terça-feira, 27 de outubro de 2026

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Yury do Paredão é o terceiro deputado investigado pela Polícia Federal por suspeita de envolvimento em esquema de compra de votos no Ceará

PF apura chamada de vídeo do deputado para Cleide Queiroz, suspeita de operar o esquema; ele diz não conhecê-la

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A investigação da Polícia Federal sobre o uso ilegal de emendas parlamentares para financiar campanhas eleitorais no Ceará ganhou mais um nome, o deputado federal Yury do Paredão (MDB). Ele agora se junta a outros dois parlamentares supostamente envolvido no escândalo que resultou na cassação do prefeito eleito de Choró, Bebeto Queiroz.

Segundo relatório, a PF apura uma possível ligação entre Yury e uma rede de compra de votos operada com dinheiro público desviado de emendas parlamentares. As investigações apontam que o deputado realizou uma chamada de vídeo para Cleide Queiroz, irmã de Bebeto e uma das principais suspeitas de operar o esquema. A ligação foi registrada às 12h23 do dia 25 de setembro, exatamente quando a PF apreendia R$ 600 mil em espécie e materiais ilícitos com um aliado do grupo. A chamada durou 2 minutos e 35 segundos.

Questionado, Yury afirmou: “Fui o candidato mais votado em Choró em 2022, e alguém pode ter ligado de lá para falar de apoio político por ser período de eleição”. Sobre Cleide Queiroz, o deputado declarou: “Não a conheço, ou nunca tive algum contato com ela.” No entanto, não explicou por que a ligação partiu de seu próprio aparelho.

A investigação, autorizada pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, segue em sigilo. Mendes acolheu parecer da Procuradoria-Geral da República, que defendeu a manutenção do caso no STF para preservar a compreensão global das condutas e evitar o fracionamento do inquérito.

O esquema, conforme apurado pela PF, teria como líderes um deputado investigado e Bebeto Queiroz. O grupo, que também incluía Cleide e o empresário Maurício Gomes Coelho, movimentava recursos públicos por meio de emendas destinadas a prefeituras de 51 municípios cearenses. Parte desses recursos teria sido desviada para financiar a compra de votos, ameaças e, segundo denúncias, até ações articuladas com facções criminosas como o PCC e o Comando Vermelho.

As investigações começaram a partir de denúncias da ex-prefeita de Canindé, Rozário Ximenes, e culminaram na operação “Mercato Clauso”, que cumpriu nove mandados de busca e apreensão nas cidades de Fortaleza, Canindé e Choró.

Yury do Paredão, que até recentemente integrava o PL, foi expulso da legenda após apoiar candidatos do PT nas eleições municipais.

 

Por: Redação Caririensi

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