Alegando falta de provas, a Justiça Militar absolveu três policiais do crime de fraude processual relacionado ao caso que ficou conhecido como Tragédia de Milagres. Os inocentados são da Polícia Militar do Ceará (PMCE): o tenente-coronel Cícero Henrique Beserra Lopes, o 1º tenente Joaquim Tavares de Medeiros Neto e o cabo Antônio Natanael Vasconcelos Braga.
Os policiais militares haviam sido acusados de ir ao entorno da cena do crime para excluir às imagens de um estabelecimento comercial. Eles teriam formatado um DVR, apagando possíveis registros capturados pelo aparelho.
A ação desastrosa da polícia ocorreu no dia 7 de dezembro de 2018, no município de Milagres (CE), e resultou em 14 pessoas mortas, entre elas seis reféns dos assaltantes.
De acordo com o processo, a operação dos policiais do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), que frustrou a ação de uma quadrilha especializada em roubos a agências bancárias, também resultou nas mortes de criminosos e de cinco reféns.
No dia do crime, os assaltantes estavam com reféns dentro dos veículos e foram surpreendidos pelos policiais do Gate, que já tinham conhecimento do ataque ao banco. Durante a troca de tiros, cinco reféns foram mortos.
O processo foi desmembrado, e os três policiais militares foram denunciados por fraude processual. Nos depoimentos, os proprietários do estabelecimento comercial relataram que os policiais estiveram no local, mas saíram sem levar nenhum equipamento.
A testemunha não soube informar se o equipamento estava gravando no momento do crime e afirmou que as câmeras não capturavam imagens do Banco do Brasil, embora fosse possível visualizar parte da área em frente ao banco Bradesco.
Por: Redação Caririensi




