Um caso de extrema violência doméstica chocou Juazeiro do Norte nesta quarta-feira (3). Um tatuador foi preso na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), acusado de manter sua companheira — grávida de quatro meses — em cárcere privado por cerca de dois anos, além de praticar agressões físicas constantes e queimaduras com um ferro quente.
Segundo o depoimento da vítima, o suspeito realizava tatuagens em seu corpo e, posteriormente, queimava as áreas tatuadas com o mesmo ferro. O crime ocorria dentro de uma residência no bairro Franciscanos, onde, conforme relatado, ela vivia totalmente isolada: era proibida de falar com a família, tinha a porta da casa sempre trancada e sofria violência de maneira recorrente.
Fuga e pedido de socorro
A situação só mudou na noite de terça-feira (2), quando a vítima percebeu que a porta não havia sido totalmente trancada. Aproveitando a oportunidade, ela conseguiu fugir e pedir ajuda na rua, onde foi amparada por uma equipe da Guarda Municipal. Os agentes prestaram socorro imediato e encaminharam o caso para a Polícia Civil.
Mãe do suspeito também é presa
Outro aspecto que chamou atenção foi o envolvimento da mãe do agressor. Ela também foi detida, suspeita de colaborar para que a jovem fosse mantida em cárcere privado e participar das agressões.
Ainda conforme o relato da vítima, a sogra circulava pela casa com a chave presa ao pescoço e, durante os episódios de violência, jogava água fria no rosto da nora enquanto o filho a espancava.
Investigação segue na Delegacia de Defesa da Mulher
A Delegacia de Defesa da Mulher segue responsável pela investigação e pelas medidas de proteção à vítima, que está grávida e sofreu agressões físicas e psicológicas consideradas gravíssimas. O caso gerou forte comoção no município e reforça a importância das denúncias e do acolhimento imediato às vítimas de violência doméstica.
O Caririensi seguirá acompanhando o caso.
