Nesta quinta-feira (9), Israel voltou a bombardear o Sul do Líbano em meio ao acordo de cessar-fogo anunciado por Donalt Trump na noite da última terça-feira (7). Na quarta-feira (8), os israelenses já haviam realizado um de seus maiores ataques matando 254 pessoas em território Libanês, segundo a defesa civil do país atacado. O conflito se arrasta desde 2 de março no Oriente Médio.
As Forças Armadas israelenses anunciaram, também nesta quinta, que mataram o sobrinho do secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem, durante o ataque massivo ao Líbano. Ali Yusuf Harshi atuaria como seu secretário pessoal, segundo Israel. Além disso, passagens de rios foram atacadas na região. Em resposta, o Hezbollah disse que retomaria ainda nesta manhã os ataques. O grupo terrorista já confirmou que disparou contra as forças israelenses no sul do Líbano.
Jornalistas mortos
O número de jornalistas mortos em bombardeios da Força de Defesa de Israel (FDI) chegou a sete, desde o dia 2 de março, após três jornalistas serem mortos em apanas em um dia, sendo um na Faixa de Gaza e dois no Líbano. A jornalista libanesa Ghada Daikh, da Rádio Sawt Al-Farah (Voz da Alegria), foi assassinada em Tiro, no sul do Líbano. Outra jornalista morta no mesmo dia foi Suzan Al-Khalil, da emissora TV Al-Manar.
Em Gaza, morreu o jornalista Muhammad Washah, da emissora árabe Al-Jazeera, que tem sede no Catar. As forças armadas israelenses emitiram uma nota confirmando que o alvo era mesmo o repórter. De acordo o comunicado, ele seria envolvido com o grupo terrorista e “atuava sob o disfarce de jornalista”. A emissora Al-Jazeera classificou o ato como “crime hediondo” e negou a acusação de que Washah era do Hamas, ressaltando que ele atuava na empresa desde 2018.
Por: Redação Caririensi