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Vereadores de Juazeiro assinam interpelação contra empresário Gilmar Bender; assista

Os vereadores solicitam que a Polícia intime Gilmar Bender para prestar esclarecimentos sobre as acusações que ele fez Vereador Janu na Delegacia de Polícia Civil nesta quinta-feira (29) (Foto: Redes sociais) João Boaventura Neto A maioria dos vereadores de Juazeiro do Norte assinaram a interpelação contra o empresário Gilmar Bender na tarde desta quinta-feira, dia 29. O vereador Janu (Republicanos) esteve na Delegacia de Polícia Civil entregando a documento. Ele falou com a reportagem do Cariri En Si. Assista no final da matéria. Um requerimento de autoria do presidente da Câmara, vereador Darlan Lobo (PTB) solicita que a Polícia Civil realize investigações referentes ao pronunciamento do empresário onde ele apontou conditas ilícitas de alguns vereadores novatos. Os vereadores solicitam que a Polícia intime Gilmar Bender para prestar esclarecimentos sobre as acusações que ele fez. Foi anexado ao pedido o vídeo onde Gilmar acusa os vereadores de extorsão e a cópia da nota de repúdio assinada pela Casa Legislativa de Juazeiro do Norte. Assista ao vídeo:

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Glêdson Bezerra torna ineficaz lei sobre jornada de trabalho de 30h para enfermeiros

O decreto foi publicado nessa quarta-feira (28) Foto: reprodução/redes sociais João Boaventura Neto O prefeito Glêdson Bezerra (Podemos-Juazeiro do Norte) decretou a inaplicabilidade da Lei Complementar Nº 134, de 28 de Dezembro de 2020 que dispõe sobre Jornada de Trabalho dos Profisisonais de Enfermagem em 30h semanais entre outras regulamentações. Publicado em Diário Oficial do Município dessa quarta-feira, dia 28, o gestor municipal alega que torna a lei ineficaz “ (…) em razão da sua incompatibilidade com o Art. 169 da Constituição Federal (…). Um grupo de enfermeiros de Juazeiro do Norte já tomou conhecimento do decreto e se manifesta nas redes, como é possível ver na imagem postada na matéria.

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Câmara dos Deputados aprova urgência de projeto que multa discriminação salarial contra mulheres

Parlamentares precisam apreciar o mérito do texto, que voltou à Casa após apreciação de Bolsonaro  Reprodução A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (29), a urgência do projeto que pune empresas que exerçam desigualdade salarial contra mulheres. A proposta prevê que, caso as companhias paguem a elas salário menor que o de homens que exerçam a mesma função, haja multa de cinco vezes a diferença salarial constatada, a qual deverá ser paga à funcionária prejudicada. Os deputados ainda precisam apreciar o mérito do projeto, cuja urgência foi aprovada por 390 votos a favor e 19 contrários, embora ainda não haja data para isso. A deputada Celina Leão (PP-DF), coordenadora da bancada feminina na Câmara, defendeu a aprovação do texto, cuja medida dispõe uma “busca incansável das mulheres”. “Isso já estava previsto na CLT [Consolidação das Leis do Trabalho], no artigo 461”, disse, acrescentando que a aprovação dessa lei é um “marco histórico” para a bancada feminina”. A proposta, no entanto, foi criticada pelo deputado Gilson Marques (Novo-SC). Como argumento, o parlamentar citou a diferença entre homens e mulheres. “As mulheres sofrem mais como vítimas de estupro; homens, mais crimes de outras naturezas”, defendeu. “Uma discriminação positiva nem sempre tem o fim que a gente espera que tenha. Muitas vezes têm o sentido inverso. E é justamente essa a proposta”, alegou. “Dizer que vai dar uma multa de cinco vezes para alguém só porque tem uma diferença salarial é muito ruim”. Para Marques, a proposta “vai tirar as mulheres do mercado de trabalho”. Ele afirmou ainda que os empreendedores pagam conforme o resultado, e não conforme o sexo ou a cor. “Essa é uma realidade dura que a gente precisa encarar. Fosse assim, os empreendedores só contratariam homens. E isso não é uma verdade. Os empreendedores querem sempre economizar. Mas eles contratam sim as mulheres, porque muitas vezes elas são competentes, elas são merecedoras e têm habilidades diferentes.” POSICIONAMENTO CRITICADO O posicionamento do parlamentar foi rechaçado por outros políticos da Casa. A deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) lembrou que o projeto garante penalizações para empresas que desrespeitem a CLT em razão da medida, que seria um “reflexo do machismo”.  “O reflexo do machismo está na demora para termos essa garantia, mas também em falas machistas que dizem que ‘as mulheres até são competentes’ como ouvimos do representante do Novo. Querendo justificar a desigualdade salarial por questões biológicas e desqualificando as mulheres brasileiras”, disse. “Somos muito competentes e corajosas, mas ainda enfrentamos a superexploração da mão de obra feminina e o machismo arraigado na sociedade e na política.” TRAMITAÇÃO DO PROJETO A Câmara aprovou o projeto em dezembro de 2011. Ao passar pelo Senado, o texto chegou a ser arquivado no fim de 2018, saindo desse status em março de 2019. O senador Paulo Paim (PT-RS) foi escolhido como relator do texto. O Senado aprovou o texto no fim de março deste ano. Uma emenda de redação, contudo, alterou o mérito da proposta. Os senadores mudaram o artigo da CLT ao qual a penalidade se referia: em vez do 401, no capítulo de proteção à mulher, o dispositivo foi inserido no 461, que trata do contrato individual de trabalho. A alusão a prazo para prescrição constitucional, de cinco anos, até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho, também foi incluída. O projeto foi enviado à sanção ou veto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no dia 5 de abril. Na semana passada, no último dia 22, Bolsonaro criticou o projeto — ele estava com dúvidas sobre se deveria sancionar ou vetar o texto. POSICIONAMENTO DE BOLSONARO Buscando uma decisão, o presidente afirmou que consultaria as redes sociais e pediu a um programa de rádio que fizesse uma enquete, mesmo apontando que poderia não seguir o resultado indicado. “Se eu veto o projeto, imagine como é que vai ser a campanha das mulheres contra mim. ‘Ah, o machista, eu sabia, ele é contra a mulher, quer que mulher ganhe menos etc etc’. Se eu sanciono, os empregadores vão falar o seguinte: ‘poxa, pode o que eu estou pagando aqui ser questionado judicialmente’. Na Justiça trabalhista, dificilmente o patrão ganha, quase sempre o empregado ou empregada, no caso, ganha”, disse Bolsonaro. O presidente disse que, se vetar, será “massacrado”, mas, se sancionar, questionou se as mulheres teriam mais facilidade de conseguir emprego. Após as declarações de Bolsonaro, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), pediu a devolução do texto para nova apreciação pela Casa, apontando para a mudança de mérito. Diariodonordeste

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Correios vai leiloar 119 motocicletas no Ceará

Veículos foram usados em atividades operacionais Ilustrativa João Boaventura Neto Os Correios irão realizar leilão eletrônico para a venda de 119 motocicletas usadas em atividades operacionais no Ceará. As disputas dos lotes ocorrerão ao longo dos dias 5, 6 e 7 de maio de 2021, conforme cronograma informado no edital. O documento está disponível no endereço https://www.licitacoes-e.com.br/aop/documentos/L-860045/3_EDITAL_ALIENACAO.PDF. Os veículos poderão ser visitados previamente no período de 26 a 30 de abril de 2021, em Fortaleza, mediante agendamento prévio: (85) 3219-3595/3217-7481. É recomendável que os licitantes apresentem suas propostas com antecedência, não deixando para cadastrá-las no dia do certame. A licitação eletrônica será realizada em sessão pública, por meio da internet, mediante condições de segurança em todas as fases. O certame está cadastrado com o número 860045 na plataforma Licitações-e, do Banco do Brasil.

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Lote com mais de 192 mil doses de vacinas contra a Covid-19 chega ao Ceará

São 3,8 mil doses de vacinas da CoronaVac e 188.250 da AstraZeneca  Reprodução Em meio ao atraso da 2ª aplicação em idosos em Fortaleza por dificuldades no fornecimento de vacinas, o 16º lote de imunizantes contra a Covid-19 chegou ao Ceará. A remessa, com 192.050 doses, desembarcou na tarde desta quinta-feira (29), no Aeroporto de Fortaleza.  Destas, são apenas 3,8 mil vacinas da CoronaVac, do Instituo Butantan. No entanto, o déficit atual deste imunizante é de 40 mil. O restante que desembarcou (188.250) é da AstraZeneca/Oxford.  Fortaleza paralisou, nesta quinta-feira (29), a aplicação de CoronaVac devido à falta do imunizante. Diversos municípios cearenses também chegaram a suspender a aplicação da segunda dose pelo mesmo motivo. Dentre eles, Juazeiro do Norte, Horizonte, Várzea Alegre, Cedro, Acopiara e Icó. Nas redes sociais, o governador Camilo Santana (PT) divulgou, também, que o primeiro lote de vacinas da Pfizer chega ao Ceará no início de maio. Serão duas remessas de 8.775 doses, totalizando 17.550. O Ministério explica que a estratégia de distribuição de vacinas é revisada semanalmente em reuniões entre os governos federal, estaduais e municipais, observando as confirmações do cronograma de entregas por parte dos laboratórios. O objetivo é garantir a cobertura do esquema vacinal no tempo recomendado de cada imunizante: quatro semanas para a vacina do Butantan e 12 semanas para as doses da Fiocruz.  O Ministério ainda reforça a recomendação para que a população tome a segunda dose da vacina Covid-19, mesmo que a aplicação ocorra fora do prazo recomendado pelo laboratório, para assegurar a proteção adequada contra a doença.  Diariodonordeste

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Projeto quer auxílio emergencial de R$ 600 com mais imposto para ricos e menos incentivo fiscal

A proposta define ainda que as parcelas mensais do benefício devem ficar no limite de até duas pessoas por família Reprodução Um projeto de lei que pede a retomada da parcela de R$ 600 paga na primeira fase do auxílio emergencial foi protocolado na Câmara dos Deputados neste mês de abril. Para isso, no entanto, o texto altera o regime de tributação das pessoas que recebem acima de R$ 39 mil por mês, conhecido como grupo de alta renda no Imposto de Renda.  Elaborado pela deputada Tabata Amaral (PDT-SP), o projeto tem como base o teto do funcionalismo brasileiro para aplicar o fim de isenções tributárias em alguns segmentos, inclusive, incluindo o sistema de pensões dos militares  “Temos recursos para que as famílias não passem por privações, chegando ao limite de escolher entre a fome ou a contaminação. É justo atualizar a tributação sobre os mais ricos”, disse Tabata a Agência Câmara.  Tabata Amaral afirmou que o projeto de lei é necessário diante dos dispositivos previstos na Medida Provisória 1039/21, que limita os potenciais beneficiários. Foram reservados R$ 44 bilhões para o pagamento de quatro parcelas mensais de, em média, R$ 250. Veja as alterações propostas abaixo.  Pontos de Alteração   Suspensão de isenções ou tributações diferenciadas no grupo de alta renda no Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF), considerado como parâmetro o atual teto remuneratório mensal dos servidores federais (R$ 39.293,32), no valor de R$ 40 bilhões;  Suspensão das deduções com saúde e educação, do titular ou dependentes, para contribuintes no segmento de alta renda do IRPF (R$ 5 bilhões);  Redução temporária e parcial de incentivos ou benefícios de natureza tributária, creditícia e financeira atualmente vigentes (R$ 25 bilhões);  Revisão de parcelas indenizatórias ou verbas acima do teto do funcionalismo federal destinadas a servidores públicos (R$ 3 bilhões);  Novas regras para o sistema de reformas e pensões militares, a fim de ajustar ao regulamento válido para os servidores civis (R$ 5 bilhões).  Proposta segue os moldes do benefício de 2020 A proposta define ainda que as parcelas mensais do benefício devem ficar no limite de até duas pessoas por família, sem discriminação de solteiros ou dos que não receberam o benefício em 2020. Além disso, a mãe de família receberá em dobro.  O projeto ainda precisa ser encaminhado para uma Comissão da Câmara antes de ser levado ao plenário e votado.  Diariodonordeste

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Curso gratuito de Restauração Ecológica na Caatinga; inscrições até segunda, 3/05

Formação online capacita profissionais da região da Chapada do Araripe que trabalham ou querem trabalhar com restauração ecológica Divulgação João Boaventura Neto Profissionais da região da Chapada do Araripe que trabalham ou desejam atuar em restauração ecológica contam com oportunidade de capacitação gratuita. Estão abertas, até a próxima segunda-feira, dia 3 de maio, as inscrições para o Curso Online de Restauração Ecológica para a Caatinga. O curso é promovido pelo Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan). A formação exclusiva se debruça sobre fundamentos, metodologias e teorias acerca da restauração ecológica no bioma.  São 40 vagas disponíveis, sendo 60% delas para mulheres. Podem participar pessoas que executam ou desejam aprender a realizar atividades de restauração ecológica – a exemplo de diferentes métodos de restauração e também implementação de sistemas agroflorestais – como instituições ambientais, ONGs, proprietários de terra com áreas disponíveis para restauração, agricultores, entre outros.  A oportunidade é exclusiva para público da região da Chapada do Araripe, abrangendo cidades do Sertão entre Pernambuco, Ceará e Piauí.  As inscrições serão analisadas e os selecionados para o curso serão divulgados no dia 10/05. O curso acontece virtualmente entre 17 de maio e 18 de junho, com aulas pré-gravadas e em tempo real, ministradas por equipe técnica especializada.  Serão repassados conteúdos a respeito da Caatinga e especificidades do bioma; fundamentos e metodologias de Restauração Ecológica; componentes e sistemas para o planejamento e execução das atividades, e orientações sobre como preparar uma ação de restauração.  Promovido pelo Núcleo de Formação em Ciência & Tecnologia do Nordeste, braço formativo do Cepan, o curso integra as atividades do Projeto de Recuperação de Áreas Degradadas na Chapada do Araripe, iniciativa planejada e executada pela instituição desde abril de 2020.  A proposta do projeto é recuperar 100 hectares de vegetação nativa no interior da Área de Proteção Ambiental (APA) Chapada do Araripe e no entorno da Floresta Nacional (FLONA) do Araripe-Apodi. Divulgação Através do projeto, a instituição visa recuperar o capital natural dos ecossistemas locais em consonância com capacitação e inserção de diferentes atores sociais da cadeia de restauração florestal da região no processo. Há mais de 20 anos protagonizando o Nordeste na restauração dos ecossistemas brasileiros, é a primeira vez que o Cepan realiza uma formação técnica específica para o bioma Caatinga. “Percebemos que a temática não é tão amplamente difundida na região. Esperamos mobilizar atores sociais para aprenderem mais sobre o tema e, possivelmente, auxiliarem em projetos realizados na região da Chapada do Araripe”, explica Emanuelle Souza, analista de projetos do Cepan. A inscrição é gratuita e acontece através do formulário http://bit.ly/CursoCaatinga. Mais informações: [email protected] | (81) 99285.2274. O curso, bem como todo o projeto de Recuperação de Áreas Degradadas na Chapada do Araripe, tem apoio do Projeto GEF Terrestre, Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO), Grupo Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Ministério do Meio Ambiente (MMA).  Divulgação Público alvo: Executores(as) e potenciais executores(as) de restauração (membros de instituições locais com atuação na área ambiental, proprietários/as de terra com áreas disponíveis para restauração, agricultores/as, entre outros públicos), residentes na Chapada do Araripe (PE, PI e CE). Inscrições gratuitas pelo formulário http://bit.ly/CursoCaatinga Dúvidas ou mais informações: [email protected] | (81) 99285.2274  Realização: Núcleo de Formação em Ciência & Tecnologia do Nordeste e Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan). SERVIÇO: Últimas inscrições para o Curso Online de Restauração Ecológica para a Caatinga Aulas: 17 de maio a 18 de junho Inscrições: 12 de abril a 3 de maio Divulgação dos selecionados: 10 de maio

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Fabricantes da vacina Sputnik V anunciam que vão processar Anvisa por difamação

Agência negou autorização para importação do imunizante, na segunda-feira (26) Reprodução O fabricante da vacina russa Sputnik V, contra a Covid-19, irá processar a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por difamação, segundo anunciou o perfil oficial do imunizante no Twitter, nesta quinta-feira (29). A Anvisa ainda não se pronunciou.  “Após a admissão do regulador brasileiro Anvisa de que não testou a vacina Sputnik V, a Sputnik V está iniciando um processo judicial de difamação no Brasil contra a Anvisa por espalhar informações falsas e imprecisas intencionalmente”, disse o comunicado, também publicado em inglês.  Segundo a Anvisa, a decisão de segunda-feira se baseou nos dados e documentos fornecidos pelo instituto russo. “Esse adenovírus replicante foi detectado em todos os lotes apresentados da vacina Sputnik para a Anvisa. Todos os laudos de controle de qualidade que foram apresentados na documentação [a] que nós tivemos acessso, mostravam a presença desse vírus replicante”, afirmou o gerente-geral.  O Instituto Gamaleya, no entanto, afirmou à Abril que enviou documentos que dizem o contrário. “Os controles de qualidade existentes garantem que nenhum RCA possa existir na vacina Sputnik V. Antes da inspeção a equipe da Anvisa recebeu ofício do centro Gamaleya datado de 26 de março de 2021 que diz claramente: ‘Além disso, gostaríamos de informar que durante a liberação da vacina no local do Centro e no local do contrato do JBC Generium, nem um único lote contendo RCA foi registrado.’”A Anvisa negou a autorização para importação da vacina por parte dos estados, na última segunda-feira (26). Todos os diretores votaram contra a autorização, seguindo pareceres das áreas técnicas e também o voto do relator Alex Campos.  Segundo a agência, o principal ponto para a decisão é a falta de documentações comprobatórias da segurança da vacina e possibilidade de falhas na fabricação do produtor, o Instituto Gamaleya. Outro aspecto apresentado pelo gerente-geral de medicamentos e produtos biológicos da Anvisa, Gustavo Mendes, é a presença de “adenovírus replicante” na vacina russa. De acordo com ele, na etapa de cultivo do vírus, durante a replicação nas células especiais, podem ocorrer eventos de recombinação. Segundo o perfil da Sputnik V, a decisão de entrar com ação judicial ocorreu após Gustavo Mendes declarar, em uma notícia da revista Abril, que a “Anvisa não testou a presença de replicantes virais na vacina Sputnik”.  “Anvisa fez declarações incorretas e enganosas sem ter testado a vacina Sputnik V real. E desconsiderando ofício de Gamaleya Inst. que nenhum RCA está presente, e apenas vetores não replicantes são usados ​​com E1 deletado. Nossa equipe jurídica entrará em contato”, disse a publicação. Segundo a Anvisa, a decisão de segunda-feira se baseou nos dados e documentos fornecidos pelo instituto russo. “Esse adenovírus replicante foi detectado em todos os lotes apresentados da vacina Sputnik para a Anvisa. Todos os laudos de controle de qualidade que foram apresentados na documentação [a] que nós tivemos acessso, mostravam a presença desse vírus replicante”, afirmou o gerente-geral.  O Instituto Gamaleya, no entanto, afirmou à Abril que enviou documentos que dizem o contrário. “Os controles de qualidade existentes garantem que nenhum RCA possa existir na vacina Sputnik V. Antes da inspeção a equipe da Anvisa recebeu ofício do centro Gamaleya datado de 26 de março de 2021 que diz claramente: ‘Além disso, gostaríamos de informar que durante a liberação da vacina no local do Centro e no local do contrato do JBC Generium, nem um único lote contendo RCA foi registrado.’” DECISÃO DA ANVISA A Anvisa negou pedidos de importação realizados pelos estados do Ceará, Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Sergipe e Tocantins, além dos municípios de Maricá e Niterói. Com isso, o Ceará não poderá, neste momento, concluir a compra direta de 5,87 milhões de doses do imunizante.  A decisão ocorreu em reunião nesta segunda-feira (26), a poucos dias do fim do prazo estipulado pelo  Supremo Tribunal Federal (STF)  e terminou por volta das 23h.  “Não há parecer ou documento compatível com documento técnico de análise descritivo por autoridades que concederam o registro definitivo da vacina”, defendeu o presidente do órgão, Antonio Barra Torres. Conforme ele, diversas tentativas foram feitas no sentido de conseguir estes documentos junto às autoridades russas.  Horas após a recusa da Anvisa, os fabricantes da Sputnik V, criticaram a decisão do governo brasileiro de não autorizar a importação do fármaco. “Os atrasos da Anvisa na aprovação da Sputnik V são, infelizmente, de natureza política e não têm nada a ver com acesso à informação ou ciência”, afirmou a conta no Twitter da vacina russa. A vacina Sputnik V está sendo aplicada em países, como Rússia, Argentina, México e Venezuela. Segundo o Instituto Gamaleya, que desenvolveu o imunizante, o fármaco foi autorizado em mais de 60 países. “Seguiremos adiante com nossos contatos. Se falta informação, será fornecida. Não deveria existir nenhuma dúvida a respeito”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov. Diáriodonordeste

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