O deputado estadual Davi de Raimundão (MDB) propôs um projeto para reconhecer Juazeiro do Norte como Capital da Fé. O Projeto de Lei começou a tramitar nesta terça-feira (8) na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) e reconhece a relevância histórica, cultural, religiosa e social da cidade do Padre Cícero para a devoção popular. Além disso, institui o dia 24 de março como o “Dia da Capital da Fé do Estado do Ceará”, a data já é comemorada na cidade por ser o dia de nascimento do patrono de Juazeiro, símbolo da fé popular nordestina.
No texto do projeto, o deputado argumentou: “Juazeiro do Norte é um dos maiores polos de religiosidade popular do Brasil e da América Latina. Com uma média anual de mais de dois milhões de romeiros, a cidade se consolida como destino de fé e devoção, atraindo pessoas de todas as regiões do país, especialmente do Nordeste, movidos pela devoção ao seu maior símbolo: Padre Cícero Romão Batista.”
“Esse fluxo constante de visitantes também impulsiona de forma significativa a economia local. Milhares de famílias vivem diretamente da fé que move Juazeiro do Norte: são vendedores ambulantes, artesãos, produtores de artigos religiosos, hospedagens familiares, taxistas, guias de romeiros e trabalhadores do comércio em geral”, completou.
O deputado observa ainda, que esse fluxo constante de fiéis contribui para a economia local, gerando emprego e renda. Davi de Raimundão chamou também a atenção para os lugares considerados sagrados como o túmulo de Padre Cícero na Capela do Socorro, a Basílica de Nossa Senhora das Dores, o Santuário do Sagrado Coração de Jesus, o Santuário de São Francisco e a estátua de Padre Cícero, que integra moderno complexo com teleférico e mirante no alto da Colina do Horto.
“Diante de sua importância histórica, religiosa, cultural, social e econômica, é justo e necessário reconhecer oficialmente Juazeiro do Norte como a Capital da Fé do Estado do Ceará. A aprovação desta lei representa o reconhecimento institucional da força espiritual que impulsiona o município, ao mesmo tempo em que valoriza um dos mais importantes patrimônios imateriais do povo cearense,” finalizou o documento.
Por: Redação Caririensi




