Segundo informações de Fábia Oliveira, trabalhadores teriam apresentado vídeos na Justiça Foto: reprodução/Instagram Ex-câmeras do Big Brother Brasil entraram com ação trabalhista contra a Rede Globo, após acusações de terem sofrido assédio moral por parte de Boninho, diretor do programa. Segundo a colunista Fábia Oliveira, que publicou a informação inicialmente, pelo menos oito profissionais terceirizados integram a ação. Entre as alegações, estão relatos de que eles eram submetidos a tratamentos humilhantes e grosseiros. Além disso, Boninho teria frequentemente gritado e ofendido os profissionais no ambiente de trabalho. Em uma das situações, acusam os autores da ação, o diretor teria agarrado um dos profissionais pelo casaco. “Pelo simples fato do mesmo ter pedido ajuda a um colega de trabalho para soltar a roda de sua câmera que ficou presa no cabo, o que o impedia de continuar circulando no trilho em que as câmeras se movimentam dentro do Câmera Cross”, diz um dos depoimentos. Local de trabalho As acusações continuam no âmbito das condições trabalhistas. Ainda conforme os terceirizados, eles chegaram a ser expostos a péssimas condições de higiene, trabalhando nove horas seguidas em um corredor “estreito e escuro”. “Constantemente se deparavam com ratos, morcegos, ouriços, gambás, aranhas, marimbondos e cobras, sendo que um dos reclamantes chegou a ser picado por uma aranha”, diz outra parte da ação. Sobre as condições físicas do espaço, os ex-câmeras citaram a segurança. De acordo com eles, as portas de emergências ficavam trancadas “o que inviabilizava eventual fuga do ambiente, sendo que eles trabalhavam próximos a bolos de fios, alguns desencampados, o que aumentava o risco ao qual eram submetidos”. Em resposta, a TV Globo afirmou que nega veementemente todas as acusações citadas pelos ex-câmeras. Em relação aos vídeos do caso, apresentados na Justiça, a emissora afirmou que eles podem ter sofrido manipulação. Diário do Nordeste