Author name: admin

Ampliado auxílio do setor de eventos para beneficiar 20 mil profissionais no Ceará

O anúncio foi feito nas redes sociais do governador nesta terça-feira (13) Legenda – (Foto: Arquivo/João Boaventura Neto/Blog do Boa) João Boaventura Neto O governador Camilo Santana (PT) anunciou a ampliação do auxílio ao setor de eventos, em live nesta terça-feira, dia 13. A medida anterior apoiaria 10 mil profissionais, mas 19.830 pessoas se inscreveram, e o governador autorizou o pagamento para todos os inscritos. Os profissionais podiam solicitar o auxílio de R$ 1.000 (pago em duas parcelas de R$ 500) por meio de um cadastro feito pela internet. O estado previa beneficiar cerca de 10 mil profissionais com o auxílio, mas ampliou devido à quantidade de inscritos. “Essa é mais uma medida importante que o Estado toma. Lembrando a informação que me foi repassada hoje pelo setor responsável que está sendo liderada pela Secult, o pagamento da primeira parcela será iniciado daqui a uma semana, no dia 20 de abril. O pagamento vai até o dia 30 de abril”, detalhou Camilo. “E a segunda parcela do dia 15 ao dia 31 de maio. Um investimento importante, de quase R$ 20 milhões só nessa medida que o estado tem feito para apoiar um setor tão importante, que tem sofrido muito com as medidas de restrições sanitárias durante esse ano de pandemia aqui no estado”, complementou o governador do Ceará. O processo de seleção passaria por cadastro e critérios da Secretaria de Cultura do Ceará (Secult). O investimento inicial era de R$10 milhões, mas deve dobrar com a nova quantidade de beneficiados. O auxílio foi anunciado no dia 26 de fevereiro pelo governador Camilo Santana (PT). Entre os beneficiados pelo auxílio estão inclusos técnicos de som, luz, figurino e cenotécnica, produtores, montadores de palcos, cerimonialistas de eventos, decoradores de eventos, recepcionistas de eventos, fotógrafos e cinegrafistas de eventos, além de músicos, humoristas, artistas de rua e profissionais de circo. Medidas de apoio para o setor de eventos: Auxílio financeiro do Governo do Ceará para os profissionais do Setor de Eventos no valor de R$ 1.000, divididos em duas parcelas de R$ 500, mediante cadastro e critérios da Secretaria da Cultura (Secult); Lançamento de um edital no valor de R$ 4 milhões para eventos corporativos virtuais, voltados para a produção de feiras, seminários, congressos, simpósios, exposições e congêneres; Isenção do IPVA 2021 para veículos registrados em nome de empresas de eventos, e para até um carro que esteja no nome de profissionais autônomos ou microempreendedores individuais (MEI) formalizados, que atuem comprovadamente no ramo de eventos; Parcelamento das dívidas de ICMS com o Estado do Ceará em até 60 meses (5 anos), com o objetivo de regularizar a situação fiscal de empresas do setor de eventos; Quando liberados os eventos presenciais, os equipamentos públicos do Estado isentarão o pagamento de qualquer taxa ou aluguel por seis meses para os eventos ali sediados. Medidas de apoio sancionadas Camilo também sancionou a lei que a autoriza a suspensão da cobrança da taxa paga à Agencia Reguladora do Estado do Ceará (Arce) ao setor de transporte intermunicipal de passageiros. A medida vai durar por dois meses. O governador também sancionou a lei do auxílio cesta básica, que deve beneficiar cerca de 150 mil famílias onde há trabalhadores de transporte alternativo, motoristas de aplicativo, taxistas, mototaxistas, feirantes, vendedores ambulantes etc. As duas leis sancionadas vão ser publicadas no próximo Diário Oficial do Estado (DOE).

Ampliado auxílio do setor de eventos para beneficiar 20 mil profissionais no Ceará Read More »

Demissão de gestantes em Juazeiro do Norte volta a ser pauta na Câmara Municipal

Vereadores fizeram levantamento da quantidade de contratos e cobram resposta do executivo juazeirense  Foto Lucas Vieira/ Portal Cariri En Si Pedro Paulo Vieira Voltou a ser pauta na Câmara Municipal de Juazeiro do Norte, a demissão das servidoras em período de gestação.  A Gestão executou a ação alegando uma recomendação do Ministério Público Estadual. Alguns vereadores estão investigando a fundo o caso e relataram que ainda não foi apresentada a recomendação, e que num rápido levantamento apresentado, Juazeiro do Norte tem quase 2.000 contratados e entre estes existem mulheres em períodos de gestação.  O vereador Capitão Vieira (PTB), apresentou um áudio de uma reunião realizada na tarde dessa segunda-feira, dia 12, na sede da Secretaria da Saúde, com a presença da titular da pasta, Francimones Albuquerque, e ficou constatado que só na Saúde são 480 contratados e, entre estes, mulheres em período de gestação.  O vereador cobra uma resposta do Município e do Ministério Público sobre a situação, e pede a recontratação das servidoras que foram desligadas. Assista ao vídeo:

Demissão de gestantes em Juazeiro do Norte volta a ser pauta na Câmara Municipal Read More »

Senado Federal inicia abertura da CPI da Covid-19 nesta terça-feira (13)

Ministro Luís Roberto Barroso, do STF, determinou instalação da comissão, que vai apurar ações do Governo Federal na pandemia Reprodução O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), iniciou, na tarde desta terça-feira (13) a leitura do requerimento de abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19. A investigação foi determinada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), na última quinta-feira (8) para investigar a responsabilidade do Governo Federal na condução da pandemia. O ministro Barroso concedeu liminar em mandado de segurança apresentado em março pelos senadores Alessandro Vieira e Jorge Kajuru, do Cidadania, e liberou o tema para julgamento colegiado no plenário virtual da Corte. Ele também acatou o pedido de senadores da oposição, que buscavam a instalação da comissão por Pacheco. A proposta da CPI, elaborada por Randolfe Rodrigues (Rede-AP), alcançou 32 assinaturas, mais do que as 27 necessárias para avançar. Com o pedido dos parlamentares, Barroso concordou que Pacheco era obrigado a instalar a CPI. O presidente do Senado, porém, foi contra a ideia: ele afirmou que teria direito a um “juízo de conveniência”, podendo julgar se a realização da comissão seria conveniente em algum momento — o que, no caso da CPI da Covid-19, ele discorda. O objetivo da CPI, conforme o pedido de Randolfe Rodrigues, é “apurar as ações e omissões do Governo Federal no enfrentamento da pandemia da Covid-19 no Brasil e, em especial, no agravamento da crise sanitária no Amazonas com a ausência de oxigênio para os pacientes internados”. Inicialmente, portanto, o foco é o Governo Federal, começando pelos casos de falta de oxigênio em Manaus no mês de janeiro deste ano, quando a proposta foi elaborada, e a coleta de assinaturas, iniciada. O presidente Jair Bolsonaro criticou o pedido inicial — para ele, a conduta de estados e municípios também deveria ser apurada. O chefe do Executivo nacional chegou a dizer que o foco no governo dele se deu para produzir um “relatório sacana”. O regimento interno da Casa, contudo, impede que uma CPI investigue prefeitos e governadores. Diariodonordeste

Senado Federal inicia abertura da CPI da Covid-19 nesta terça-feira (13) Read More »

Pai de Henry Borel pede que a ‘Justiça de Deus’ seja feita: ‘estou no fundo do poço’

A criança morreu na madrugada de 8 de março Reprodução O pai de Henry Borel, de 4 anos, o engenheiro Leniel Borel de Almeida, relatou a aflição de acompanhar os desdobramentos do caso. “As últimas notícias acabaram comigo, cada dia chego mais ao fundo do poço, já não sei se aguento mais”, disse em uma rede social, nesta terça-feira (12).  “Deus, que a sua justiça seja feita”, lastimou. A criança morreu na madrugada de 8 de março, no apartamento em que vivia com a mãe, a professora Monique Medeiros, e o padrasto, o vereador Dr. Jairinho (sem partido).  Na publicação, Leniel recorda os momentos vividos ao lado do filho. “Filhinho, sempre lembraremos de você sorrindo, da sua alegria contagiante e sua personificação de amor. Você sempre será a razão da minha felicidade, meu melhor amigo”, disse.  Ele faz ainda um apelo: “Por favor, receba meu anjo em teus braços. Ajude-nos a acabar com a violência contra crianças. Em breve estaremos juntos com o Senhor, em um lugar que nunca mais haverá morte, nem dor e sofrimento e toda lagrima será enxugada.” Henry Borel morreu na madrugada de 8 de março, no apartamento em que vivia com Monique e Dr. Jairinho, na Barra da Tijuca. Segundo as investigações, Henry era agredido pelo vereador com bandas, chutes e pancadas na cabeça. Monique tinha conhecimento da violência desde o dia 12 de fevereiro, pelo menos.  Henry foi levado pela mãe e pelo padrasto ao hospital Barra D’Or na madrugada de 8 de março e já chegou à unidade sem vida.  Os celulares do casal e de outros envolvidos no caso foram apreendidos no início das investigações. A polícia descobriu que Dr. Jairinho e Monique apagaram conversas de seus telefones e suspeitam que tenham trocado de aparelho.  A partir de um software israelense, o Cellebrite Premium, comprado pela Polícia Civil no último dia 31 de março, foi possível recuperar o conteúdo. Durante a prisão, na quinta-feira, o casal tentou se livrar dos celulares que usavam, jogando os aparelhos pela janela. A polícia conseguiu recuperar os celulares.  O vereador tem um histórico de violência. A polícia investiga se ele agrediu duas crianças, filhos de suas ex-namoradas. Uma das crianças, hoje com 13 anos, prestou depoimento à polícia e contou sobre agressões que sofreu quando tinha cinco anos. Monique também chamou atenção dos policiais por seu comportamento após a morte do filho. Antes de ir à delegacia, no início das investigações, ela trocou de roupa duas vezes até escolher um modelo branco.  No dia seguinte ao enterro, ela passou a tarde no salão de beleza para fazer as unhas e o cabelo. O vereador carioca Jairo Souza Santos Júnior, mais conhecido como Dr. Jairinho, e a mãe de Henry Borel, a professora Monique Medeiros, foram detidos no dia 8 de abril por policiais da 16ª DP, da Barra da Tijuca, após a juíza Elizabeth Louro Machado, do II Tribunal do Júri da Capital, expedir mandados de prisão temporária por 30 dias.  Os investigadores afirmam que Henry foi assassinado com emprego de tortura e sem chance de defesa. O inquérito aponta que a criança chegou à casa da mãe por volta de 19h20 de 7 de março, um domingo, após passar o fim de semana com o pai.  Conforme o depoimento prestado pelo pai de Henry na delegacia, a mãe da criança teria ligado para ele por volta das 4h30 de 8 de março e comunicado o incidente. Segundo Leniel, Monique teria dito que encontrou o filho com os olhos revirados e com dificuldade de respirar e o teria levado ao hospital.  Henry foi levado ao hospital pela mãe e pelo padrasto Dr. Jairinho. O menino chegou na unidade de saúde sem vida, com hemorragia interna, laceração hepática, contusões e edemas.  Ao analisar imagens do elevador, os peritos responsáveis pelo caso identificaram que ele já estava morto quando foi levado ao hospital. Diante disso, a Polícia Civil investiga se a mãe da criança, a professora Monique Medeiros, e o padrasto, o vereador Dr. Jairinho (sem partido), demoraram 39 minutos para socorrê-lo.  diariodonordeste

Pai de Henry Borel pede que a ‘Justiça de Deus’ seja feita: ‘estou no fundo do poço’ Read More »

Conmebol receberá 50 mil doses da Coronavac e quer imunizar jogadores

O principal objetivo neste ano será garantir a Copa América masculina, com início marcado para junho, na Argentina e na Colômbia Ilustrativa A Conmebol, entidade máxima do futebol sul-americano, anunciou nesta terça-feira (13) que receberá uma doação de 50 mil doses da vacina contra Covid-19 feita pela farmacêutica chinesa Sinovac, a produtora da Coronavac. Segundo a confederação, “a imunização focará as equipes principais do futebol profissional sul-americano dos torneios de primeira categoria, masculinos e femininos”. O principal objetivo neste ano será garantir a Copa América masculina, com início marcado para junho, na Argentina e na Colômbia. A tendência é que times participantes da Libertadores também estejam no público alvo. A Conmebol não diz quando iniciará seu plano de imunização nem dá mais explicações sobre ele, mas afirma que se trata de um respaldo ao futebol no continente. Também não há qualquer informação de possíveis contrapartidas à empresa chinesa. O presidente da Conmebol, o paraguaio Alejandro Domínguez, agradece ainda ao presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, a outros integrantes do governo uruguaio (inclusive o embaixador na China, Fernando Lugris) e ao presidente da Associação de Futebol do Uruguai, Ignacio Alonso. O país tem contrato com a fabricante e está imunizando sua população com a Coronavac. “Nenhuma outra confederação no mundo conseguiu até hoje ter à disposição imunizantes para um processo massivo de vacinação”, completa a nota, que ainda ressalta que o governo do Uruguai não recebeu nada em troca por intermediar a negociação. folhapress

Conmebol receberá 50 mil doses da Coronavac e quer imunizar jogadores Read More »

Campanha solidária arrecada alimentos para os mais carentes de Crato; assista a live

A Campanha Amigos do Crato tem a finalidade de arrecadas alimentos para os mais necessitados do município durante a pandemia de Covid-19. Assista a live nesta terça (13) Divulgação João Boaventura Neto A Campanha solidária Amigos do Crato, com finalidade de arrecadar alimentos para os mais carentes do município, realiza live nesta terça-feira, dia 13, a partir das 19h pelo Instagram com o cantor Joilson Lobo e o músico Jota Alencar. A apresentação da live será da comunicadora Marleide Duarte. @josilsonlobo @marleideduarte @jotAlencar A idealização é do empresário Erivalton Freire, com a participação do repórter Ed. Alencar e de Érico da Batateira. Os padres Acurcio, reitor do Seminário do Crato; George, da igreja Sagrado Coração de Jesus e Joaquim Ivo da igreja Nossa Senhora Aparecida também participam da campanha e as igrejas são locais para entregar as doações dos alimentos. O Hotel Portal do Crato também é local cadastrado para a entrega de alimentos. O hotel funciona 24h e sempre tem alguém para receber as doações. Os padres Acurcio e George gravaram vídeo pedindo a colaboração de todos Assista ao vídeo:

Campanha solidária arrecada alimentos para os mais carentes de Crato; assista a live Read More »

Gravação de Kajuru expõe fragilidade no sistema de comunicação do governo

Além de instalar uma nova crise na Praça dos Três Poderes, a divulgação da conversa com o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) expôs mais uma vez a fragilidade no sistema de comunicação do presidente Jair Bolsonaro Reprodução Além de instalar uma nova crise na Praça dos Três Poderes, a divulgação da conversa com o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) expôs mais uma vez a fragilidade no sistema de comunicação do presidente Jair Bolsonaro. A falta de confidencialidade transformou o que seria uma conversa privada com um congressista próximo em novo atrito nas relações institucionais. Embora haja suspeitas de que a divulgação tenha sido combinada previamente, não seria a primeira vez que o presidente, adepto de celular pessoal para conversas com políticos e pessoas de sua confiança, tem diálogos expostos – em alguns casos, por ele próprio. Orientado pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI), Bolsonaro troca de número de celular com alguma frequência. Contudo, a maneira como interage com a tecnologia deixa brechas para contratempos. O presidente gosta de usar um dispositivo pessoal para receber e fazer ligações e para trocar mensagens com aliados, o que não é recomendado pela inteligência do governo. O aparelho de telefonia celular disponibilizado pela Abin, o Terminal de Comunicação Segura (TCS), é repleto de restrições e não permite a instalação de aplicativos externos. Todos os agentes públicos que tratam de “assuntos de interesse do serviço público e do Estado” podem ter acesso ao equipamento, controlado pelo GSI. O dispositivo contém mecanismos de criptografia exclusivos do governo brasileiro, conforme explícito na portaria que disciplina o uso da tecnologia. Mas Bolsonaro gosta é do WhatsApp. Embora não recomendado, ele usa o aplicativo para liderar o governo. É com ele que interage com a equipe, dá ordens, encaminha denúncias e até coordena a sua “Abin paralela”, formada por agentes de segurança nos Estados que lhe abastecem pela manhã com informações reservadas. No fim de semana, Bolsonaro atendeu ao telefone pessoal com um arrastado “Fala, Kajuru”. O senador já disse no Senado que grava conversas com todos os políticos com quem interage. Tem até uma “caneta espiã” recebida do apresentador de TV José Luiz Datena. Para gravar Bolsonaro, ele narra que o método foi menos sofisticado. Telefonou, ligou o viva voz do celular e um de seus assessores aproximou outro aparelho em modo de gravação. Kajuru nega que o telefonema para tratar da CPI da Covid tenha sido um “teatro”. “Se alguém fez teatro aí, foi ele”, disse o senador em entrevista ao Estadão. Já Bolsonaro reclamou da divulgação a apoiadores e disse que, para ser gravado, seria necessária autorização judicial, o que não é verdade, uma vez que não há proibição na lei nos casos em que a divulgação é feita por um dos interlocutores. Segundo especialistas, mesmo as mais refinadas tecnologias da inteligência do governo podem deixar brechas para que o presidente fique exposto. A técnica de Kajuru driblaria até mecanismos mais sofisticados. Trata-se de uma insegurança inerente à comunicação por meio telefônico porque é impossível controlar a reação do interlocutor. Especialista em cibersegurança, Lucas Galvão, da Mission Command, diz ser possível aplicar camadas de proteção sobre as formas de se comunicar por dispositivos móveis, seja por SMS, e-mail ou voz. Esse incremento, porém, depende também da disposição do usuário – no caso, o presidente – de acolher novos protocolos. “O presidente deveria se comunicar através das ferramentas que o próprio governo e a Abin recomendam”, disse. “Creio que esbarram na ‘boa prática de governança’ versus ‘resistência ao uso dessas tecnologias’, que por vezes não têm essa roupagem comum, vista nos famosos apps, como o Whatsapp”. Em síntese, todo mundo já usa o WhatsApp e fica inviável migrar para um novo sistema usado por pouca gente e que compromete a agradabilidade do uso em nome da segurança. “Não sabemos quanto o próprio presidente está disposto (a se adaptar a protocolos mais rígidos). Tem pessoas que não têm tanta inclinação para ler letras miúdas de protocolos. Quanto mais proteção você quer, mais você tem que buscar conhecimento sobre o assunto”, afirmou Galvão. A preferência do presidente pelas ferramentas mais populares já rendeu desgastes anteriores. Em maio passado, no auge da crise com o então ministro Sérgio Moro, mensagens trocadas com o ex-chefe da pasta da Justiça se tornaram públicas e trouxeram à luz a pressão pela troca do comando da Polícia Federal para proteger aliados. Na mesma época, o presidente teve a ideia de, diante das câmeras que o aguardavam na chegada ao Palácio da Alvorada, mostrar as mensagens trocadas com Moro para rebater a tese de interferência na polícia. Acabou mostrando também, de maneira inadvertida, que cobrou de Moro informações sobre participação da Força Nacional em ajuda a órgão ambiental para a destruição de maquinário usado no desmatamento da Amazônia. O deslize colocou mais uma lenha na fogueira da crise ambiental. Os desentendimentos em série que resultaram na demissão do então Secretário-Geral da Presidência Gustavo Bebianno também passaram pelo “zap” de Bolsonaro. Primeiro, em fevereiro de 2019, um áudio foi parar nas mãos do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ). O filho do presidente divulgou a gravação para afirmar que Bebianno, falecido em março de 2020, mentia ao dizer que o então aliado conversara com o presidente sobre a crise dos “laranjas do PSL”, partido pelo qual Bolsonaro foi eleito. Mais tarde, mais áudios da conversa entre Bebianno e Bolsonaro chegaram ao público e mostraram outra versão da história, desmentindo o clã. “Querer empurrar essa batata quente desse dinheiro lá para candidata em Pernambuco pro meu colo, aí não vai dar certo. Aí é desonestidade e falta de caráter”, dizia o presidente, em uma das gravações. Procurado, o GSI da Presidência da República não se manifestou sobre a segurança na comunicação eletrônica do presidente Jair Bolsonaro. Opovo

Gravação de Kajuru expõe fragilidade no sistema de comunicação do governo Read More »

Quase 16 mil cearenses não voltaram para tomar 2ª dose de vacina contra Covid-19

Motivos vão desde esquecimento até a morte do paciente, segundo a Secretaria da Saúde Reprodução A ansiedade pela imunização em massa contra a Covid pode tornar esse número incompreensível, mas 15.793 cearenses ainda não retornaram aos postos de vacinação para tomar a 2ª dose da Coronavac. Os dados são do Ministério da Saúde (MS), tabulados pelo Diário do Nordeste. Entre os dias 18 de janeiro, primeiro dia de vacinação no Ceará, e 13 de março deste ano, 232.106 pessoas tomaram a 1ª dose da Coronavac. Portanto, esse mesmo quantitativo deveria ter tomado a 2ª dose até o último sábado, 10 de abril, considerando o intervalo máximo de 28 dias entre as doses do imunizante.  Mas até o dia 10 deste mês, data mais atual disponível no banco de dados do MS, apenas 216.313 cearenses retornaram aos postos para garantir o reforço – mais de 15,7 mil aquém do esperado, uma taxa de abandono de 8,5%. Apesar de alto, o número é o 6º menor do Brasil, 3º mais baixo do Nordeste. Estados brasileiros com população maior e que, por consequência, já aplicaram mais doses podem ter proporcionalmente maiores taxas de abandono. Além disso, foram encontrados erros no preenchimento das datas de aplicação em diversas unidades federativas, incluindo o Ceará. Para o levantamento, o Diário do Nordeste considerou somente a Coronavac, produzida pela Sinovac em parceria com o Butantan, devido ao prazo de 28 dias entre as doses. A aplicação do reforço nos cearenses que tomaram a vacina da AstraZeneca/Oxford só terá início na próxima semana. Os motivos para o atraso na dose vão desde esquecimento até a morte do paciente, como aponta Magda Almeida, secretária executiva de Vigilância e Regulação da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa). Outro fator, segundo a gestora, “são os eventos adversos: quem teve eventos moderados ou graves após a primeira dose não pode tomar a segunda”. Há também os cearenses que faleceram no intervalo de 28 dias, seja por Covid, seja por outras causas. Em 17 de março, conversamos com Helvia Lima, 42, sobre a espera do pai dela, José Ayres de Lima, 81, por um leito de UTI Covid. Após dias internado em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Fortaleza, o aposentado faleceu, encerrando a espera pela vaga e também pela segunda dose da vacina que tomaria. A aplicação do reforço da vacina contra a Covid é a única forma de garantir a imunidade: só a primeira não protege, como alerta Magda. “A orientação da Sesa é que os municípios realizem a busca ativa dessas pessoas”, frisa. O imunologista Edson Teixeira, professor do Departamento de Patologia e Medicina Legal da Universidade Federal do Ceará (UFC), também revela preocupação quanto à “confiança das pessoas de que estão imunizadas só com a primeira dose”. Ele salienta, ainda, que os pacientes que, por quaisquer razões, não compareceram ao posto de vacinação na data marcada devem, sim, buscar a complementação do esquema vacinal. O imunologista aponta que a desinformação sobre a necessidade de tomar as duas doses é um fator determinante para aumentar o número de ausentes. “Muitas vezes a informação não chega clara, e gera o conhecimento incorreto de que ao tomar a primeira dose já se atingiu o nível de proteção necessário”, lamenta. Edson, assim como Magda, aponta a busca ativa como solução importante do problema. “Existe a capilaridade do Programa de Saúde da Família, então é possível mapear essas pessoas a partir do endereço e através dos agentes comunitários de saúde. É muito importante que, sobretudo os idosos, atinjam a porcentagem ideal”, finaliza. Diariodonordeste

Quase 16 mil cearenses não voltaram para tomar 2ª dose de vacina contra Covid-19 Read More »

MPCE, MPF e MPT pedem mais 1,4 milhão de vacinas para grupos prioritários no Ceará

A finalidade é manter o funcionamento da força de trabalho dos serviços de saúde e dos serviços essenciais, bem como dos demais grupos prioritários Ilustrativa João Boaventura Neto O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) solicitaram ao Programa Nacional de Imunização a revisão da meta de vacinação para Covid-19 no Estado do Ceará com o acréscimo de 1.440.932 doses para os grupos prioritários.  O intuito é ampliar a vacinação dos trabalhadores de saúde a fim de reduzir a morbimortalidade e manter o funcionamento da força de trabalho dos serviços de saúde e dos serviços essenciais, bem como dos demais grupos prioritários. Diante do cenário epidemiológico do Ceará, houve aumento de 2.334 para 3.621 leitos para atender pacientes com Covid-19 na rede pública estadual, conforme dados da Secretaria de Saúde do Estado, acarretando mais trabalhadores de saúde da linha de frente.  Além disso, houve também implantação de hospitais de campanha, centros de coleta e testagem, centros de atendimento e vacinação, além da ampliação do entendimento de quais categorias englobam os profissionais da linha de frente, como funcionários de funerárias e cemitérios, profissionais que atuam nas barreiras sanitárias, fiscalização e desinfecção de ambientes, etc. Vale ressaltar que o Estado já disponibilizou, até o momento, 93% da meta desse grupo (conforme os parâmetros do Ministério da Saúde), contudo, mesmo assim, profissionais da linha de frente e que trabalham diretamente na assistência de pacientes ainda não receberam a vacina, principalmente na Capital, revelando-se um déficit na meta de trabalhadores de saúde.  Dados do Vacinômetro demonstram que 97% das primeiras doses disponibilizadas pelo Programa Nacional de Imunização já foram aplicadas no Ceará. No Estado, há inclusive meta estabelecida por decisão judicial para recebimento da próxima remessa de vacinas de aplicação de 85% do lote anterior e a grande maioria dos Municípios tem alcançado a meta. Entretanto, o Ceará está em 9º lugar dentre os estados brasileiros que mais aplicaram a primeira dose, fato que se deve à quantidade insuficiente de vacinas enviadas até o presente momento em face dos dados para as quotas do Estado serem insuficientes para os grupos prioritários. A solicitação ao Programa Nacional de Imunização foi assinada pela procuradora de Justiça Isabel Pôrto; pelos promotores de Justiça Eneas Romero e Ana Cláudia Uchoa; pela procuradora-chefe do Ministério Público do Trabalho no Ceará, Mariana Ferrer Carvalho Rolim; e pelos procuradores da República Alessander Wilckson Cabral Sales, Nilce Cunha Rodrigues, Ricardo Magalhães de Mendonça e Márcio Andrade Torres.

MPCE, MPF e MPT pedem mais 1,4 milhão de vacinas para grupos prioritários no Ceará Read More »

Rolar para cima