Moisés Braz descobre Juazeiro em ano eleitoral após dois mandatos sem destinar recursos à cidade(OPINIÃO)

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Em política, há uma velha tradição que costuma se repetir a cada quatro anos: quando a eleição se aproxima, aparecem candidatos por todos os lados. Apertos de mão se multiplicam, agendas surgem, fotografias são publicadas e cidades antes aparentemente esquecidas passam a ocupar espaço privilegiado nos discursos.

Em 2026, parece ter chegado a vez de Juazeiro do Norte entrar no radar eleitoral de Moisés Braz (PT).

Deputado estadual em seu segundo mandato e novamente candidato a uma cadeira na Assembleia Legislativa do Ceará, Moisés Braz aterrissa politicamente em Juazeiro do Norte disposto a conquistar votos. O problema é que, segundo as informações levantadas pelo Caririensi, durante seus mandatos o parlamentar não destinou recursos para o município.

E aí surge uma pergunta inevitável: por que Juazeiro só ganha importância quando chega a hora de pedir voto?

Juazeiro do Norte não é uma cidade pequena no mapa eleitoral do Ceará. É uma das maiores cidades do estado, polo econômico, religioso e de serviços, além de possuir um eleitorado cobiçado por candidatos das mais diferentes regiões.

Por isso, em período eleitoral, não faltam candidatos querendo construir bases no município. O eleitor, porém, também tem o direito de olhar para trás e perguntar o que cada parlamentar fez pela cidade antes de aparecer pedindo apoio.

Moisés Braz já teve anos de atuação parlamentar e oportunidades para incluir Juazeiro entre os municípios contemplados por sua atuação política. Se, como aponta o levantamento do Caririensi, nenhum recurso foi destinado por ele ao município durante esse período, sua chegada em plena campanha eleitoral merece, no mínimo, ser questionada.

Não existe impedimento para que um deputado amplie sua atuação e passe a defender uma cidade onde anteriormente não possuía presença política relevante. Pelo contrário. Juazeiro precisa de representantes e parceiros em todas as esferas.

Mas parceria política não deveria nascer apenas na urna.

O eleitor juazeirense precisa observar quem esteve presente quando não havia santinho na rua, quem destinou recursos quando não existia campanha e quem lembrou da cidade quando o voto ainda estava distante.

Porque aterrissar em Juazeiro durante a eleição é fácil.

A questão é saber quem permaneceu por aqui politicamente depois que as urnas foram embora.

Por: Karol Matos – Política de A a Z

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