Terapeuta do Cariri dá dicas para os pais aprenderem a lidar melhor com o autismo dos filhos nesse momento de isolamento social
Ilustrativa
Por Monike Feitosa
Lá se vai mais de um ano desde que cada um de nós recebeu a notícia: pandemia do novo coronavírus no Brasil. Até hoje há quem duvide da doença, da vacina, dos sintomas, de tudo. Vai entender! Mesmo a ciência mostrando “Por A+B” TUDO que está acessível sobre a pandemia até agora, menos a CURA, ainda.
Desde março de 2020 tem sido desafiador para mães e pais driblarem a falta da creche, berçário, escola, atividades esportivas e tudo que envolve o universo das crianças e jovens. Nossos filhos estão sofrendo talvez mais que a gente e isso dói muito! Até porque, nós, adultos mortais, precisamos trabalhar e bota trabalho nisso.
Algumas profissões sofrem mais e outras menos, mas acredito que todas sofrem e são afetadas de um jeito ou de outro com a rotina da casa, educação “online” dos filhos, trabalho, contas, e principalmente, o isolamento social.
Criança precisa de convívio, de espaço, de interação social com outras crianças, mas não podem neste momento. Conscientizá-las é trabalhoso, doloroso, difícil e porque não dizer quase impossível.
Dizer que não pode tocar na avó, nos primos, não pode sair de casa para supermercado, para uma praça do bairro, para o parquinho da pizzaria, é realmente um “tédio” necessário. A consequência é que aumentou o tempo de “tela” em casa, afinal é exigir muito de nós, pais, que tiremos a TV, computador ou celular se as “tradicionais brincadeiras” estão proibidas fora de casa, e os espaços em casa tendem a ser bem pequenos.
Para a terapeuta Natalia Gondim, mãe (de dois meninos), é preciso se reinventar dentro do “possível” da rotina de cada família. Principalmente os pais das crianças especiais, que precisam adaptar inclusive algumas terapias que também passaram a ser feitas em casa e de forma on-line.
“Abril é o mês da conscientização do Autismo, claro que precisamos falar sobre isso o ano todo. E não são só as crianças autistas que não devem ficar tanto tempo conectado aos vídeos de celular e TV, criança precisa de ajuda para aprender e de tempo para se adaptar.
*Preste atenção no que seu filho ou filha não gosta nas aulas ou atividades on-line.
*Ficar períodos de tempo menores realizando atividades de alta complexidade para não cansar tanto a criança e o adulto também, que acaba perdendo a paciência.
*Por último e não menos importante, desviar a atenção da criança quando ela demonstrar desinteresse pelo momento; você mesmo pode desenvolver algo que a criança possa gostar, como uma brincadeira, desenho, pintura para concluir a tarefa ou atividade do conteúdo que está estudando”, explica a profissional.
A pandemia não tem previsão de acabar, nos resta não perder a fé que dias melhores virão, e HOJE, fazer o que é possível para a realidade da nossa família.
Até a próxima!
Se quiser falar comigo, enviar dúvidas, críticas, sugestões ou elogios, segue lá:
Jornalista apaixonada pela maternidade e que mora no instagram
