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Antônia Fontenelle será investigada pela Polícia Civil da Paraíba por crime de racismo

 

Reprodução/Redes Sociais

O delegado Pedro Ivo, da 1ª Delegacia Seccional da Polícia Civil da Paraíba, solicitou a abertura de um inquérito para apurar os fatos
A circulação dos vídeos em que o DJ Ivis espanca a sua ex-mulher tem gerado desdobramentos que revelam o preconceito estrutural que predomina em parte da sociedade brasileira. Dessa vez os pontos comuns do preconceito se revelam em comentários gerais sobre o caso. Além da atitude vergonhosa do machismo que espanca, os comentários de repúdio também apresentam outros tipos de preconceitos.
A apresentadora e youtuber Antônia Fontenelle fez declarações inaceitáveis sobre o caso. “Esses ‘paraíbas’ fazem um pouquinho de sucesso e acham que podem tudo. Amanhã vou contatar as autoridades do Ceará para entender porque esse cretino não foi preso”, disse a atriz. Ela ainda retrucou a críticas recebidas pela paraibana Juliette Freite, campeã do BBB21, dizendo que “Paraíba é um termo que usa quando alguém faz alguma paraibada.”
O crime de racismo é inafiançável, podendo ser revertido em cadeia ou multa. Vale ressaltar que tanto no Rio de Janeiro com em São Paulo o preconceito contra nordestinos é rotineiro. Em São Paulo o termo pejorativo é “Baiano”. Em comentários que circulam na internet a condição de defensores de Bolsonaro, tanto da apresentadora quanto do DJ, é associada ao preconceito estrutural.

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