domingo, 8 de novembro de 2026

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Ministério Público revela que Caucaia foi escolhida para o motim dos policiais militares por motivos de violência

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 Depois de um ano e meio o motim dos policiais militares no Ceará continua tendo desdobramentos extremamente graves, inclusive com violência planejada


Reprodução

Um documento do Ministério Público do Ceará (MPCE), publicado nesta última segunda (19), revela que a escolha por ocupar o 12º Batalhão de Policiamento Militar, em Caucaia, Região Metropolitana de Fortaleza, foi premeditada com intuito de chamar a atenção do Governo do Estado. Ao todo, mais de 400 policiais militares já foram denunciados pelo motim, sendo que vários foram punidos, até mesmo com a expulsão da força. Parte dos policiais militares cearenses parou as atividades em fevereiro de 2020. O ato ocorreu entre 18 de fevereiro e 2 de março, período em que o número de assassinatos no Ceará foi recorde.

O documento do Ministério Público do Ceará denuncia mais 58 policiais, entre praças e oficiais, que tiveram participação de forma direta ou indireta. Um diálogo transcrito no documento revela a violência planejada pelo grupo: “TC Alves perguntou porque escolheram Caucaia, e a manifestante respondeu que Caucaia foi escolhida porque morre muita gente, e paralisando morreria muito mais”, se referindo a uma mulher que, conforme a investigação se identificou como esposa de um policial militar que aderiu ao motim.

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