Uma jovem de 29 anos afirmou que foi forçada a tirar a roupa e que sofreu toques inapropriados por um técnico em radiologia durante um exame de raio-x, em uma clínica particular localizada em Horizonte, na Grande Fortaleza. Segundo a vítima, o profissional ofereceu dinheiro para evitar que ela denunciasse o ocorrido.
O caso está sendo investigado pela Delegacia Metropolitana de Horizonte como um possível crime contra a dignidade sexual. Em entrevista, a mulher, que terá a identidade preservada, relatou que jamais havia realizado esse tipo de exame e, mesmo desconfiando das orientações, acabou seguindo as instruções do técnico.
Ela conta que o profissional pediu que ela removesse a roupa íntima e, após o procedimento, solicitou que se deitasse em uma maca, momento em que ele teria tocado em partes íntimas dela. “Primeiro eu já estava achando estranho esse negócio de tirar a calcinha no raio-x. Aí eu tirei minha calcinha, depois do exame ele pediu para eu deitar em uma maca e me tocou. Quando ele me tocou, perguntei: ‘Esse exame é desse jeito mesmo?'”, disse a paciente.
Ao relatar a situação a colegas, foi alertada de que aquele procedimento não era comum. A companheira da vítima confrontou o técnico e, de acordo com a paciente, ele ofereceu dinheiro para que a jovem não denunciasse o caso.
Ainda segundo a denúncia, a jovem procurou ajuda na clínica onde o fato ocorreu, mas alegou não ter recebido o apoio esperado da direção. “Disseram apenas que ele não iria mais trabalhar lá e que isso nunca havia acontecido antes”, afirmou a vítima.
O advogado do técnico, Ítalo Braga, afirmou que os fatos não ocorreram como foram narrados pela paciente. Em nota, a defesa declarou: “Como estes casos tramitam em segredo de justiça, a defesa prefere não se manifestar no momento até verificar os procedimentos realizados. Entretanto, desde já se reitera que o Sr. J.L. irá colaborar com o sistema de justiça e esclarecer todos os fatos nos procedimentos investigatórios que certamente se iniciarão.”
Em comunicado, a clínica Multiclínicas Horizonte informou que, assim que soube da acusação, afastou o profissional e exigiu da empresa terceirizada sua substituição imediata, sob risco de rescisão contratual. A direção afirmou que a paciente foi devidamente atendida e que o uso de vestimenta adequada é um protocolo padrão para exames de raio-x. “A paciente deveria ter vestido a bata que é sempre disponibilizada pela clínica e, no caso, havia uma pilha disponível na sala”, comunicou a instituição.
Por: Redação Caririensi
