Pobreza, extrema pobreza , têm cor, gênero e localização no Brasil (OPINIÃO)

Imagem: Reprodução/ Brasil de Fato
Por Tiago Pereira
O IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica, divulgou (2/dez/2022) uma pesquisa que revela o quadro dramático das condições da qualidade de vida de parte significativa do povo brasileiro. São 62,5 milhões de pessoas vivendo na linha de pobreza , entre esses há outros 17,9 milhões na faixa de extrema pobreza, dados de 2021. São as maiores proporções desde 2012 quando iniciou a pesquisa.
A classificação segue os parâmetros do Banco Mundial que considera pobre uma pessoa que recebe até R$ 468 reais mensal e extremamente pobre quem recebe até R$ 168 reais mensal. Esses números refletem as dificuldades e dores de quase 30% da nossa população geral, que não possuem o minimo para uma vida digna.
A pesquisa também apontou que as pessoas pretas e pardas vivendo a baixo da linha de pobreza são 37,7% , o dobro da proporção dos brancos – 18,6%.
O peso da pobreza e extrema pobreza atingem os jovens brasileiros em 33,2%, condição limitante para perspectivas de futuro como a continuidade dos estudos, qualificação para o mercado de trabalho e engajamento produtivo. Essa situação dramática também impacta na vida das mulheres que são chefes de família, sendo essas 62,8% pobres, vivendo com até R$ 486 reais mensal para sustentar suas famílias. 
O IBGE também apontou o recorte geográfico da pobreza , sendo a regiões Nordeste e Norte as maiores concentrações, são 48,7 % e 44,9% respectivamente.
Esse cenário não é resultado dos impactos da pandemia do covid-19, é antes o somatório de muitos elementos da economia do país, caracterizada pelo desemprego estrutural , precarização e destruição dos direitos dos trabalhadores.
Diante desse cenário é extremamente urgente que os governos adotem medidas de transferência direta de renda para essa população em situação de vulnerabilidade (exemplo a PEC da Transição) , reforcem ações de segurança alimentar e nutricional e criem postos de emprego para atender a massa assalariada de até um salário mínimo que representa 70% do perfil da população economicamente ativa do país. 

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