Matas fechadas e grotas: Lázaro Barbosa consegue fugir da Polícia há 13 dias
Mais de 200 policiais, drones, helicópteros e cães farejadores atuam na busca a Lázaro Barbosa, mas o suspeito tem conseguido driblar as forças de segurança pública Reprodução Suspeito de crimes em série, Lázaro Barbosa, 32, consegue fugir da Polícia há 13 dias. O foragido é caçador e mateiro, habilidoso em utilizar esconderijos nas matas fechadas e em grotas — cavidades provocadas por água de rios e cachoeiras — na região rural de Cocalzinho, em Goiás. Mais de 200 policiais, drones, helicópteros e cães farejadores atuam na busca. A Polícia acredita que Lázaro esteja já cansado e com fome. Contudo, muitas casas foram abandonadas na região por moradores que temem se tornar vítimas do criminoso. Assim, o suspeito as invade para buscar comida e outros suprimentos. “Ali tem Cocalzinho, Edilândia e Girassol. Edilândia é no município de Cocalzinho, com cerca de mil habitantes. Girassol tem pouco mais de cinco mil pessoas. Ficam às margens da BR-070. Depois disso é só mato. Mato, mato, mato”, descreve Naldo Lopes ao jornal O Globo. Ele administra um perfil de notícias da região e acompanha a caçada a Lázaro desde o primeiro dia. Segundo Naldo, alguns trechos da região podem ter campo aberto, com vegetação de cerrado, mas também são constituídos de uma mata muito fechada. “Tem alguns rios, córregos e cachoeiras. E nessas cachoeiras são pedras. A água forma grotas, buracos, onde ele se esconde e dificulta a polícia a achá-lo”, completa. Tecnologia na operação O titular da Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda, voltou a dizer na última quinta-feira, 17, que o foco da força-tarefa é impedir que o suspeito faça novas vítimas. “Ele não vai se entregar, conhece a região como ninguém, principalmente as grotas, e tem um poder de mobilidade muito grande. Nós estamos lidando com um psicopata, uma pessoa que, se puder, vai ter reféns e vai matar”, enfatizou. Os drones utilizados pela polícia tentam visualizar o fugitivo, que se movimenta à noite, conforme as autoridades de segurança. Os equipamentos podem captar essa movimentação em algum ponto aberto da mata, que é de difícil visualização até de helicóptero. As equipes de inteligência policial identificaram um padrão na atuação do suspeito, que está sendo analisado. A informação é de que a forma de atuação de Lázaro já se repetiu alguns anos atrás na Bahia e ele ficou 15 dias no meio do mato, sem comida e sem água. Além das forças de segurança de Goiás, equipes do DF, das policias Federal, Rodoviária Federal e da Força Nacional participam das buscas a Lázaro. Segundo o portal Metrópoles, durante as diligências, os agentes encontraram pelo caminho, em diversos pontos dentro da mata, velas de sete dias e até pedaços de papel com o nome completo de Lázaro. As autoridades desconfiam que o próprio suspeito tenha deixado as velas acesas para pedir proteção espiritual. Opovo
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