Doze anos após a tragédia da Boate Kiss, Santa Maria homenageia as 242 vítimas

boate kiss

Santa Maria, no Rio Grande do Sul, revive a memória de um dos episódios mais trágicos de sua história. Nesta segunda-feira, dia 27, completam-se 12 anos desde o incêndio na Boate Kiss, que tirou a vida de 242 jovens durante uma festa universitária. Organizadas por familiares, sobreviventes e grupos de apoio, homenagens emocionaram a cidade ao longo do fim de semana e continuam hoje, com eventos para lembrar as vítimas e reforçar o compromisso de que tragédias como essa não se repitam.

Na noite de domingo, dia 26, uma vigília silenciosa reuniu centenas de pessoas na Praça Saldanha Marinho, ponto de partida para uma caminhada até o local onde funcionava a boate. No endereço, onde está em construção um memorial em homenagem às vítimas, foi realizado o ato “Muro da Memória”. Fotos dos jovens foram fixadas em um painel, velas formaram o número 242, e depoimentos de familiares e sobreviventes foram exibidos em vídeos emocionantes. O ato também contou com o tradicional “minuto do barulho” – uma homenagem que simboliza a luta pela memória e pela justiça.

Nesta segunda-feira, as atividades se concentram na Praça Saldanha Marinho a partir das 18h. A agenda inclui falas do presidente da Associação de Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM), Flávio Silva, e do advogado da associação, Pedro Barcellos Jr., que atualizará o público sobre os últimos desdobramentos do processo penal relacionado ao caso.

Painéis temáticos também estão programados, como “Vozes da Saudade”, com depoimentos de familiares, e “Sobrevivi para Contar”, no qual sobreviventes compartilham relatos de superação. Outro destaque é a exposição fotográfica organizada pelo coletivo “Kiss: Que Não se Repita”, que retrata histórias de resiliência e memória.

O terreno onde a Boate Kiss funcionava está sendo transformado em um memorial projetado para preservar a memória das vítimas e oferecer um espaço de acolhimento. O local contará com 242 pilares de madeira, simbolizando cada uma das vidas perdidas, além de um auditório e uma sala multimídia dedicada à história da tragédia.

 

Por: Redação Caririensi

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