Punições contra militares envolvidos na paralisação trazem à tona pauta politizada ao longo do ano passado
Reprodução/Diário do Nordeste
A punição com expulsão do primeiro soldado PM acusado de participação no motim de policiais cearenses, ocorrido no início de 2020, joga luz em um caso que está sob investigação pela Corregedoria dos Órgãos de Segurança Pública, portanto, interno da corporação militar, mas que continua gerando repercussões no ambiente político estadual.
O movimento dos policiais acabou sendo um dos temas centrais do debate eleitoral da capital cearense no ano passado. Além disso, embora tenham negado motivação política, algumas lideranças ligadas de alguma forma à paralisação disputaram, sem êxito, vagas de vereador em Fortaleza.
Até agora, são mais de 250 agentes de segurança denunciados pelo Ministério Público do Estado (MPCE) por ligação direta ou indireta com o motim.
PUNIÇÕES ADMINISTRATIVAS
Um policial foi expulso da corporação, nesta semana, pela Controladoria-Geral de Disciplina (CGD), por ter participado dos atos grevistas. Ele foi o primeiro militar que recebeu a punição máxima.
Além disso, outros 33 militares foram indiciados por tentativa de homicídio contra o senador Cid Gomes (PDT), quando foi baleado ao avançar com uma retroescavadeira contra um quartel em Sobral, onde estavam policiais amotinados.
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