita de homicídio qualificado por motivo fútil e estupro de vulnerável. Na avaliação da advogada Janice Andrade, que atua em favor do pai da criança, houve omissão sistêmica dos órgãos que deveriam servir como uma rede de proteção à criança: “A omissão de Estado incentivou a mãe e o padrasto a aumentarem cada vez mais o grau de violência”. A advogada disse esperar que a mãe e o padrasto sejam punidos com “todas as qualificadoras” pelos crimes de estupro, tortura e assassinato. Em depoimento à Polícia Civil, Stephanie afirmou que Sophia estava vomitando desde o dia anterior, tinha a barriga inchada e que ainda estava viva quando decidiu levá-la ao médico, em 26 de janeiro. Ela acrescentou que Chistian agrediu a filha algumas vezes, sendo a última vez dois dias antes. Mas disse que ficou com medo de denunciá-lo porque ele havia ameaçado tirar a guarda da sua outra filha, fruto do relacionamento entre os dois. Reprodução: Folha de SP

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