O governo federal, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou que, em 2025, o salário mínimo será reajustado, mas com uma política que pode resultar em uma redução de R$ 6 em relação ao que seria o aumento segundo a regra atual. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou em coletiva de imprensa nesta quarta-feira, dia 27, que a proposta visa garantir uma valorização do salário mínimo, mas de forma sustentável e dentro da nova regra fiscal.
Atualmente, o salário mínimo é de R$ 1.412, e, com a mudança proposta, o piso salarial em 2025 chegaria a R$ 1.515. Isso representa um aumento de R$ 103, mas inferior ao reajuste que seria alcançado com a aplicação das regras anteriores, que apontariam para um valor de R$ 1.521.
A proposta do governo, que faz parte de um pacote fiscal para controlar os gastos públicos, utiliza como base dois índices principais para determinar o reajuste do salário mínimo: o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação, e a variação do crescimento econômico, representada pelo Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores. Para 2025, o crescimento econômico de 2023, estimado em 2,9%, será considerado.
A principal alteração proposta pelo governo está no limite do aumento real. O governo planeja limitar o reajuste do salário mínimo a 2,5% ao ano, o que resulta em uma redução de R$ 6 em comparação com o que seria o valor caso as regras anteriores fossem mantidas. Com isso, o salário mínimo seria ajustado para R$ 1.515, em vez de R$ 1.521.
Em sua fala, o ministro Fernando Haddad destacou que, com a nova política, o salário mínimo continuará subindo acima da inflação, garantindo um “ganho real” para os trabalhadores. “Já devolvemos ao trabalhador e à trabalhadora o ganho real no salário mínimo. Esse direito, esquecido pelo governo anterior, retornou com o presidente Lula”, afirmou o ministro.
A proposta de alteração no reajuste do salário mínimo também está atrelada à necessidade de controle das despesas obrigatórias do governo, um dos pilares do pacote fiscal em discussão. A mudança tem um impacto direto nas finanças públicas, com uma estimativa de economia de R$ 2,2 bilhões em 2025 e R$ 9,7 bilhões em 2026.
Por: Redação Caririensi