A conduta desastrosa da economia brasileira jogou o País em uma crise profunda, com a volta de índices que levaram décadas para serem contornados
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Além do aumento dos índices de desempregados, de desalentados e subempregados, que chega a um total de cerca de 33 milhões de pessoas, o Brasil volta ao mapa da fome, com pessoas sem alimentação prevista e ao crescente estágio de pessoas com instabilidade alimentar, que são aquelas que se alimentam esporadicamente, sem previsão de regularizar a alimentação.
Em dois anos, a população que passa fome no País sofreu um avanço assustador: de 10 para 20 milhões de pessoas. Algumas delas frequentam filas de doação de alimentos e outras frequentam restaurantes populares de forma descontínua. Da mesma forma que é visível o aumento de pessoas passando fome, também é visível o número de pessoas que moram nas ruas, pedintes e trabalhadores informais nos semáforos.
Nesta semana, a notícia de que um açougue em Cuiabá, capital do Mato Grosso do Sul, formava filas para doar ossos deu amplitude para a gravidade do problema. Os ‘ossinhos’ – parte mais barata do boi – trazem ainda um resto de carne grudada e torna-se quase que a única opção de proteína para os pobres consumirem em tempos de preço altíssimo nos alimentos. A outra opção – mas não para todos – é o ovo.

