Neste mês, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, divulgou uma pesquisa na qual alerta sobre os riscos do uso de inteligências artificiais para o pensamento crítico humano, principalmente para aqueles ainda em desenvolvimento. A pesquisa foi divulgada pelo MIT Media Lab.
O arquivo, de 206 páginas, detalha a investigação e as conclusões do estudo, que analisa o LLM (Large Language Models, sigla em inglês para “grande modelo de linguagem”), um tipo de inteligência artificial que entende e gera textos que se assemelham à linguagem humana, como o ChatGPT.
A maior preocupação dos pesquisadores está no fato de que os usuários do LLM apresentaram, ao longo de quatro meses, um desempenho inferior nos níveis neurais, linguísticos e comportamentais. Isso levanta questionamentos sobre o uso das IAs na aprendizagem a longo prazo.
No estudo, 54 pessoas foram divididas em três grupos: o primeiro utilizava apenas o ChatGPT; o segundo, ferramentas de busca na internet, como o Google; e o terceiro era restrito ao conhecimento próprio. Na segunda fase, 18 participantes trocaram de grupos — saindo do que usava apenas ferramentas de IA para aquele que utilizava apenas o próprio cérebro, e vice-versa.
As análises foram feitas por meio de um exame que mostra a atividade elétrica do cérebro — a eletroencefalografia — e os ensaios foram avaliados por professores e IAs.
A conclusão foi de que quem iniciou no grupo do ChatGPT e passou para o grupo que não usava ajuda externa apresentou uma conectividade cerebral reduzida, diferente daqueles que iniciaram utilizando apenas o conhecimento próprio, que tiveram uma recuperação de memória e ativação de áreas importantes do cérebro semelhante aos que usaram mecanismos de busca.
O estudo levanta questionamentos sobre o uso das IAs especialmente no aprendizado infantil, fase em que o cérebro ainda está em desenvolvimento.
Por: Redação Caririensi




