Durante sua visita à Europa, onde participou da Cúpula do G7, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez declarações contundentes sobre o Projeto de Lei 1.904/24. Este projeto propõe equiparar a prática de aborto realizado após 22 semanas de gestação a homicídio, mesmo em casos de estupro.
“Eu, Luiz Inácio, sou contra o aborto. Mas, como o aborto é uma realidade, precisamos tratar como uma questão de saúde pública. Eu acho que é insanidade alguém querer punir uma mulher em uma pena maior do que o criminoso que fez o estupro”, declarou Lula durante uma entrevista coletiva em Puglia, na Itália.
Lula, que está no continente europeu desde quinta-feira, 13, como convidado da Cúpula do G7 — encontro que reúne os países mais ricos do mundo —, afirmou que não acompanhou de perto o debate sobre o projeto de lei no Brasil, mas que se inteirará da questão assim que retornar ao país, neste sábado, 15. “Eu tenho certeza de que o que está previsto na lei já garante que a gente aja de forma civilizada para tratar com rigor o estuprador e para tratar com respeito a vítima”, reforçou o presidente.
O tema do aborto também foi discutido pelos líderes das maiores economias durante a cúpula na Itália. A primeira-ministra Giorgia Meloni, à frente da presidência do G7, liderou uma mudança significativa na declaração final de 2024. O novo documento removeu um trecho presente no ano anterior, que tratava do acesso e cuidados para o aborto legal e seguro.
Por: Redação Caririensi