O Papa Francisco está sendo acusado de homofobia após a divulgação de uma suposta declaração considerada homofóbica. Durante uma reunião com bispos italianos em 20 de maio, o pontífice teria solicitado que não aceitassem padres abertamente gays nos seminários, afirmando que “já existe viadagem demais”.
A informação foi publicada pelos jornais italianos La Repubblica e Corriere della Sera, que reportaram o uso do termo “frociaggine”, traduzido como “viadagem” ou “bichice”, expressão depreciativa para a população LGBT.
A reunião a portas fechadas, que contou com a presença de mais de 200 bispos, foi marcada por surpresa e desconforto entre os presentes, conforme relatou a agência de notícias italiana Ansa. Alguns bispos sugeriram que o Papa, sendo argentino, talvez não tenha percebido a conotação ofensiva do termo em italiano.
Até o momento, o Vaticano não emitiu nenhum comunicado oficial sobre a suposta fala do Papa Francisco. A declaração surge em meio a um debate interno na Igreja Católica sobre a aceitação de padres gays.
Embora tenha usado uma expressão ofensiva, o Papa Francisco tem um histórico de posicionamentos em defesa da inclusão de pessoas LGBT na Igreja. Em janeiro de 2024, ele apoiou a histórica decisão do Vaticano de aprovar bênçãos para indivíduos em “união irregular”, afirmando que a Igreja deve “pegar os homossexuais pela mão” e não “condená-los”.
Por: Redação Caririensi