No dia 9 de agosto, uma tragédia aérea abalou o Brasil. Um avião da Voepass caiu em Vinhedo, São Paulo, vitimando todas as 62 pessoas a bordo. Enquanto as causas do acidente ainda estão sob investigação, a triste ocorrência reacende o debate sobre os fatores que normalmente levam a acidentes aéreos tão graves.
As investigações sobre o acidente com o avião da Voepass ainda estão em estágio inicial. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) afirma que, neste momento, qualquer conclusão seria prematura. Especialistas em segurança de voo, contudo, sugerem que a formação de gelo nas asas poderia ser uma das hipóteses a ser investigada, apesar de ser uma ocorrência rara devido aos sistemas avançados de prevenção nas aeronaves modernas.
Embora o caso da Voepass tenha ganhado destaque, acidentes aéreos continuam a ser eventos raros no contexto da aviação global. Segundo um relatório da Boeing, que analisa acidentes envolvendo jatos comerciais, os principais fatores que causaram acidentes fatais entre 2013 e 2022 foram: perda de controle em voo (757 mortes), falhas ou mau funcionamento de sistemas (158), saídas de pista durante decolagem ou pouso (134) e problemas relacionados ao combustível (71).
Maurício Pontes, investigador de acidentes aeronáuticos e assessor executivo da Associação Brasileira de Pilotos da Aviação Civil (Abrapac), explica que a perda de controle em voo pode ocorrer por uma variedade de razões, sejam elas humanas ou mecânicas. Ele cita um incidente recente em um voo da Latam entre Sydney e Santiago, onde uma aeromoça acidentalmente ativou um controle no assento do piloto, resultando em uma perda brusca de altitude e ferindo 13 passageiros.
O banco de dados da Flight Safety Foundation, que analisa acidentes aéreos envolvendo aeronaves comerciais e jatos corporativos, aponta que as causas mais comuns entre 2017 e 2023 incluem perda de controle em voo, voo controlado contra o terreno, causas desconhecidas, e saídas de pista durante decolagem ou pouso.
Segundo especialistas, as investigações de acidentes aéreos são complexas e multifatoriais, dificultando a identificação de uma causa única. O banco de dados online Plane Crash Info, embora não oficial, indica que 49% dos acidentes entre 1950 e 2019 foram causados por falha humana, seguidos por falhas mecânicas (23%) e fatores climáticos (10%).
Por: Redação Caririensi